quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Burlas no WhatsApp: criminosos simulam que são filhos e pedem dinheiro aos “pais”

 

Fazendo-se passar por filhos, alegam que perderam o telemóvel e que estão a contactar por outro número. E pedem dinheiro.

“Hoje enviaram-me uma mensagem para o WhatsApp, de um número que não conheço, dizendo que era o meu filho e que aquele era o seu novo número, porque o telefone havia se molhado”.

As queixas nas redes sociais multiplicam-se, por parte de pais, sobre o novo esquema de burla que tem o WhatsApp como plataforma.

O jornal i explica que, num primeiro passo, os criminosos escolhem um número à sorte na lista WhatsApp.

Começam a sua mensagem simulando que são filhos da pessoa em causa, depois explicam que perderam o telemóvel e que, por isso, têm aquele “número novo”. Ler mais

Para os contactos usuais, No interior como na orla, C’os Serviços Essenciais, Os telefonemas são à borla!

 


A pergunta surge com inusitada frequência: podem as empresas de comunicações electrónicas pelos contactos estabelecidos pelos consumidores cobrar por chamada telefónica um qualquer valor acrescentado? E o mesmo se passa, com efeito, com os mais serviços públicos essenciais.

É que essa forma de proceder desencoraja as pessoas a estabelecer contactos, de resto indispensáveis, para tratar de assuntos inerentes aos seus contratos, sobretudo se as chamadas forem propositadamente demoradas e os valores facturados muito elevados.

O facto é que, ainda que contra lei expressa, os serviços públicos em geral e, em particular, os essenciais, os do catálogo, socorriam-se de linhas com o prefixo 707 para esportular os cidadãos, numa ausência efectiva de sentido de missão. Ler mais

TAP suspeita que pagou demasiado pelos aviões comprados por Neeleman. Auditoria seguiu para o Ministério Público


O ministro das Infraestruturas avançou que a administração da TAP pediu uma auditoria por suspeitar que estava a pagar mais pelos aviões comprados durante a gestão do norte-americano David Neeleman, do que os seus concorrentes. As conclusões foram enviadas pelo Governo para o Ministério Público.

 Pedro Nuno Santos avançou esta quarta-feira no Parlamento que seguiu para o Ministério Público uma auditoria, feita a pedido da TAP, onde há suspeitas face à compra de aviões à Airbus pelo antigo acionista privado norte-americano, David Neeleman.

"A administração [da TAP], a determinada altura, suspeitou que nós estaríamos a pagar pelos aviões mais do que os concorrentes pagavam. A administração pediu a auditoria, essa auditoria foi concluída, entregue ao Governo e nós, perante dúvidas perante as conclusões daquela auditoria, encaminhámos a auditoria para o Ministério Público", adiantou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em audição na Assembleia da República, por requerimento do PCP e do Chega, sobre a privatização da TAP. Ler mais

Apoio de 10 euros mensais à compra de gás de botija reativado por 4 meses

 

O apoio de 10 euros por mês à compra de gás de botija está disponível a partir de quinta-feira, com efeitos em 1 de setembro, para consumidores domésticos, beneficiários de tarifa social de eletricidade ou de prestações sociais mínimas.

De acordo com o regulamento hoje publicado em Diário da República, "o apoio destina-se à aquisição de gás de petróleo liquefeito em garrafa (GPL), por beneficiários da tarifa social de eletricidade ou de prestações sociais mínimas e ascende a 10 euros por garrafa, o qual é pago por um período de quatro meses, de setembro a dezembro de 2022".

Na anterior fase, este apoio foi pago durante três meses, de abril a junho, aos balcões dos CTT, e desta vez será na sede das juntas e união de juntas de freguesias.

Segundo o diploma, "o atual conflito entre a Rússia e a Ucrânia tem conduzido a uma grande instabilidade no setor energético, impactando diretamente nos preços e nas cadeias de abastecimento de energia, com repercussões expressivas na economia e nos consumidores". Ler mais

 

SNS. "Temos todos os problemas resolvidos? Estamos muito longe disso"

 

O ministro da Saúde considerou hoje que o relatório de acesso a cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde em 2021 tem "elementos manifestamente positivos", mas reconheceu que os problemas ainda estão "muito longe" de serem resolvidos.

Manuel Pizarro respondia desta forma a questões levantadas, na Comissão parlamentar de Saúde, pela deputada da Iniciativa Liberal Joana Cordeiro sobre o Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Entidades Convencionadas, relativo a 2021, que foi entregue quando Marta Temido era ministra da Saúde.

"Há elementos deste relatório que eu só tive ocasião de estudar nas últimas semanas, que são, para mim, surpreendentemente positivos, da capacidade de recuperação do Serviço Nacional de Saúde depois de um período absolutamente dramático da nossa vida coletiva, com especial impacto no setor da saúde", a covid-19. Ler mais

 

La transformation numérique doit être inclusive, selon un eurodéputé

 

La transformation numérique en Europe doit être inclusive, a déclaré l’eurodéputé Franc Bogovič lundi lors de son discours d’ouverture à la conférence Huawei Connect 2022 à Paris.

« La numérisation peut rapprocher les gens et renforcer les liens sociaux », soulignant que combler le fossé entre les zones rurales et urbaines est un aspect essentiel de toute transformation digitale de grande ampleur. Il a ajouté que « le développement numérique doit contribuer à revitaliser les espaces ruraux dans toute l’UE » grâce à des politiques efficaces.

La numérisation se concentre davantage dans les centres urbains où se trouvent les travailleurs hautement qualifiés, au détriment des zones plus reculées. Un rapport d’orientation du G20 datant de 2019 indique que ce phénomène renforce les inégalités dans le monde tout en freinant la cohésion sociale. Pour être concret : aujourd’hui, seuls 37 % des Européens ont accès à l’internet haut débit. Ler mais

Para os contactos usuais, No interior como na orla, C’os Serviços Essenciais, Os telefonemas são à borla!


A pergunta surge com inusitada frequência: podem as empresas de comunicações electrónicas pelos contactos estabelecidos pelos consumidores cobrar por chamada telefónica um qualquer valor acrescentado? E o mesmo se passa, com efeito, com os mais serviços públicos essenciais.

É que essa forma de proceder desencoraja as pessoas a estabelecer contactos, de resto indispensáveis, para tratar de assuntos inerentes aos seus contratos, sobretudo se as chamadas forem propositadamente demoradas e os valores facturados muito elevados.

O facto é que, ainda que contra lei expressa, os serviços públicos em geral e, em particular, os essenciais, os do catálogo, socorriam-se de linhas com o prefixo 707 para esportular os cidadãos, numa ausência efectiva de sentido de missão.

“É fartar, vilanagem”!

Perante abusos tamanhos, de há muito que a Provedora de Justiça, como se destaca de um dos seus comunicados, se pronunciara ao detectar que havia significativos desvios por parte  de diversos serviços públicos — a saber, de forma meramente exemplificativa, Autoridade Tributária e Aduaneira, ADSE, Direcção-Geral do Consumidor, Instituto da Segurança Social, “Linha de Atendimento Sexualidade em Linha”, “Linha da Juventude” e Lojas do Cidadão — que usavam linhas telefónicas com o prefixo 707, implicando custos elevados para os cidadãos que recorriam a contactos com a administração pública por essa via”.

A Lei 7/2020, mais recentemente, no seu artigo 9.º, proíbe que os serviços públicos, em geral, usem quaisquer linhas de valor acrescentado:

As entidades públicas e empresas que prestam serviços públicos estão impossibilitadas de disponibilizar:

a) Números especiais de valor acrescentado com o prefixo «7», para contacto telefónico dos consumidores;

b) Apenas números especiais, números nómadas com o prefixo «30», ou números azuis com o prefixo «808», para contacto telefónico dos consumidores.”

O que a lei – o DL 59/2021, de 14 de Julho - hoje estabelece, em geral, é um especial dever de informação segundo o qual “qualquer entidade que torne disponíveis linhas telefónicas para contacto do consumidor deve divulgar, de forma clara e visível, nas suas comunicações comerciais, na página principal do seu sítio na Internet, nas facturas, nas comunicações escritas com o consumidor e nos contratos com este celebrados, quando os mesmos assumam a forma escrita, o número ou números telefónicos de contacto, aos quais deve ser associada, de forma igualmente clara e visível, informação actualizada relativa ao preço das chamadas”: “principiando  pelas linhas gratuitas e pelas linhas geográficas ou móveis, apresentando de seguida, se for o caso, em ordem crescente de preço, o número e o preço das chamadas para as demais linhas.”

O custo, para o consumidor, das chamadas, no âmbito de uma relação jurídica de consumo, não pode ser superior ao valor da sua tarifa de base.

Por «tarifa de base» se entende o custo de uma comunicação telefónica comum que o consumidor espera suportar de acordo com o respectivo tarifário de telecomunicações.

O fornecedor, no entanto, está obrigado a facultar ao consumidor o acesso a uma linha telefónica gratuita ou, em alternativa, a uma linha telefónica a que corresponda uma gama de numeração geográfica ou móvel.

Os fornecedores de serviços públicos essenciais são obrigados a facultar ao consumidor o acesso gratuito a uma linha para contacto telefónico no quadro das relações entre ambos estabelecidas. E, nesse particular, estão naturalmente as empresas de comunicações electrónicas.

Constituem, entre outras, contra-ordenação económica grave, a violação do dever especial de informação a que se alude supra; muito grave, a violação da obrigação de disponibilização de uma  linha telefónica gratuita no que tange aos serviços públicos essenciais.

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO , Portugal

 

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