segunda-feira, 13 de julho de 2026

Lei australiana falha: mais de 85% dos menores continuam nas redes sociais

Três meses depois da entrada em vigor da proibição, mais de 85% dos menores de 16 anos na Austrália continuavam a utilizar pelo menos uma das redes sociais abrangidas pela lei. Na maioria dos casos, nem sequer recorriam a contas de terceiros: entre 54% e 68% continuavam, sossegadamente, a usar as suas próprias contas, apesar de legalmente as plataformas deverem impedir que as mantivessem, enquanto outros usavam contas falsas, perfis de familiares ou amigos e navegadores privados.

A primeira grande experiência mundial destinada a afastar os adolescentes das redes sociais produziu, pelo menos até agora, um resultado pouco entusiasmante: não foi possível medir qualquer efeito substancial da lei sobre a frequência ou o tempo de utilização.

Estas são as principais conclusões de um estudo observacional publicado na revista científica BMJ, uma das mais prestigiadas revistas médicas internacionais, que avaliou os primeiros efeitos da legislação adoptada pela Austrália. O artigo assume particular importância porque não analisa apenas intenções políticas, promessas governamentais ou modelos teóricos: observou o que sucedeu depois de uma medida apresentada como decisiva para proteger a saúde e o bem-estar dos adolescentes.  Ler mais 

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