terça-feira, 12 de maio de 2026

Hantavírus: DGS publica normas para casos suspeitos

 


O risco para Portugal mantém-se muito baixo, pelo que não há medidas preventivas a implementar a nível nacional para a população, nota a DGS. Um caso suspeito é “qualquer pessoa que tenha partilhado ou visitado um meio de transporte onde tenha havido um caso confirmado ou provável de infeção.

A Direção-Geral da Saúde publicou nesta segunda-feira orientações para a gestão de possíveis casos suspeitos do surto de Hantavírus e indicou que o risco em Portugal “mantém-se muito baixo”, sem necessidade de implementar medidas preventivas.

“Esta Orientação enquadra as medidas a adotar, pelos profissionais do sistema de saúde português, para gestão de eventuais contactos no âmbito do recente surto de Hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius, na eventual possibilidade de darem entrada em Portugal indivíduos que foram contactos de casos com relação a este surto”, explicou o organismo na sua nota na página na Internet. Ler mais

Empresas europeias continuam sem conseguir detetar ataques com recurso a inteligência artificial

 

Um estudo da ISACA revela que mais de um terço das organizações europeias não consegue confirmar se já foi alvo de ciberataques apoiados por inteligência artificial. A rápida adoção destas ferramentas nas empresas está a avançar mais depressa do que os mecanismos de controlo, aumentando a pressão sobre equipas de segurança e responsáveis tecnológicos.

A evolução das ameaças informáticas suportadas por inteligência artificial está a ultrapassar a capacidade de resposta de muitas empresas europeias. Um estudo realizado pela associação ISACA junto de 681 profissionais da área da confiança digital conclui que 35% das organizações não conseguem confirmar se sofreram ataques cibernéticos orquestrados com recurso a inteligência artificial.

O inquérito, denominado “AI Pulse Poll 2026”, aponta para uma crescente dificuldade das equipas de segurança tecnológica em identificar métodos de fraude digital cada vez mais sofisticados. Cerca de 71% dos especialistas considera que técnicas como a engenharia social e a falsificação de identidade se tornaram significativamente mais difíceis de detetar devido à utilização de algoritmos avançados. Ler mais

Governo vai atualizar preços dos contratos com hospitais privados para consultas e cirurgias

 


Ana Paula Martins diz que “sem atualizar esses preços acaba por haver alguma incapacidade por parte do privado” em aceitar consultas ou cirurgias do SNS quando o público não consegue dar resposta. 

A ministra da Saúde promete “aperfeiçoar o modelo de contratualização com o setor privado e até com o setor social” no âmbito do Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgia (SINACC), anunciando que está prevista a atualização dos preços contratualizados. Lembrando que são os denominados hospitais protocolados que aceitam consultas ou cirurgias do SNS quando o setor público não consegue dar resposta, reconhece que “sem atualizar esses preços acaba por haver alguma incapacidade por parte do privado em receber estas pessoas”. “Não é uma promessa. [Esta atualização] é uma coisa que vai acontecer nos próximos dias”, refere. Ler mais 

Oncologia: LPCC denuncia agravamento das listas de espera

 

No final do segundo semestre de 2025, 8.874 utentes aguardavam primeira consulta e 8.215 esperavam cirurgia. 21,2% dos doentes em espera já ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) manifestou esta segunda-feira preocupação com o agravamentos das listas de espera em oncologia e apelou para que o Ministério da Saúde adote medidas urgentes que garantam consultas e cirurgias atempadas.

Segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), no final do segundo semestre de 2025, 8.874 utentes aguardavam primeira consulta oncológica e 8.215 esperavam cirurgia, com aumentos de 3% e 9%, respetivamente, face a igual período de 2024. Ler mais

O logro: a escola como plataforma do comércio


“Deixai vir a mim as criancinhas...”

 

 Há 30 anos, na Lei-Quadro de Defesa do Consumidor, ter-se-ão desenhado normas programáticas no eixo formação – educação do consumidor

Normas que, em síntese, se desdobram em mandamentos que jamais se admitiria se omitissem:

. Promoção de uma política educativa para os consumidores: inserção nos curricula escolares de relevantes temas da sociedade de consumo e da carta de direitos de que se exorna o consumidor;

. Promoção de uma política nacional de formação de formadores;

. Promoção de uma política nacional de formação de técnicos de informação para o consumo;

. Concretização, no sistema educativo, em particular nos ensinos básico e secundário, de programas e actividades de educação para a sociedade de consumo;

. Promoção de acções de educação permanente, de formação e sensibilização, cujo universo-alvo é o dos consumidores em geral;

. Suporte às iniciativas que neste domínio as associações de consumidores, na esfera da denominada sociedade civil, intentem promover;

. Programas de carácter educativo difundidos no serviço público de rádio e de televisão com espaços destinados à educação e à formação do jovem consumidor;

. Adopção de meios telemáticos, através de redes nacionais e globais de informação, para a educação para a sociedade de consumo de crianças e jovens;

Três décadas volvidas, só o silêncio paira, só o vazio se nos oferece. Em cada um dos domínios. Sem excepção. Iniciativas à parte, ao livre alvedrio dos docentes mais ou menos empenhados, movidos pela sua própria sensibilidade.

Nem um só Governo terá  movido uma palha para dar expressão ao que de modo transparente se espelha na lei.

Ao invés, a Escola transformou-se em plataforma de comércio.

Sob pretexto de um contacto com o mundo exterior, os sucessivos ministérios deixaram-se “cavalgar” pelas insígnias de marca e permitiram que a devassa das escolas se operasse sem oposição.

Através das crianças, a fidelização das famílias.

A “captive audience” que as legiões de crianças constituem: dois terços dos adultos são fiéis às marcas da infância; a influência das crianças nos círculos familiares não é nada de desprezível.

Sob a aparente capa da “responsabilidade social”, a devassa das escolas colhe.

Em pleno Governo de António Guterres, o Ministério da Educação saudava com estrépito uma iniciativa da Nestlé em prol da “educação alimentar” que invadira as escolas.

Nos anos 2000, a Sonae-Distribuição (Modelo-Continente) viu escancarados os portões das escolas com o denominado programa “Compra, Peso e Medida”.  Sob a égide, afinal, do extinto Instituto de Inovação Educativa, que exultara com a pretensa campanha da “educação do jovem consumidor”. Com o pico em 2003, o propósito seria visar 2 500 escolas com um “investimento” de 500 000 €...

As instituições de crédito penetram nas escolas a pretexto de levar às crianças os rudimentos da educação financeira.

As marcas de cerveja assentam arraiais com o “intuito” de lançar as bases de uma educação para o álcool...

Helena Damião, da Faculdade de Pedagogia e Ciências da Educação de Coimbra, tem arvorado a bandeira da assepsia das escolas ante a persecução de ínvios desígnios pelas marcas, sob a falaciosa capa da “qualidade do ambiente” e do “comércio justo”.

No entanto, para além do mais, a ‘concorrência’ também tem a sua expressão nas escolas: para nos atermos só ao Continente e ao Pingo Doce (outras insígnias haverá...), ambas disputam com ardor as escolas.

Hoje, não são só os super e hipermercados a deslocar-se às escolas: são também  as escolas (os alunos) que “in loco” descobrem os super e hipermercados.

Sem grande esforço, há inúmeras fotos autênticas a pairar nas redes, sem quaisquer rebuços, de alunos de tenra idade a fazer a sua “prova de campo” no laboratório dos estabelecimentos sediados um pouco por toda a parte.

 

O programa inicialmente traçado evoluiu para “Missão Escola Continente”, sem restrições de qualquer espécie:  mais de 110.000 alunos em todo o país, mais de 850 escolas e três pilares, um nada inocente foco em “literacia” de consumo”, “estilo de vida activo” e “consumo consciente”...

Já o Pingo Doce desenvolve um “programa” de ”Escola Feliz” e nelas penetra também envolvendo os familiares dos inocentes alunos: troca de "cromos" (resultado das compras) por materiais didácticos, desportivos e tecnológicos para ’apetrechamento’ das escolas.

O Estado demite-se, o Comércio afirma-se!

Declaração de interesses: não somos pela economia planificada...

 

Mário Frota

Presidente emérito da apDC - DIREITO DO CONSUMO -, Portugal

Atenção, contribuintes: nova regra da Segurança Social entra hoje em vigor e pode bloquear acessos

 

Mudança pretende reforçar a proteção dos dados dos cidadãos e reduzir o risco de fraude ou acessos indevidos, acrescentando uma segunda camada de validação ao processo de entrada no portal

A partir desta terça-feira passa a ser obrigatória a autenticação de dois fatores no acesso ao Portal da Segurança Social para os utilizadores particulares que entram com NISS e palavra-passe.

A mudança pretende reforçar a proteção dos dados dos cidadãos e reduzir o risco de fraude ou acessos indevidos, acrescentando uma segunda camada de validação ao processo de entrada no portal.

Na prática, deixa de bastar introduzir o Número de Identificação da Segurança Social e a palavra-passe. O utilizador passa também a ter de confirmar o acesso através de um código temporário enviado por SMS ou por e-mail. Ler mais

 

O logro: a escola como plantaforma do comércio



 

Hantavírus: DGS publica normas para casos suspeitos

  O risco para Portugal mantém-se muito baixo, pelo que não há medidas preventivas a implementar a nível nacional para a população, nota a...