Trinta organizações de consumidores europeias apresentaram hoje uma queixa contra a Google, a Meta e o TikTok junto da Comissão Europeia por "terem falhado" no combate aos anúncios de burlas financeiras que aparecem nestas plataformas.
A denúncia surge após a análise da política publicitária das empresas tecnológicas em treze países europeus e a deteção de quase 900 anúncios fraudulentos entre dezembro de 2025 e março de 2026, informou a Associação Europeia de Consumidores (BEUC, na sigla em francês), em comunicado.
Após tomarem conhecimento destes anúncios, a Google eliminou 60% dos que foram denunciados à empresa, a Meta apagou 43% e o TikTok, 23%, indicou a BEUC, que, juntamente com outras 29 organizações, acusa as empresas de violarem a Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla inglesa) da UE.
"A Meta, a TikTok e a Google não só não eliminam de forma proativa os anúncios fraudulentos, como também não agem com a suficiente firmeza quando são notificadas sobre este tipo de fraudes", afirmou o diretor-geral da BEUC, Agustí Reyna.
Por isso, as organizações pedem à Comissão Europeia e às autoridades nacionais, às quais também apresentaram uma denúncia, que investiguem a política publicitária das três empresas e imponham multas se "continuarem a não cumprir" as suas obrigações.
"É fundamental exigir responsabilidades à Meta, à TikTok e à Google. Se não tomarem medidas contra os esquemas de fraude financeira que circulam nas suas plataformas, os burlões continuarão a chegar a milhões de consumidores europeus diariamente, colocando as pessoas em risco de perder centenas ou milhares de euros devido à fraude", acrescentou Reyna.


































