A expressão costuma ser usada como piada, mas a letra praticamente ilegível associada a esta profissão tem uma explicação que a psicologia já estudou com atenção. Em causa está a forma como o cérebro e a mão se coordenam quando há muita informação para registar em pouco tempo.
Há uma expressão que praticamente todos já usámos: "letra de médico". Serve para descrever qualquer escrita que ninguém, nem quem a produziu, consegue decifrar. A associação a esta profissão não é acaso, já que médicos escrevem muitas vezes sob pressão de tempo, entre consultas e registos clínicos feitos à pressa. Mas o fenómeno está longe de ser exclusivo da classe médica: a mesma lógica aplica-se a qualquer pessoa que tenta registar uma ideia mais depressa do que a mão consegue acompanhar.
Escrever à mão obriga a coordenar várias tarefas em simultâneo: organizar o pensamento, escolher as palavras certas, manter a frase na memória e, ao mesmo tempo, controlar movimentos finos dos dedos e do pulso. Quando a prioridade passa a ser não perder a ideia antes que ela se esvaia, a aparência das letras acaba, muitas vezes, por ficar em segundo plano. Ler mais

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