quarta-feira, 29 de abril de 2026

Bancos: os portugueses estão a perder dinheiro nos depósitos a prazo (há muito tempo)

 

Uma perda “silenciosa” desde 2015, quando a taxa de juros paga pelos bancos deixou de ser maior do que a inflação em Portugal.

Os habitantes em Portugal têm mais de 112 mil milhões de euros em depósitos a prazo nos bancos, de acordo com os números do Banco de Portugal relativos a Fevereiro.

No início da pandemia, em 2020, esse valor estava nos 87 milhões de euros, o que quer dizer que houve um aumento de cerca de 30% em apenas 6 anos.

Mas, na prática, quem tem dinheiro em depósitos a prazo, é quase certo que está a perder dinheiro. Há 11 anos. Ler mais


Estudo português aponta para uso seguro de cetamina para tratar depressão

 Um estudo português sobre psicoterapia assistida por cetamina, aplicado a 98 doentes com depressão resistente, indica o uso seguro da substância em contexto clínico. Segundo Paulo Cleto Duarte, responsável pela Clinic of Change, onde os trabalhos foram conduzidos, “não houve efeitos adversos não-descritos” e o medicamento mantém “um perfil de segurança bem estabelecido”, quando usado em contexto c…

A sessão, que irá decorrer no auditório da sociedade de advogados PLMJ, reúne dois dos nomes mais influentes na investigação de tratamentos inovadores para depressão resistente: David Nutt, do Imperial College London, e Celia Morgan, da Universidade de Exeter. Ambos acompanharam a conceção do estudo português e validaram o trabalho académico que lhe deu origem.

“O estudo foi feito por uma aluna de mestrado, já foi apresentado e defendido no ISPA, e foi aprovado com uma belíssima nota. Além disso, teve o envolvimento do David Nutt e da C.D. Morgan, que acompanharam e desenharam este estudo”, sublinha o responsável. Ler mais

Finanças alteram modelo de impressão e comunicações com contribuintes

 A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) anunciou hoje que irá adotar um novo modelo de impressão e expedição de comunicações, deixando de enviar cartas-envelope, segundo uma nota divulgada pela entidade. 

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) anunciou hoje que irá adotar um novo modelo de impressão e expedição de comunicações, deixando de enviar cartas-envelope, segundo uma nota divulgada pela entidade.

Assim, as comunicações enviadas pela AT, no âmbito do processo de modernização dos seus serviços, irão “adotar um novo modelo de impressão e expedição de comunicações”, deixando de ser enviadas comunicações em carta-envelope. Ler mais

 

De tostão em tostão ‘enche a mula’ o vilão


Aproveitamento espúrio da política de depósito e reembolso para ampliar réditos ilícitos?

Super e hipermercados entenderam aplicar indistintamente a garrafas que não obedecem aos requisitos do SDR (Sistema de Depósito e Reembolso) o acréscimo de 0,10 € (dez cêntimos), por unidade, para se locupletarem ilicitamente.

Não se esqueça que de tostão em tostão se chega ao milhão.

E o volume de vendas é incomensurável.

As garrafas que não tenham o símbolo de “voltar” não podem  inserir-se na malha do sistema.

Já que não integram o sistema. Não pode o acréscimo ser objecto de devolução pelas máquinas.

Aliás, nem todos sabem, mas para que o reembolso ocorra é necessário que o símbolo esteja impresso na garrafa, a garrafa esteja intacta (com a cápsula) (escorreita e sã) e apresente o código de barras em perfeitas condições.

De outra forma, não há devolução possível, o que é algo de estranho.

Além disso, esta forma de encarecer o produto, sem que nada o justifique, para que a operação de reembolso se processe com sucesso, é perversa porque alimenta o caudal especulativo a que se assiste na actual crise.

O aproveitamento ignóbil da situação só potencia ínvios pretextos de aumentar, à revelia das normas aplicáveis, os preços dos produtos, como no caso, num processo a que não escapa qualquer das cadeias de distribuição, ao que nos garante fonte fidedigna.

Se as garrafas não têm impresso o símbolo “V” (ou marcação do sistema de depósito), então:

l  não integram o sistema oficial de devolução

l  não podem, pois, ser devolvidas através das máquinas instaladas.

l  não há garantia de reembolso dos 0,10€ que acrescem ao preço.-

No talão que nos foi presente surge:

• “Depósito - 0,10€” 

O que suscita questões de transparência comercial,

Traduz-se em  prática desleal porque enganosa

Constitui crime de especulação, de harmonia com a Lei Penal do Consumo de 1984.

O custo do vasilhame já está coberto pelos encargos gerais  repercutidos no preço ao consumidor.

O acréscimo que o SDR vem implementar já de si constitui um artifício, um embuste em processo que há-de avantajar uma qualquer casta envolvida neste negócio pretensamente consonante com exigências de ordem ambiental.

Com os procedimentos especulativos em exploração, os prejuízos para a bolsa dos  consumidores agravam-se desmesuradamente.

Se nos reportarmos aos valores de 2021, o consumidor paga hoje mais 50% do que então pagava pelas garrafas de água.

Com todos estes distúrbios procedimentais , torna-se vítima dos apetites de que em crescendo o comércio se vem alimentando.

Que haja quem ponha cobro a tamanhos dislates!

Aos cuidados da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - para uma actuação consequente.

  

Mário Frota

Presidente emérito da apDC - DIREITO DO CONSUMO -, de Portugal

Sistema Volta: metas de recolha de embalagens afinal descem para 40% em 2026

 Sistema Volta: metas de recolha de embalagens afinal descem para 40% em 2026
Alteração à licença da entidade gestora do sistema Volta reduz a fasquia de recolha em 2026. Associação de municípios critica não só a mudança, mas também a falta de informação sobre contrapartidas.

Sistema Volta: metas de recolha de embalagens afinal descem para 40% em 2026
O Sistema Integrado de Depósito e Reembolso (SDR) – o modelo de gestão do Volta, o mecanismo que incentiva a devolução de embalagens plásticas e metálicas – conta em 2026 com uma meta de recolha bem mais baixa do que a estipulada inicialmente. O objectivo desce... Acesso pago

A China suspendeu a emissão de novas licenças para veículos autónomos após mais de uma centena de 'robotáxis' da gigante tecnológica Baidu ficarem imobilizados na cidade de Wuhan, informou hoje a agência Bloomberg.

 

A medida impede as empresas de condução autónoma de acrescentarem novos veículos às frotas, iniciarem novos projetos-piloto ou expandirem-se para outras cidades, segundo a agência, que cita fontes com conhecimento do caso e não especifica a duração da suspensão.

 A medida ocorreu depois de as autoridades se mostrarem alarmadas com um incidente registado em 31 de março em Wuhan, onde vários veículos do serviço Apollo Go, da Baidu, pararam subitamente, deixando passageiros temporariamente presos e perturbando o tráfego.

A polícia de trânsito local indicou que o centro de emergências recebeu chamadas a reportar múltiplos veículos parados no meio da estrada, sem capacidade de se mover. Ler mais

Já é hora de preparar um funeral para a onipresente diretiva da UE?

 Há muito tempo uma marca registrada da elaboração legislativa do bloco, as diretrizes atraíram governos ao permitir uma margem valiosa para interpretar éditos vindos de Bruxelas.

Agora, o instrumento outrora dominante está sob ataque de dois lados. Uma súbita sede de desregulamentação de líderes como Friedrich Merz está convergindo com um novo senso de urgência para aprofundar o mercado único.

"Antes, o padrão era uma diretiva e a regulação era a exceção", disse Stéphane Séjourné, chefe do mercado único da UE. "Agora deve ser o contrário", disse ele ao Relator. Ao contrário das diretivas, as regulamentações são imediatamente aplicáveis em todo o bloco.

"As diretrizes são mal transpostas, subtranspostas ou superpostas", disse o comissário francês. "Raramente são transpostas de forma equivalente entre os Estados-membros da UE. Por todas essas razões, é um fator que contribui para a fragmentação do mercado único." Em áreas políticas onde a UE tem todas as cartas, ele argumentou, deveriam haver diretivas de "não mais".

Os exemplos estão por toda parte. Meu colega Maximilian Henning foi o primeiro a reportar sobre a decisão de transformar a EU Inc. – uma lei principal para impulsionar startups – um regulamento, não uma diretiva. Angelo di Mambro, nosso editor de agricultura, apontou uma lei de grandes embalagens de resíduos que foi transformada de diretiva para regulamentação no ano passado. A grande lei de deportações da UE foi elevada de diretiva para regulamentação. A colega de Séjourné, Henna Virkkunen, argumentou que a política digital deve depender exclusivamente de regulamentações no futuro.

Não está claro se essa mudança será suficiente para saciar a fome por cortes da burocracia.

Ursula von der Leyen foi pressionada por seus próprios aliados de centro-direita na CDU na segunda-feira, em Berlim, para cortar mais as regras da UE e mais rapidamente. "Tivemos discussões extensas em nível europeu sobre evitar o que chamamos de 'gold-plating' – adicionar camadas extras de regulamentação em nível nacional", disse ela a repórteres. "Isso frequentemente resulta em 27 conjuntos diferentes de regras entre os Estados-membros, criando um fardo burocrático significativo." No entanto, a banhagem a ouro ainda pode ocorrer sob regulamentos, e frequentemente ocorre.

Uma era apenas regulamentatória é uma tomada de poder por parte de Bruxelas? Não necessariamente, disse Séjourné. As próprias regulamentações podem incluir a aplicação realizada em nível nacional, argumentou ele. "O regulamento realmente busca que todos nós tenhamos as mesmas regras, entre nós."

Bancos: os portugueses estão a perder dinheiro nos depósitos a prazo (há muito tempo)

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