sexta-feira, 28 de abril de 2023

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR

 


CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR

(rubrica habitual das sextas-feiras no diário ‘As Beiras’, de Coimbra, que por razões que se ignoram não veio hoje, sexta-feira, 28 de Abril, a lume em tal periódico)

Eis-me arauto de todos os logros do ‘Universo’…

Eis o cartão Universo

Dados vilipendiados

Intuito mais que perverso…

Direitos espezinhados!

 

“Em Março de 2022, a SONAE sofreu um ciberataque em massa desferido pelo grupo hacker RansonExx, que colocou cerca de 27 gigas de informação, incluindo dados de clientes, na DeepWeb.

Desde essa altura, inúmeros clientes do Cartão Universo vêm sendo vítimas de movimentos fraudulentos.

O “modus operandi” é sempre o mesmo: os hacker entram nas Áreas de Cliente, ultrapassando a necessidade de Email+Password+ CódOTP/MSN, para aí forjarem cartões virtuais, e a de um novo códOTP/MSN, limpando a totalidade ou parte dos ‘plafonds’ de crédito dos clientes.

A Universo recusa-se a assumir responsabilidades… sob o absurdo pretexto de que as credenciais de segurança foram enviadas, ou seja, em termos práticos, afirma implicitamente que terão sido os utilizadores a facultar em tempo real aos hackers, para por estes serem burlados, os endereços de Emai+ Passords+ CódsOTP/MSN.

O Banco de Portugal, instado, faz ouvidos de mercador…

A Universo aumenta a pressão para pagamento com agravamento de juros e taxas de incumprimento.

 Ao mesmo tempo, enche-nos de telefonemas, MSn´s, Emails, PERSI e ameaças de colocar as falsas dívidas em incumprimento no Portal do BdP (Registo de Responsabilidades de Crédito), onde, aliás,  já estão, manchando assim a nossa honra, reputação e credibilidade financeira e entrando, conscientemente, em matéria crime.

No Facebook - "Vítimas de burlas em cartão Universo" - há já mais de 100 outros casos, o que pressupõe tratar-se de algo bem alargado, admitindo-se que as situações ora reveladas sejam só a ponta do ‘iceberg’.”

 

Apreciada a factualidade, cumpre enquadrar juridicamente a questão:

 

1.    Rege nesse particular o DL 91/2018, de 12 de Novembro, que transpõe a Directiva de 2015 acerca do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Electrónica, nos seus art.ºs 110 a 115.

 

2.    E, com efeito, no n.º 3 do seu art.º 113 se estabelece:

“Caso um utilizador de serviços de pagamento negue ter autorizado uma operação de pagamento executada, a utilização do instrumento de pagamento registada pelo prestador de serviços de pagamento, incluindo o prestador do serviço de iniciação do pagamento, se for caso disso, não é necessariamente suficiente, por si só, para provar que a operação de pagamento foi autorizada pelo ordenante, que este último agiu de forma fraudulenta, ou que não cumpriu, com dolo ou negligência grosseira, uma ou mais obrigações previstas no artigo 110.”

3.    O consumidor, na circunstância, é duplamente vítima: viu-se despojado dos seus dados, exige-se-lhe o pagamento de movimentos que não efectuou, mormente após a UNIVERSO ter bloqueado o cartão, ter descativado todos os movimentos para os concretizar após os contactos telefónicos havidos, sem ter enviado os códigos OTP que antecedem a autorização de concretização de cada um dos movimentos, obrigatório pelo BdP, desde 31 de Dezembro de 2020, para movimentos online

 

4.    Menos ainda se explica quando “no caso concreto foram 14 movimentos fraudulentos, vários dos quais já depois do primeiro de 3 telefonemas para bloqueamento do cartão, num total de 1.392€, montante que agora, com os sucessivos agravamentos, já regista um valor muito superior”.

 

5.    Cumpre ao Banco de Portugal agir com diligência, estranhando-se que só o silêncio sobrevenha às sucessivas reclamações e denúncias das vítimas.

 

6.    E estranha-se ainda que a entidade detentora do cartão UNIVERSO (a SONAE) crie – perante as circunstâncias do caso – dificuldades extremas às vítimas, imputando-lhes os  movimentos. quando os factos estão declaradamente contra si.

 

7.    É lícito ao consumidor recusar o pagamento, exigindo, nos termos no n.º 1 do art.º 12 da Lei-Quadro de Defesa do Consumidor, a devida responsabilidade à SONAE pelos danos materiais e morais acarretadas na presente circunstância.

 

EM CONCLUSÃO

a.     Os consumidores não têm de se responsabilizar pelos actos emergentes de roubos de dados dos clientes da SONAE.

b.    É lícito aos consumidores exigir da Universo indemnizações pelos prejuízos materiais e morais acarretados na presente situação.

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Direito de resposta. “REDUFLAÇÃO: ‘sublime’ redução, mas há crime ou não?”

Multas: A que velocidade dispara um Radar de Velocidade?

 

Um radar de velocidade, teoricamente, deveria disparar imediatamente acima da velocidade limite de cada estrada em que circula. Porém, devido a várias razões, as coisas não funcionam assim de forma tão simples.

Primeiro, a velocidade que vê no velocímetro do seu automóvel, não é a velocidade real a que o seu automóvel circula. Segundo, apesar de cada vez mais avançados, os radares de velocidade não são ainda capazes de registar a velocidade instantânea de um qualquer veículo, com 100% de fiabilidade. Por isso, existe a regra dos 7. O que é isto? Ler mais

 

Portugal hasteia Bandeira Azul em 432 locais com Norte a ultrapassar Algarve

 

Portugal tem 432 praias, marinas e embarcações que com Bandeira Azul este ano, o galardão que distingue as zonas com maior preocupação ambiental no país. Destas, 394 são praias e o Norte do País ultrapassou o Algarve no número de bandeiras azuis hasteadas nos areais face ao ano passado.

O Norte do País conta com 87 praias com o galardão da segurança e sustentabilidade ambiental, das quais 77 costeiras e dez fluviais. São mais cinco que no ano passado. Merelim São Paio, em Braga, Praia dos Beijinhos, Pedras da Agudela e Boa Nova, em Matosinhos e Seca, em Espinho. Por todas as regiões do País, à exceção do Norte, houve saídas na lista divulgada esta quinta feira. O Algarve, com 85 praia, perdeu uma, Beliche. No Tejo, Coruche e Sorraia ganham o galardão, mas outras três perdem-no. Janeiro de Baixo, Caxias e Paço de Arcos. Ler mais

Norte-americana Live Nation compra promotora Ritmos&Blues e gestora da Altice Arena

Em 2012, aquando da venda pelo Estado do então Pavilhão Atlântico, o promotor Nuno Brancaamp, da Ritmos&Blues, tinha dito que a Live Nation estaria a "pensar no assunto e a decidir se vale a pena investir", adiantando que o negócio envolveria um "valor razoável" e que o investimento envolveria "uns milhões largos".

A promotora norte-americana Live Nation comprou uma posição de controlo na promotora portuguesa Ritmos&Blues e na empresa Arena Atlântico, gestora da Altice Arena, em Lisboa, foi anunciado esta quinta-feira através da Autoridade da Concorrência (AdC).

Num aviso publicado pela AdC, esta entidade referiu que foi notificada da operação de concentração de empresas no dia 19 de abril, que consiste na compra pela Live Nation de "uma participação de controlo indireto" sobre a Ritmos&Blues e a Arena Atlântico, que, para além de gerir a Altice Arena, também é uma das responsáveis pela Blueticket. Ler mais

 

Opinião: Rumo a um Portugal (mais) Digital


 O Índice de Digitalização da Economia e da Sociedade (DESI) é um índice que acompanha a evolução no domínio digital nos 27 países da UE, avaliando os progressos realizados em cada ano em matéria de economia e sociedade digital. Entre 2020 e 2022, Portugal subiu de 19º para 15º neste índice, algo que tem sido apontado como um indicador positivo, reconhecendo-se, contudo, que ainda há um caminho a percorrer em diversas áreas.
Muitas das dificuldades e limitações nesta evolução foram tema de discussão no recente evento “Moving Forward to a Portugal Digital”. Em análise estiveram as dificuldades que começam na heterogeneidade do nosso sector empresarial. O ritmo da digitalização das organizações é naturalmente afetado por diversos fatores como o setor onde se inserem ou a sua dimensão. De acordo com o IAPMEI, mais de 99% das nossas empresas são PME, com uma média de 3,2 pessoas, com estruturas menos preparadas para as mudanças que a transição digital exige e para quem as prioridades em matéria de digitalização tendem a orientar-se primeiro para as mudanças que permitam ganhos rápidos, com menos investimento. Para promover a intensidade digital das PME, são necessárias medidas que apoiem e incentivem mais a utilização de tecnologias e, no domínio das competências digitais, importa capacitar as camadas de gestão das empresas com competências digitais e procurar tirar mais e melhor partido dos programas de financiamento. Ler mais

Deixem se de evasivas ...

Próximos dias vão ser mesmo muito difíceis. Não deve ignorar este aviso

  Risco de incêndio rural será muito elevado nos próximos dias e toda a ajuda pode fazer a diferença para evitar males maiores. A GNR conta ...