segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A prescrição apaga, a caducidade afaga: ainda que a não invoque, dá-se a sua absorção pela caducidade do direito de acção


 

Diário de 26-10-2026

 


Diário da República n.º 207/2026, de 26 de outubro de 2026

Suspensão do prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.

Emitente:

Conta Geral do Estado de 2025.

Emitente:

Retifica a Resolução do Conselho de Ministros n.º 190/2026, de 30 de setembro, que designa os membros do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Algarve, E. P. E.

Emitente:

Segunda alteração à Portaria n.º 315/2024/1, de 5 de dezembro, alterada pela Portaria n.º 384/2026/1, de 25 de agosto, que estabelece as regras nacionais complementares das intervenções B.3.3, «Reestruturação e conversão de vinhas (biológica)», e B.3.4, «Reestruturação e conversão de vinhas», do domínio B.3, «Programa Nacional para Apoio ao Setor da Vitivinicultura», do eixo B, «Abordagem setorial integrada», e primeira alteração à Portaria n.º 429/2026/1, de 10 de setembro, que estabelece para o território continental e campanha de 2026-2027 um período excecional de candidaturas aos apoios da intervenção B.3.4, «Reestruturação e conversão de vinhas», do domínio B.3, «Programa Nacional para Apoio ao Setor da Vitivinicultura», do eixo B, «Abordagem setorial integrada», do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, para Portugal (PEPAC Portugal).

Emitente:

80% dos espanhóis estão dispostos a mudar de banco, em Portugal, 69% dos consumidores não procuraram alternativas de depósitos nos últimos cinco anos

 

Estudo do comparador HelpMyCash mostra que a infidelidade bancária dos consumidores espanhóis está a aumentar. Autoridade da Concorrência portuguesa defende a redução das restrições administrativas

Um estudo divulgado esta semana pelo comparador de produtos financeiros HelpMyCash, no qual participaram mais de mil inquiridos, revela que 80% dos espanhóis estão dispostos a mudar de banco. Apenas 20% não mudariam de instituição, enquanto 46% não teriam problemas em fazê-lo e 34% não descartariam essa possibilidade.

Além disso, segundo o estudo, entre os clientes que já mudaram de banco no último ano, a predisposição para voltar a fazê-lo é muito maior: seis em cada dez espanhóis estariam dispostos a mudar novamente de instituição bancária. Ler mais

Gasóleo mais caro, gasolina mais barata: quanto custa encher o depósito esta segunda-feira?

 
Automobilistas portugueses enfrentam esta segunda-feira uma nova atualização dos preços dos combustíveis, com tendências opostas para o gasóleo e a gasolina

Esta semana começa com preços diferentes nos postos de abastecimento. O gasóleo regista a segunda subida consecutiva, enquanto a gasolina fica mais barata. Para quem precisa de encher o depósito, a diferença pode chegar aos 4,20 euros, dependendo do combustível utilizado.

Os automobilistas portugueses enfrentam esta segunda-feira uma nova atualização dos preços dos combustíveis, com tendências opostas para o gasóleo e a gasolina. Ler mais 

Imprensa Escrita - 26-10-2026

 





PROPÚBLICA TOMA POSIÇÃO SOBRE ALIENAÇÃO DA REFINARIA DE SINES A INTERESSES ESTRANGEIROS

 


A ProPública emitiu um comunicado em que reflete a sua oposição ao anunciado acordo entre a Galp e os acionistas da Moeve (ex-Cepsa), com fundamento na defesa da soberania energética e estratégica do país.

Leia o Comunicado aqui.

CCT aprova proibição de prática que reduz vida útil de produtos

Da Agência Senado | 06/05/2026, 12h20


O senador Dr. Hiran relatou o projeto do senador Ciro Nogueira
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Saiba mais
 Fim da 'obsolescência programada' vai à Comissão de Defesa do Consumidor

 CCT: projeto proíbe 'obsolescência programada' de produtos
  00:00
Proposições legislativas
PL 805/2024
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou nesta quarta-feira (6) projeto que coíbe a obsolescência programada — prática em que produtos são feitos para durar menos —, e regula o direito do consumidor ao reparo dos produtos. O PL 805/2024 segue agora para análise terminativa da Comissão de Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

Do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o texto recebeu parecer favorável do senador Dr. Hiran (PP-RR). O texto altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC), incluindo como direito básico a proteção contra a medida que reduz propositalmente a duração de produtos ou componentes em circulação no mercado de consumo, com exceção para obsolescência decorrente de legislação.

A obsolescência programada, também chamada de obsolescência planejada, ocorre quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou obsoleto em pouco tempo de forma proposital, ou seja, quando empresas lançam mercadorias para que sejam rapidamente descartadas como forma de estimular o consumidor a comprá-las novamente.

O projeto veda ao fornecedor de produtos ou serviços programar a obsolescência, reduzindo artificialmente a durabilidade ou o ciclo de vida dos componentes e recusar o acesso de consumidores, direta ou indiretamente, a ferramentas, peças sobressalentes, informações e manuais explicativos necessários ao reparo dos produtos comercializados. 

O texto também proíbe que empresas recusem manutenção ou reparo de produto que tenha sido consertado anteriormente fora das redes de serviços autorizadas. O CDC ganhará um novo capítulo que trata do direito

O projeto ainda acrescenta ao CDC um capítulo que trata do direito ao reparo, garantindo ao consumidor a liberdade para escolher o local de conserto dos produtos adquiridos, e permitindo que o comprador decida se quer ou não preservar a garantia de fábrica.

Garantia 
Segundo o texto, fabricante, produtor, construtor e importador devem assegurar aos consumidores o acesso a ferramentas e peças sobressalentes necessárias para reparos por um prazo mínimo de cinco anos, contados da inserção do produto no mercado de consumo, podendo esse prazo ser estendido até o limite de 20 anos, conforme a categoria ou classificação do produto.

O consumidor também deve ter acesso garantido a informações e manuais explicativos necessários ao reparo dos produtos comercializados, bem como a orientações sobre a possibilidade de realização de consertos por terceiros e as consequências dessa escolha, em especial a perda de garantia.

Passa a ser responsabilidade do fabricante, do produtor, do construtor e do importador disponibilizar aos consumidores uma plataforma digital com informações sobre reparos, ferramentas e peças sobressalentes, assim como a localização dos serviços, as condições e o tempo necessário para a conclusão do reparo e a disponibilidade de produtos de substituição temporária. 

A plataforma deve permitir o registro de oficinas de reparo independentes, bem como de vendedores de produtos recondicionados e de compradores de produtos defeituosos para fins de recondicionamento.

Quem desrespeitar o direito ao reparo poderá ser penalizado com multa que varia de R$ 10 mil a R$ 50 milhões.

A lei que resultar da aprovação do projeto entrará em vigor após 180 dias decorridos de sua publicação.

Dr. Hiran afirmou que a obsolescência programada prejudica o meio ambiente, pois gera aumento de resíduos e uso maior de matérias-primas, e coloca o consumidor em uma posição desfavorável, principalmente quando há dificuldade para conseguir consertar o produto. 

— Os consumidores, por não terem alternativa, acabam por despender recursos na substituição do bem, perpetuando este círculo vicioso”, avalia. Para ele, a vedação à obsolescência programada e a garantia do direito de reparo aos consumidores são medidas importantes para a promoção de um desenvolvimento econômico sustentável.

O relator apresentou emenda acrescentando ao texto a proibição da redução do desempenho de aparelhos por meio de envio de mensagens de erro quando eles são consertados com peças do mercado secundário ou usadas. Ele chegou a citar experiência pessoal com seu próprio celular que, por ser um modelo mais antigo, passou por atualização e acaba restringindo a conexão com cabos e acessórios necessários para seu funcionamento. 

— Eu tenho esse telefone aqui que é mais antigo, e só o fato de ter mudado a conexão para carregar, as vezes o consumidor é estimulado de maneira mercadológica a comprar um aparelho muito mais moderno, mas que faz basicamente a mesma coisa, mas somente porque essa conexão mudou. 

Ele explicou que essa prática, chamada pareamento de partes, tem sido adotada nos últimos anos por alguns fabricantes de celulares ou tablets com o objetivo de restringir o reparo apenas à rede de oficinas autorizadas ou credenciadas. 

— Essa política industrial restringe, de modo irrazoável, a liberdade do consumidor, na medida em que o mantém vinculado ao acervo de peças e aos serviços oferecidos pelo fabricante”, aponta, lembrando também que a maioria das cidades do país não possui rede autorizada para o conserto de aparelhos das principais marcas presentes no mercado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado