terça-feira, 23 de maio de 2023
Bill Gates prevê que IA levará ao fim dos motores de busca e lojas online

O cofundador da Microsoft, Bill Gates,
antevê o surgimento num futuro próximo de uma aplicação de Inteligência
Artificial (IA) que mudará completamente o comportamento do utilizador e
erradicará ferramentas atualmente populares, como motores de busca ou
lojas 'online'.
Segundo o bilionário, este assistente de IA, que ainda não foi desenvolvido, será capaz de entender as necessidades e hábitos de uma pessoa e também acabará com o uso da Internet como a conhecemos.
Na luta pela liderança para criar a melhor ferramenta generativa
baseada em IA estão gigantes da tecnologia como a Google, com o Bard, a
Microsoft, com o Bing, bem como 'startups' como OpenAI com ChatGPT. Ler mais
A opção que tanto queria chegou (finalmente) ao WhatsApp
A empresa anunciou que começou a disponibilizar a capacidade de editar mensagens já enviadas.
O WhatsApp lançou (finalmente) a capacidade de editar mensagens já enviadas - aquela que é sem dúvida a opção mais pedida pelos utilizadores da popular aplicação de mensagens.
A novidade foi anunciada numa publicação no blogue oficial da empresa, onde é indicado que há no entanto algumas limitações. Os utilizadores só poderão editar mensagens nos 15 minutos seguintes a estas terem sido enviadas, com a nova opção a ser apenas para alterar uma mensagem para que esta seja um pouco mais clara ou corrigir um erro ortográfico.
"As mensagens editadas terão a
indicação "editada" junto a elas para que as pessoas a quem envia
mensagens saibam da correção sem aparecer o histórico de edições. Tal
como em todas as mensagens pessoais, ficheiros e chamadas, as mensagens e
edições que fizer estão protegidas pela encriptação ponto a ponto", pode ler-se na publicação do WhatsApp. Ler mais
Europa investe em biometano para substituir gás russo
A produção de biometano está a crescer na Europa, com o objetivo de se tornar numa alternativa ao uso do gás russo. Segundo dados da Gas Infrastucture Europe, a produção de biometano teve um crescimento notável na última década, sendo que a tendência mantém-se, com um aumento de quase 30% no número de usinas em apenas um ano.
Ao jornal “El Economista”, Harmen Dekker, CEO da European Biogas Association, afirma que este “é um sinal claro dos esforços do sector para aumentar e atingir rapidamente a meta de 35 bcm (mil milhões de metros cúbicos) em 2030 proposta pela Comissão Europeia no plano REPowerEU”. Ler mais
Treze distritos do continente sob aviso amarelo devido à chuva e trovoada
Treze distritos de Portugal continental vão estar hoje sob aviso amarelo devido à previsão de aguaceiros por vezes fortes e trovoada, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos de Faro, Évora, Beja, Setúbal, Portalegre, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Coimbra, Aveiro, Viseu e Guarda vão estar sob aviso, entre as 18:00 e as 21:00 de hoje, por causa da previsão de aguaceiros por vezes fortes, ocasionalmente de granizo e acompanhados de rajadas fortes, e trovada.
O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A AGENDA EUROPEIA DO CONSUMIDOR: O CONFRONTO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A vertiginosa evolução da Inteligência Artificial (IA) transformará deveras a vida de cada um e todos:
§ os cuidados de saúde (a saber, um diagnóstico mais preciso, a fim de permitir uma mais adequada prevenção de doenças),
§ o incremento dos índices de eficiência da agricultura,
§ a contribuição para mitigar e para uma mais adequada adaptação às alterações climáticas,
§ a melhoria da eficiência dos sistemas de produção através da manutenção preditiva
§ o acréscimo da segurança dos europeus e ainda
§ “de muitas outras formas que só agora podemos começar a imaginar”.
Em simultaneidade, “a inteligência artificial (IA) comporta uma série de riscos potenciais, tais como a opacidade do processo de tomada de decisões, a discriminação com base no género ou outros tipos de discriminação, a intrusão na nossa vida privada ou a utilização maliciosa para fins criminosos.”
A Inteligência Artificial vem penetrando, como já o experimentamos, com particular intensidade, vastos domínios da vida corrente:
Cuidados de saúde mais proficientes, electrodomésticos mais consistentes e menos atreitos a avarias, sistemas de transporte mais seguros e menos poluentes, serviços públicos mais eficientes, eis o que dela emerge em benefício dos cidadãos;
Uma nova geração de produtos e serviços em domínios em que a Europa pontifica (máquinas, transportes, cibersegurança, agricultura, economia verde e circular, cuidados de saúde e sectores de elevado valor acrescentado, como moda e turismo)., eis o que se perfila em nome do desenvolvimento das empresas.
A inerente redução de custos (transportes, educação, energia e gestão de resíduos), a optimização da sustentabilidade dos produtos e a outorga dos instrumentos necessários à garantia da tutela dos cidadãos às autoridades competentes, com salvaguardas adequadas de molde a respeitar os seus direitos e liberdades, eis o que avulta com acrescidas vantagens para os serviços de interesse geral.
A Europa, como decorre do Livro Branco, produz mais de um quarto dos robôs de
• serviço industrial e profissional (para agricultura de precisão, segurança, saúde, logística…)
• e desempenha importante papel no desenvolvimento e utilização de aplicações de software para empresas e organizações (aplicações empresa a empresa, como o planeamento de recursos empresariais, software de desenho industrial e engenharia), bem como aplicações como suporte da
• administração pública em linha e «empresas inteligentes».
O volume de dados produzidos no mundo regista um célere e assinalável incremento, devendo superar os 33 zetabytes em 2018 para 175 zetabytes em 2025 (1 zetabyte é igual a cerca de mil e cem milhões de gigabytes).
E o que daí advém reclama cautelas especiais no que tange à protecção dos direitos fundamentais e aos direitos do consumidor em particular
Já a Agenda Europeia do Consumidor, cujo programa se destina a vigorar no período de 2021-2025, previne o que segue:
“Embora a inteligência artificial (IA) possa trazer benefícios, algumas utilizações da IA podem violar os direitos dos consumidores e causar-lhes significativos danos.
Na sequência do seu Livro Branco sobre a IA e do relatório de acompanhamento sobre a responsabilidade e a segurança das novas tecnologias, a Comissão está a trabalhar:
numa proposta destinada a garantir um elevado nível de protecção dos interesses dos consumidores e dos direitos fundamentais, e a criar, por seu turno, a confiança necessária para a aceitação da IA pela sociedade;
no que respeita à responsabilidade civil, em medidas que visam garantir que as vítimas de danos causados pelas aplicações da IA têm, na prática, o mesmo nível de protecção que as vítimas de danos causados por outros produtos ou serviços.
O avanço das novas tecnologias e a globalização da produção e do comércio retalhista, nomeadamente através de canais em linha, levantam a questão de saber se as atuais regras de segurança dos produtos são suficientes para lidar com a evolução actual e proteger adequadamente os consumidores.
A Comissão Europeia está actualmente a trabalhar numa série de iniciativas relativas à segurança das novas tecnologias, tais como:
a revisão da Directiva Máquinas;
a adopção de actos delegados ao abrigo da Directiva Equipamentos de Rádio; e
A Directiva Segurança Geral dos Produtos, que estabelece o quadro jurídico para a segurança dos produtos de consumo não alimentares, foi aprovada quando os produtos com IA e os dispositivos conectados eram raros, situação que se alterou profunda, substancialmente.
O facto é que uma tal evolução põe em causa a actual definição de produtos e introduz novos riscos ou altera a forma como os riscos existentes se podem concretizar, o que deve ser analisado e tido em devida conta.
O crescimento das vendas em linha (online) também coloca novos desafios, uma vez que as autoridades nem sempre dispõem de instrumentos suficientemente eficazes para a fiscalização dos mercados em linha.
Além disso, o comércio electrónico permite que os consumidores comprem directamente aos operadores estabelecidos fora da UE, o que dificulta a verificação da segurança dos produtos que entram no Mercado Interno (Mercado Único).
A proposta de revisão da Directiva Segurança Geral dos Produtos, em curso de apreciação, deverá dar uma resposta consistente a estes desafios crescentes.”
Oxalá estes propósitos se concretizem e a eficácia na sua aplicação assegure deveras adequada protecção face aos perigos e riscos que se prevêem e a outros que se acham já instalados, como se não ignora.
Mário Frota
presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO – Portugal
Fontes:
Livro Branco da Inteligência Artificial
Nova Agenda do Consumidor Europeu
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