sexta-feira, 17 de julho de 2026

Heranças indivisas vão hoje ao Parlamento. “Há um sério risco de os conflitos acabarem em novos processos judiciais”, alerta especialista

 

Miguel Marques Oliveira, associado sénior da Cerejeira Namora Marinho Falcão, falou à ‘Executive Digest’ sobre a proposta legislativa que vai esta sexta-feira ao Parlamento

Uma casa passa de pais para filhos, fica dividida entre vários irmãos e ninguém consegue chegar a acordo. Um quer vender, outro pretende manter o imóvel na família e há quem viva no estrangeiro ou simplesmente não responda. O edifício permanece fechado durante anos, degrada-se e continua preso numa herança indivisa.

É este tipo de bloqueio que a reforma das sucessões quer combater. O diploma, incluído no chamado pacote da habitação e que vai esta sexta-feira ao Parlamento, prevê um mecanismo que permitirá a um único herdeiro desencadear a venda de um imóvel da herança, mesmo sem o consentimento dos restantes. Ler mais

 

Imprensa Escrita - 17-7-2026





 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS - ACTIVAÇÃO DE SERVIÇOS SEM INTERVENÇÃO DO CONSUMIDOR


1.«1 - Antes de o consumidor ficar vinculado pelo contrato ou oferta, o fornecedor… tem de obter o [seu] acordo expresso para qualquer pagamento adicional que acresça à contraprestação acordada relativamente à obrigação contratual principal do [próprio] fornecedor….

2 - A obrigação de pagamentos adicionais depende da sua comunicação clara e compreensível ao consumidor, sendo inválida a [sua] aceitação quando não lhe tiver sido dada a possibilidade de optar pela inclusão ou não desses pagamentos adicionais.      … …

4 - Incumbe ao fornecedor de bens ou prestador de serviços provar o cumprimento do dever de comunicação estabelecido no n.º 2.

5 - O disposto no presente artigo aplica-se à compra e venda, à prestação de serviços, aos contratos de fornecimento de serviços públicos essenciais de água, gás, electricidade, comunicações electrónicas e aquecimento urbano e aos contratos sobre conteúdos digitais.» (Lei 24/96: art.º 9.º - A)

2. «O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido…» (Lei 24/96: n.º 4 do artigo 9.º).

3. “É agressiva, em qualquer circunstância e, como tal proibida, a prática que consista em exigir o pagamento imediato ou diferido de bens e serviços … que o consumidor não tenha solicitado...» (DL 57/2008: al. f) do art.º 12.º).

4. «É proibida a cobrança de qualquer tipo de pagamento relativo a fornecimento não solicitado de bens ou a prestação de serviços não solicitada pelo consumidor (…) » (DL 24/2014: n.º 1 do art.º 28).

5.1 - … as empresas [de] comunicações só podem exigir aos [consumidores] o pagamento de bens ou serviços que não sejam de comunicações eletrónicas e não façam parte da oferta que o consumidor contratou, quando estes tenham prévia, expressa e especificamente autorizado a realização do pagamento de cada um dos referidos bens ou serviços, através de declaração em qualquer suporte duradouro. …

3 - Incumbe às empresas… provar que o [consumidor] autorizou a realização do pagamento dos bens ou serviços de terceiros que lhe hajam sido cobrados, …, sob pena de não lhe poderem exigir esse pagamento ou, no caso de este já ter sido realizado, deverem restituir o valor cobrado.” (Lei 16/2022: art.º 125).

5. Tal procedimento configura ainda crime de especulação: moldura penal de 6 meses a três anos de prisão e multa não inferior a 100 dias (DL 28/84: art.º 35).

 

 

Mário Frota

Presidente emérito da apDC – DIREITODO CONSUMO - Portugal

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Samsara Tracking Label: uma etiqueta inteligente que combate o roubo de encomendas

A Samsara Tracking Label é uma etiqueta adesiva muito fina, do tamanho de um cartão, que integra uma pequena bateria de zinco e tecnologia Bluetooth. Depois de colocada numa carga, permite acompanhar a sua localização quase em tempo real através da rede de milhões de dispositivos ligados.

 A Samsara Tracking Label é uma etiqueta adesiva muito fina, do tamanho de um cartão, que integra uma pequena bateria de zinco e tecnologia Bluetooth.

 Depois de colocada numa carga, permite acompanhar a sua localização quase em tempo real através da rede de milhões de dispositivos ligados. Ler mais

 

Portugal: GNR deteta mais de 4 mil infrações relacionadas com pneus

 

Os pneus são o único ponto de contacto entre o veículo e a estrada, desempenhando um papel essencial na travagem, aderência e estabilidade. Apesar disso, continuam a ser um dos elementos mais negligenciados pelos condutores portugueses.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registadas 4.179 infrações relacionadas com pneus, um número que evidencia a importância de reforçar a fiscalização e a sensibilização para a manutenção deste componente essencial dos veículos.

Quais são as infrações mais frequentes? Ler mais

 

Região de Coimbra não divulga regularidade da Busway

 

Região de Coimbra alega que disponibilização da informação sobre atrasos e regularidade depende de "dados consolidados" e que não os revela para evitar uma "leitura descontextualizada".

A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) decidiu não divulgar índices de regularidade e pontualidade assim como o número de reclamações dos primeiros cinco meses de exploração da concessão à Busway para evitar “leitura descontextualizada”.

O relatório anual da CIMRC enquanto autoridade de transportes relativo a 2025 não apresenta qualquer dado relativo a índices de regularidade e pontualidade, número de reclamações ou acidentes desde o arranque da operação da israelita Busway, que assegura a operação da rede de transporte intermunicipal na região desde 1 de agosto. Ler mais

França votou a favor da morte medicamente assistida. Como está a situação em Portugal?

 

Depois de mais de três anos de debate, a Assembleia Nacional francesa aprovou de forma definitiva a morte medicamente assistida, a lei que permite a doentes com patologias incuráveis pedir e receber medicação letal para pôr fim à vida. A votação marca o fim de um processo longo e polémico, mas a lei ainda não entra em vigor de imediato.

Uma votação que fecha anos de discussão

O plenário da câmara baixa do parlamento francês validou o texto por 291 votos a favor e 241 contra, depois de o ter já aprovado em três leituras anteriores.

A proposta nasceu de um compromisso assumido pelo presidente Emmanuel Macron, em 2022, que esta quarta-feira assinalou o momento como o cumprimento de uma promessa feita "com seriedade, humildade e total respeito pela democracia". Ler mais