quinta-feira, 23 de julho de 2026

APAV apoiou 586 vítimas de violência laboral praticada por entidades patronais entre 2019 e 2025

 
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 586 vítimas de crime e violência em contexto laboral, entre 2019 e 2025, em situações em que a entidade patronal foi identificada como pessoa agressora. Os dados revelam ainda um aumento de 55,6% no número de vítimas apoiadas ao longo do período analisado.

Durante os sete anos analisados, a APAV apoiou 586 vítimas, correspondentes ao registo de 812 crimes e outras formas de violência. Os dados mostram uma evolução crescente do número de vítimas apoiadas, com um aumento de 55,6% entre 2019 e 2025. Ler mais

Detido burlão de taxistas e comerciantes através do MB Way

 O prejuízo causado às vítimas pelo burlão foi de 12.914 euros. O homem conseguiu acesso ao telemóvel de um motorista e efetuou uma transferência bancária para uma conta sua.

Um homem com 30 anos foi detido em Lisboa por 15 crimes de burla, através da aplicação MB Way, cometidos maioritariamente contra motoristas de táxi e comerciantes, anunciou esta quinta-feira a Polícia de Segurança Pública (PSP).

O Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP informou que o “modus operandi” utilizado pelo detido era já conhecido da polícia, após o registo de diversas ocorrências com características idênticas desde fevereiro, e que terão causado um prejuízo total de 12.914 euros às vítimas. Ler mais

Frente Cívica lamenta processo europeu de infracção contra Portugal por ignorar “Lei de Daphne”

 


Comissão Europeia abriu processo de infracção por atraso na transposição da Directiva Anti-SLAPP

A Frente Cívica lamenta que Portugal tenha violado o prazo para transpor a Directiva Europeia de combate a processos judiciais abusivos contra a participação pública. Baptizada “Lei de Daphne”, em homenagem à jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia assassinada em 2017, a Directiva 2024/1069 foi adoptada em 2024 e deveria ter sido transposta até 7 de Maio deste ano. Por ter violado este prazo, Portugal é agora um de 14 países europeus a braços com um processo de infracção anunciado na semana passada pela Comissão Europeia.

A Directiva, também conhecida como Directiva Anti-SLAPP (Strategic Litigation Against Public Participation) visa combater o uso abusivo dos tribunais – sobretudo através de processos por difamação – para perseguir ou intimidar activistas, jornalistas ou cidadãos por actos legítimos de escrutínio dos poderes ou de participação em questões de interesse público. Em Portugal, cidadãos que se atrevem a criticar os poderes são demasiadas vezes ameaçados ou perseguidos com processos judiciais, num exercício de litigância retaliatória que degrada o exercício democrático do direito ao escrutínio e da liberdade de expressão.

Logo depois da aprovação da Directiva Europeia, em Abril de 2024, um grupo de cidadãos escreveu ao Governo e ao Parlamento, apelando a uma rápida transposição desta lei, fundamental para a qualidade da democracia, no ano em que se celebravam 50 anos do 25 de Abril. Infelizmente, até hoje não só não foi adoptada qualquer legislação que transpusesse a Directiva comunitária, como não foi ainda publicado qualquer esboço de proposta legislativa ou iniciada qualquer consulta pública.

«O atraso na transposição desta lei fundamental não só sujeita Portugal a eventuais punições pela Comissão Europeia, mas sujeita os portugueses a continuarem a ser perseguidos pelos poderosos, em manobras de bullying judicial que envergonham a nossa democracia. Quem escrutina, quem faz perguntas, quem protesta ou exerce o seu direito à crítica dos poderes não pode ser perseguido. É lamentável que o poder político, no Parlamento e no Governo, tenha ignorado a adopção desta legislação urgente», lamenta Paulo de Morais, presidente da Frente Cívica.

A Frente Cívica apela a que não se perca mais tempo e que os poderes políticos transponham a Lei de Daphne, a que estão obrigados. A transposição deve ser ampla, abrangente e incluir:

 - Garantias de protecção contra todo o tipo de litigância retaliatória (e não apenas processos de natureza transnacional, previstos na Directiva), quer no domínio cível, quer criminal;

- Sanções dissuasoras para autores de processos retaliatórios e compensação justa para as suas vítimas;

- Acesso simplificado e expedito a mecanismos de rejeição liminar de acções infundadas ou abusivas, para limitar os custos de defesa das vítimas e impedir a ocupação dos tribunais com litigância de má-fé.

VPN é culpada do que o utilizador faz? Tribunal da União Europeia responde

 O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu se um fornecedor de VPN pode ser responsabilizado. Isto no caso de um utilizador contornar um bloqueio geográfico para aceder a obras protegidas por direitos de autor. O caso diz respeito à publicação online dos manuscritos do Diário de Anne Frank, de domínio público na Bélgica, mas protegidos nos Países Baixos.

VPN para passar bloqueio geográfico é legal?

A questão era se um fornecedor de VPN pode ser responsabilizado se um utilizador da internet utilizar uma VPN para contornar uma restrição geográfica. Assim consegue aceder a uma obra protegida por direitos de autor. O Tribunal de Justiça da União Europeia pronunciou-se sobre esta questão num caso entre um site belga e o Fundo Anne Frank, que gere direitos relacionados com o Diário de Anne Frank. Ler mais

 

Uma ponta de cigarro pode contaminar até mil litros de água

 

Empresa estima que 4,5 triliões de "beatas" sejam descartadas anualmente. Poluição consome 22 mil milhões de toneladas de água e tira 8 milhões de vidas por ano.

Uma única ponta de cigarro pode contaminar até 1.000 litros de água “em concentrações que excedem os limites de segurança para a vida aquática“, libertando rapidamente nicotina e mais de 7.000 substâncias químicas tóxicas na água potável urbana.

O alerta foi lançado pela empresa farmacêutica Aflofarm, que estima que 4,5 triliões de pontas de cigarro sejam descartadas anualmente em todo o mundo. Ler mais

Casa para Viver organiza protesto e entrega hoje carta aberta ao Governo contra alterações ao arrendamento

 

A Plataforma Casa para Viver entrega esta quinta-feira, uma carta aberta no Ministério das Infraestruturas e Habitação, numa iniciativa de contestação às alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) aprovadas em Conselho de Ministros.

A Plataforma Casa para Viver entrega esta quinta-feira, uma carta aberta no Ministério das Infraestruturas e Habitação, numa iniciativa de contestação às alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) aprovadas em Conselho de Ministros. A concentração está marcada para as 18h30, junto ao ministério tutelado por Miguel Pinto Luz, e pretende denunciar aquilo que o movimento considera serem medidas que agravam a precariedade habitacional e reduzem a proteção dos inquilinos.

Segundo a convocatória divulgada pela plataforma, a iniciativa surge em resposta ao pacote de alterações legislativas aprovado pelo Governo, que, na perspetiva dos promotores, representa uma mudança profunda na política de habitação. A Casa para Viver afirma que as propostas «assumem com frontalidade a política da AD», acusando o Executivo de pretender «acabar com as poucas proteções que ainda restavam aos inquilinos, continuando a favorecer o investimento imobiliário, a propriedade e a especulação». Ler mais

 

indicato dos Médicos do Norte denuncia condições no Centro de Sangue do Porto e alerta para riscos na segurança das transfusões

 
O Sindicato dos Médicos do Norte apresentou uma participação à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e à Ministra da Saúde para denunciar o que considera ser uma degradação das condições de trabalho no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto. A estrutura sindical defende que a situação compromete a segurança dos dadores, dos doentes e do sistema transfusional.

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) apresentou uma participação à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e à Ministra da Saúde para denunciar a degradação das condições de trabalho no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto (CSTP), do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). Ler mais

APAV apoiou 586 vítimas de violência laboral praticada por entidades patronais entre 2019 e 2025

  A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 586 vítimas de crime e violência em contexto laboral, entre 2019 e 2025, em si...