quarta-feira, 22 de abril de 2026

Falsos arrendamentos geraram 4.553 queixas em 3 anos. Os conselhos da PSP

 Nos últimos três anos a PSP registou mais de 4.500 denúncias por falso arrendamento de bens imóveis. Apesar disso, desde 2023 que há uma "ligeira descida" neste tipo de burlas. PSP deixa alertas e conselhos para evitar cair no esquema.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) revela esta quarta-feira, 22 de abril, que nos últimos três anos registou 4.553 crimes de burla por falso arrendamento de bens imóveis.

Desde 2023 que esta autoridade tem observado uma "ligeira descida" no número de ocorrências participadas, uma tendência que se verificou também no primeiro trimestre de 2026. Ler mais 

CP anuncia "desconto de até 80%" em 5.000 lugares (e já pode reservar)

 

Em causa está uma campanha promocional para 5.000 lugares nos bilhetes dos comboios Alfa Pendular. As reservas podem ser feitas já a partir desta quarta-feira e até ao dia 6 de maio. Conheça as condições.

A CP - Comboios de Portugal anunciou, esta quarta-feira, uma campanha promocional que prevê "desconto de até 80%" em 5.000 lugares nos bilhetes dos comboios Alfa Pendular. As reservas podem ser feitas já a partir de hoje. 

Para promover uma mobilidade mais acessível e sustentável e reforçar a utilização do transporte ferroviário no país, a CP – Comboios de Portugal lança, hoje, uma campanha com desconto de até 80% nos bilhetes do Alfa Pendular. Ao todo, serão 5.000 os lugares disponíveis para viajar de forma prática e rápida entre as principais cidades do país ao abrigo desta promoção. Ler mais

 

Londres proíbe venda de tabaco a nascidos a partir de 2009

 
Câmaras dos Comuns e dos Lordes chegaram a acordo. Medida proíbe ainda cigarros eletrónicos em carros com crianças, parques e escolas. Governo quer regular sabores e embalagens.

Tanto a Câmara dos Comuns como a Câmara dos Lordes chegaram a acordo sobre a versão final do Projeto de Lei do Tabaco e dos Cigarros Eletrónicos, que proíbe a venda de tabaco a qualquer pessoa nascida após 1 de janeiro de 2009, impedindo assim o acesso ao produto ao longo da vida. Com o objetivo de criar uma “geração livre de fumo”, a medida integra um conjunto mais amplo de políticas destinadas a reduzir o impacto do tabagismo na saúde pública, uma das principais causas de morte, incapacidade e doença no Reino Unido, segundo a BBC.

“Prevenir é melhor do que remediar – esta medida salvará vidas, aliviará a pressão sobre o NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) e construirá uma Grã-Bretanha mais saudável”, defendeu o Secretário de Estado da Saúde e Assistência Social, Wes Streeting, citado pela emissora britânica. Ler mais

Mais de 3.000 pedidos de apoio para habitação pagos

 

Das quase 36 mil candidaturas de apoio à reconstrução de habitações, 10 mil foram analisadas. Mais de 2.400 foram indeferidas e três mil estão em "repescagem".

O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstruir da Região Centro, após as recentes tempestades, afirmou que os municípios analisaram, até esta terça-feira, 10 mil pedidos de apoio para habitações, dos quais foram pagos mais de três mil.

Paulo Fernandes, ouvido esta terça-feira no parlamento a pedido do PS, afirmou que, após uma primeira fase de arranque “um pouco mais complicada”, o processo de análise e a atribuição de apoios está a entrar numa “velocidade de cruzeiro”, e confirmou, como já estimado pelo ministro da Coesão Territorial, que a esta velocidade o processo deve estar concluído até ao final de junho. Ler mais

ANSR, GNR e PSP lançam primeira campanha dedicada aos utilizadores vulneráveis

 

Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP) promovem esta semana, entre os dias 21 e 27 de abril de 2026, uma campanha de fiscalização dedicada aos utilizadores vulneráveis: peões, utilizadores de velocípedes e de dispositivos de mobilidade pessoal, como trotinetas elétricas. “Sob o lema ‘Na estrada, [...]

Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP) promovem esta semana, entre os dias 21 e 27 de abril de 2026, uma campanha de fiscalização dedicada aos utilizadores vulneráveis: peões, utilizadores de velocípedes e de dispositivos de mobilidade pessoal, como trotinetas elétricas.

“Sob o lema ‘Na estrada, todos somos vulneráveis’, esta é a quarta de 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026 e a primeira dedicada especificamente a estes utilizadores, refletindo a crescente diversidade de modos de deslocação, sobretudo dentro de localidade e em estradas secundárias”, referem as três entidades em comunicado.  Ler mais

O Estado inerte, relapso e contumaz…

 


Os serviços da Administração Pública ou primam pela desorganização ou se distraem quando se trata de cumprir as obrigações a que o Estado se adscreve.

E infringem as leis com a maior impunidade. Ou fazem-no em relação às obrigações perante os Tratados da União Europeia.

Algo que seria simples de emendar: bastaria anotar num papel, à moda das “contas à merceeiro”, os títulos e as datas até às quais haveria que cumprir, por exemplo, o que vem da União Europeia e a que se deve obediência insusceptível de se descartar. Com um lembrete três meses antes e outro a um mês da data do cumprimento.

Ou deixam escapar prazos e prejudicam o próprio Estado, como no caso das prescrições, em que se privam de arrecadar milhões por inépcia dos próprios serviços.

(Ah! E, agora, como não são capazes de, em três anos, cobrar as coimas dos ilícitos rodoviários, em vez de apostarem na eficiência, protraem o prazo prescricional (de 3 para 8 anos!) a ver se, entretanto, conseguem efectuar a cobrança… Notável!

Com todas estas “distracções” e a patente negligência que aos serviços da administração se reconhece perdem, afinal, os cidadãos, destinatários directos das normas ou seus beneficiários indirectos.

Há casos, como na primeira lei das garantias dos bens de consumo, que bradam aos céus. Portugal só transpôs a directiva, de 1999, um ano, três meses e oito dias depois da data em que a lei deveria entrar em vigor. Para que se não julgue que é de um lapso nosso que se trata: da data em que a lei deveria ter entrado em vigor...Com perda de direitos - e de direitos significativos - para os consumidores. Que não sabem o que é o efeito directo das directivas nem como responsabilizar o Estado pelas omissões em que incorre. E sem meios para tal, bem entendido.

E que direitos, na circunstância, perderam os consumidores?

Pela Lei-Quadro de Defesa do Consumidor o consumidor gozava da garantia de 1 ano na compra de um qualquer bem móvel de consumo (duradouro) (um carro, um frigorífico, um televisor, um computador...). Garantia que, a partir de 1996, passou a ser superior aos 6 meses do Código Civil, que até então vigorava também para os consumidores. Mas com a directiva passariam a dispor de 2 anos.

Ou seja, perderam nesse lapso de tempo (um ano, três meses e oito dias) 1 ano de garantia, o que não é nada de desprezível, de se deitar fora.

Claro que os consumidores, se o soubessem e tivessem meios para ir a juízo (isenções de preparos e custas à parte), sempre poderiam responsabilizar o Estado mercê do denominado efeito directo das directivas… Quem dos prejudicados o fez? Ninguém que se saiba!

Conferir direitos e não os tornar efectivos através de meios que se lhes concedam, é pura hipocrisia, é gozar com a cara do povo. É um faz de conta num País de “faz de conta”!

O Estado atrasa-se invariavelmente a transpor as directivas que convêm aos consumidores. O que se passa agora? Quais é que se acham em mora?

De modo breve, importa listar:

. A Directiva do Crédito ao Consumidor, que deveria ter sido trazida a lume até 20 de Novembro de 2025

. A Directiva Serviços Financeiros à Distância até 19 de Dezembro de 2025

. A Directiva Reparação cuja transposição deveria ter ocorrido, em regra, seis meses antes do efectivo começo de vigência, 31 de Julho do ano em curso

. A Directiva Capacitação do Consumidor que teria de ser publicada até 27 de Março de 2026, ora findo.

E não é pouco...

São alterações a mais que mostram autenticamente o descaso das autoridades portuguesas num desnorte sem sentido.

É claro que Portugal não tem política de consumidores. E o facto de se pôr, nas mãos do Secretário de Estado do Turismo, as pastas do comércio, serviços e defesa do consumidor (e sabe-se lá o que mais), não é um bom sintoma.

E os factos aí estão a mostrar com estridência esta realidade.

Só agora, depois de meses e meses de interinidades, é que foi recentemente empossado o director-geral do Consumidor.

O Conselho Nacional do Consumo, que não funciona há anos, deu agora um ar da sua graça para se apresentar o novo director-geral, antigo secretário de Estado da Energia de um dos governos de Costa.

Mas a apDC, que com Gomes da Silva, ministro-adjunto num dos Governos constitucionais, havia sido alçada, no Conselho, por direito próprio, a membro observador, foi depois dele excluída pelo prestante Sócrates, que se transformara em nosso inimigo figadal, confundindo instituição com o presidente. Notável!

Enquanto os titulares dos cargos políticos mandarem às malvas a promoção dos interesses e a protecção dos direitos do consumidor, nada de bom se augura, nada de interessante se perspectiva.

E esta de as Directivas estarem atrasadas estes meses todos (ou dias, como na da Capacitação dos Consumidores) diz bem da eficiência do Estado que manda soberanamente às urtigas  os direitos dos consumidores…

E não há quem, dentro das esferas do poder, se aperceba desta aberração?

E não há quem nos leia, com tão sofisticados sistemas de recolha de informação para uso das políticas do Governo?

Claro, sabêmo-lo… “a palavras ocas, orelhas moucas”!

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO -, Portugal.

Num contrato digital...


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Falsos arrendamentos geraram 4.553 queixas em 3 anos. Os conselhos da PSP

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