OE dentro dos limites de segurança, mas à mercê de grandes desvios que se compensam. Receita está quatro mil milhões abaixo, mas IVA amortece desaire. Juros disparam, mas investimento está atrasado.
As Finanças portuguesas chegaram ao final do primeiro semestre deste ano com um défice de 213 milhões de euros, em contabilidade pública (lógica de caixa). Este valor compara com o excedente de dois mil milhões de euros registado nesta mesma altura do ano em 2025, mas ainda cabe dentro da meta de défice de 975 milhões de euros prevista no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).
Como costumam dizer os sucessivos ministros das Finanças, o caminho é estreito, tendo em conta o objetivo maior, que é continuar a reduzir a dívida pública (portanto, obter excedentes ou apresentar défices pequenos). E, dessa perspetiva, até junho deste ano, há rubricas que estão a correr melhor; outras, nem por isso. Ler mais

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