terça-feira, 16 de junho de 2026

UE proíbe os “bifes” vegetais. Os “hambúrgueres” vegetarianos continuam na grelha

 

Nova lei restringe o uso de rótulos com os termos carne, vitela, carne de porco, frango, peru, pato e borrego, em alimentos que não têm carne, e define claramente “carne” como sendo “partes comestíveis de animais”.  Já os “hambúrguers” e “salsichas” vegetais escaparam à proibição.

O Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira a proibição de comercializar alimentos de origem vegetal como “bife” ou “bacon”. Os “hambúrgueres” vegetarianos, porém, podem permanecer nas ementas europeias.

A proibição, que carece ainda de luz verde definitiva dos Estados-membros, representa uma vitória para os produtores pecuários, que defendem que os alimentos vegetais que imitam carne correm o risco de induzir os consumidores em erro — e de prejudicar o seu setor. Ler mais

Portugal vence processo milionário movido por fundos no caso da resolução do BES

 


Fundos internacionais avançaram com processo de 260 milhões de euros num tribunal arbitral internacional. Decisão dos juízes deu razão a Portugal no caso da retransmissão de obrigações para o BES mau.

Portugal venceu um processo internacional de cerca de 260 milhões de euros movido por fundos de investimento especializados em ativos problemáticos, incluindo entidades ligadas ao fundo norte-americano Elliott Management, segundo a revista Sábado (acesso pago).

O caso está relacionado com a resolução do BES em 2014 e com uma decisão posterior do Banco de Portugal em 2015 relativa à retransmissão de algumas obrigações do Novobanco para o ‘BES mau’.

Os fundos alegavam que essa decisão lhes causou prejuízos e exigiam uma indemnização ao Estado português. Mas o International Centre for Settlement of Investment Disputes (ICSID), um tribunal arbitral internacional ligado ao Banco Mundial, deu razão a Portugal contra os fundos Suffolk (Mauritius) Limited, a Mansfield (Mauritius) Limited e a Silver Point Mauritius. A decisão ainda pode ser alvo de recurso, mas têm uma taxa de sucesso historicamente baixa. 

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA 30 Anos da Lei de Defesa do Consumidor: Balanço e Desafios


 

Exames nacionais avançam com correção digital pela primeira vez. Novo modelo gera polémica entre professores e sindicatos

 Os alunos continuam a escrever as respostas dos exames nacionais à mão, mas a partir deste ano as provas serão digitalizadas e corrigidas num sistema informático que distribui perguntas isoladas e anónimas a cada professor classificador. O Ministério da Educação fala em maior rigor, mas movimentos de professores acusam o processo de falta de transparência. 

Os exames nacionais do ensino secundário arrancaram esta terça-feira, com mais de 81 mil estudantes a realizar o exame de Português do 12.º ano, o mais “concorrido” por ser o único obrigatório para concluir o secundário. Mas este ano há uma mudança que marca um ponto de viragem na forma como os alunos são avaliados. Pela primeira vez, a correção dos exames passa a ser feita de forma totalmente digital. Ler mais 

Direto ao Consumo - Rádio Valor Local

 

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CONSUMIDOR DESINFORMADO… VANTAGENS DO ’OUTRO LADO’


A antena portuguesa da multinacional belga Euroconsumers, S.A., a mercantil Deco-Proteste, Ld.ª, que entre nós se faz passar artificiosa e ardilosamente por associação de consumidores, num flagrante desvio de escopo, tornou ao tema das ‘entradas’ não solicitadas e reedita uma tese peregrina que vai ostensivamente ao arrepio da lei. Em artigo publicado, em tempos, num espaço que, ao que parece, domina: o “Notícias ao Minuto”

Parte do soez pressuposto de que “quem cala, consente, mas quem trinca, consente mais, e não poderá reclamar, quando detetar, na conta, as entradas que não pediu” (sic)…

E torna insidiosamente ao tema para defender o insustentável com o suporte de meios de grande difusão, com o que confunde vergonhosamente o grande público.

Mas o embuste é a sua “praia”!

Versejando:

Eis no que ora  investe

De forma mal-afamada

A estrangeirada Proteste

Que ao Direito diz: NADA!

 

Mas o que diz, ademais,

Com uma desmedida lata

E umas vírgulas “colossais”?

 

“Quem cala, consente,

Mas quem trinca, consente mais,

E não poderá reclamar,

Quando detetar, na conta,

As entradas que não pediu”…

 

Reparem, pois, na blasfémia

Que é ter as leis a favor

E com uns graus de ‘alcoolémia’

“Turvar-se” o consumidor…

 

Quem cala já não consente

Diz a lei com tal fragor

Que só disso é que dissente

Quem ‘trama’ o consumidor…

Explicitando:

[O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação...] (Lei 24/96: n.º 4 do art.º 9.º)

[1 - É proibida a cobrança de qualquer tipo de pagamento relativo a fornecimento não solicitado de bens…

2 - …, a ausência de resposta do consumidor na sequência do fornecimento ou da prestação não solicitado não vale como consentimento.] (DL 24/2014: art.º 28)

(Ó GENTE, QUEM CALA, AFINAL NÃO CONSENTE!)

[“Nenhum prato, produto alimentar ou bebida, incluindo o couvert, pode ser cobrado se não for solicitado pelo cliente ou [se] por este for inutilizado.”] (DL 10/2015 – n.º 3 do art.º 135)

A ‘couvert’ não solicitado

Pagamento recusado

Se o ‘couvert’ for aviado,

Sem o ter solicitado,

Ainda que ‘abocanhado,’

Pagamento “rechaçado”…

 É de lei, está lá prantado

Não o deturpe a Proteste

Que consumidor enganado

É nisso que sempre investe…

Não queira a empresa belga DECO-Proteste, Limitada, promover a  inversão do ónus.

Perante a entrega das entradas, dos acepipes, o recompletamento não consentido do copo de vinho, não é o consumidor que tem de recusar. É ao empregado que cumpre perguntar: é servido? Ao que o consumidor ripostará: ou sim ou não. Se nada disser, não há consentimento.

Inferir da não recusa do consumidor o consentimento é ferir de morte a lei, a sua letra e o seu espírito.

Só não percebe isto quem anda aos pontapés ao direito.

Não importa andar às voltas para responsabilizar o consumidor.

A pergunta faz toda a diferença. É elementar! E dissipará todas as dúvidas acerca da lealdade e da fidedignidade de quem serve em um qualquer restaurante!

Discussões destas de há muito que se não põem no Brasil, por exemplo.

A fórmula “é servido?” faz, com efeito, toda a diferença. E reconduz a situação aos seus termos… “Não o deturpe a Proteste!” “É de lei, está lá prantado” Que silêncio não é consentimento”!

Quem cala não consente… E quem trinca menos ainda consente… nem mais nem menos!

Que de uma vez por todas deixe a DECO-Proteste de iludir os consumidores e quem os serve!

Porque os restaurantes, no Porto, ao que vimos,  exibem uma emoldurada folha com estes dislates com a chancela da DECO-Proteste,, que se fazem passar por lei, quando alguém reponta…

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

Porque é que tantos consumidores estão a desistir do Volta?


Quando alguém recicla corretamente uma embalagem, mas perde o valor do depósito porque não utilizou o canal específico definido pelo sistema, instala-se uma sensação de desajuste 

A reciclagem é uma das raras causas que reúne consenso. Poucos discordarão da necessidade de reduzir resíduos, aumentar a reutilização de materiais e melhorar o desempenho ambiental do País. Portugal precisa de reciclar mais e melhor. E precisa de envolver os cidadãos nesse esforço.

É precisamente por isso que vale a pena olhar com atenção para o sistema Volta. Ler mais

 

UE proíbe os “bifes” vegetais. Os “hambúrgueres” vegetarianos continuam na grelha

  Nova lei restringe o uso de rótulos com os termos carne, vitela, carne de porco, frango, peru, pato e borrego, em alimentos que não têm ...