Das redes sociais ao Wi-Fi público, ou mesmo o ChatGPT. Ninguém dá nada a ninguém.
Vivemos na era da gratuitidade. Redes sociais gratuitas, correio eletrónico gratuito, motores de busca gratuitos, mapas gratuitos, notícias gratuitas, inteligência artificial gratuita. O capitalismo, esse sistema a que tantas vezes acusamos de ganância, parece ter-se tornado generoso.
Mas há um pequeno detalhe incómodo: nada neste mundo se autoproduz. Como recordava Karl Marx, todo o valor exige trabalho, energia e tempo socialmente investido. Nenhum servidor funciona por altruísmo. Nenhum algoritmo trabalha por vocação social. Nenhuma encomenda é transportada por inspiração poética. Ler mais

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