A recuperação de mais de 4.000 notas destruídas nos incêndios de Pedrógão Grande foi o trabalho que mais emocionou a equipa do Banco de Portugal, mas a maioria das notas valorizadas estiveram enterradas durante vários anos.
"O que chega mais são pessoas que enterram as notas com a esperança de que fiquem iguais quando precisarem delas, mas quando as vão desenterrar percebem que os bichinhos e a humidade fazem o seu trabalho", conta à Lusa o coordenador do serviço de valorização de notas que o Banco de Portugal tem no Carregado (concelho de Alenquer).
No complexo de alta segurança, onde estão guardadas as 173 toneladas
de ouro numa casa-forte, há fabricação de notas (pela empresa Valora),
se acumulam paletes de notas à espera das empresas de transporte de
valores (que as distribuem pelos bancos e grandes superfícies) e onde
existem um laboratório para análise de contrafações e um departamento de
escolha e destruição de notas, há também um pequeno departamento que
tem duas funcionárias (que podem ser mais em períodos de pico de
trabalho) cujo trabalho é tentar 'recuperar' notas estragadas para
devolver aos cidadãos dinheiro que, de outro modo, seria perdido. Ler mais

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