quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Cascas de banana…


 (LIDL: verdíssima no domingo, na manhã de terça com este “fenomenal” aspecto…)

 

Cousas simples. Contadas de forma simples.

As bananas servem-se verdes, à boca dos super e hipermercados.

Sem contar com as da Madeira ou com a moda das “bio”, cujos preços são mais escaldantes, as importadas da América Latina variam dos 0,99 € (em promoção) aos 1, 39 €.

A banana é o produto que serve, pelo preço, para atrair os clientes que, arrastados pelos descontos, acabam, sem estudos “económicos de base”, por fazer as compras todas do mesmo espaço…

E quem usa das estratégias mercadológicas para o efeito sabe o que faz…

E a molde de consumidores vai atrás!

Em geral, as bananas apresentam-se ainda em estado de nula ou fraca maturação: vendem-se verdes.

Só que quando amadurecem, em casa, ainda que com todos os cuidados, aparecem “pôdres” no interior.

E não se sabe de nenhum consumidor que haja posto de parte quilos e quilos de banana estragada para os reclamar à porta dos super e hipermercados.

Para quem aprende as primeiras letras em direito, fala-se em negócios comutativos e em negócios aleatórios.

O que são negócios comutativos? Aqueles em que há prestações certas e determinadas, ou seja, em que é possível descortinar as suas vantagens e desvantagens: compra-se uma coisa sã que deve ter-se como tal. E se não estiver, actua-se a garantia…

Já nos negócios aleatórios, o risco é o elemento central do negócio, havendo uma incerteza quanto às vantagens e desvantagens dele resultantes.

No caso das bananas e das frutas, em geral, os negócios são comutativos: paga-se o preço por bens (perecíveis, é certo), mas em boas condições: quando amadurecem, as boas condições não se verificam, os bens estão pôdres por dentro e são imprestáveis, a incerteza é a regra. Com sorte, a coisa corre bem. Sem sorte, é um desastre. Paga-se para deitar tudo (ou quase) no cesto do lixo…

Mas, no fundo, é de um negócio aleatório que se trata, ou seja, não se sabe o que se compra. E suporta-se o prejuízo como se se tivesse celebrado um negócio aleatório. O que é uma contradição nos próprios termos.

E quem se aprestará a reclamar? A exigir a garantia, que é a dos perecíveis, sempre que tal ocorra (e ocorre com inusitada frequência)?

Que se saiba… ninguém! Ninguém gasta meias solas a reclamar, a devolver, a consumir combustível para uma reclamação do estilo. E as pessoas acumulam prejuízos que, somados, podem redundar em contas caladas.

A diferença que se detecta para as frutarias tradicionais é que se compra a fruta ou já madura, com conta, peso e medida, ou próxima disso. E os riscos são menores.

E há até preços mais em conta quando a fruta está mesmo madura, quase, quase a passar do ponto.

Esta simples reflexão vai mais longe.

É preciso ter cuidado com os pré-embalados. Falamos da fruta.

Uma ou mais peças pode estar já em estado de decomposição e não ser detectável a olho nu porque escondida no interior da embalagem. E não se compreende porque razão estas superfícies comerciais não vendem os produtos a granel, antes os escondem em embalagens calibradas, muitas não chegam a ter um quilo, em que “a maçã pôdre” pode tomar conta do “pacote” todo num ápice…

No outro dia, nós mesmos, rudimentarmente, fizemos uma experiência, numa das grandes insígnias da distribuição alimentar em Coimbra: as caixas de cereja, de 1kg., não tinham a tara. E não era fácil sabê-lo.

Pesámos 3 caixas. Três pesos diferentes, 1,046 kg.; 1,168 kg.; 1, 206 kg.

Coisas simples. Que fazem uma enorme diferença.

A crónica da semana sabe a casca de banana. E a banana da Colômbia (peça a peça) não traz opiáceos, mas tem bicho dentro… E com bicho, claro, é tudo mais caro!

Coisas simples que escapam às pessoas simples, mas lhes sai caro, pois claro…

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

Responsabilidade médica e consentimento informado. O que é e para que serve?

Todos os que, por uma ou outra razão, necessitaram de se submeter a certo tipo de exames médicos ou procedimentos médico-cirúrgicos, foram já confrontados com a expressão - seja oral ou em algum tipo de formulários - de “consentimento informado”. Saiba, nestas circunstâncias, do que estamos a falar. 

É muitas vezes desconhecido o que significa o consentimento informado; para o que serve e quais as consequências da sua violação. São essas as questões a que se pretende topicamente responder.

O que é o consentimento informado?

O consentimento informado consiste na manifestação de vontade do paciente em decidir sobre a sua saúde. É, portanto, um requisito essencial para a realização de qualquer ato médico. Ler mais

 

Calor extremo é uma emergência de saúde pública que está a agravar-se, alertam especialistas em carta à OMS

O calor extremo está a tornar-se cada vez mais uma emergência de saúde pública crescente, segundo alerta um grupo de especialistas que pede ação urgente para proteger as populações vulneráveis e reforçar os sistemas de saúde, perante o aumento de excesso de mortalidade e surtos de doenças associadas às altas temperaturas.

Em carta aberta enviada esta quarta-feira à Organização Mundial da Saúde (OMS), a Comissão Pan-Europeia sobre Clima e Saúde (PECCH) sublinha que os fenómenos meteorológicos extremos “não são apenas uma crise climática, mas também uma crise de saúde pública, que está a sobrecarregar sistemas de saúde, economias e a vida das pessoas mais em risco”. “Isto já não é uma ameaça distante ou um incómodo sazonal. É uma emergência de saúde pública que está a desenrolar-se em tempo real”, alertam os especialistas no documento.

A comissão (recém-formada em julho deste ano) consiste num grupo independente que reúne especialistas em clima e saúde de toda a Europa, convocado pelo diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge. O organismo irá apresentar, na Assembleia Mundial da Saúde de maio de 2026, recomendações para acelerar a ação conjunta nas áreas da saúde e do clima. Ler mais

ASAE reforça fiscalização à venda de álcool em Albufeira

Foram fiscalizados 15 operadores económicos e instaurados oito processos de contraordenação. 

"A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, na última semana, uma operação de fiscalização centrada na verificação do cumprimento das novas normas legais aplicáveis à venda e disponibilização de bebidas alcoólicas, no contexto da medida recentemente aprovada pela Autarquia de Albufeira, que determina a restrição da venda de bebidas alcoólicas para consumo na via pública, em determinadas zonas de enorme afluência turística da cidade, entre as 23h00 e as 08h00, à exceção dos cafés, bares, restaurantes e discotecas, que poderão vender bebidas alcoólicas e produtos derivados, no período em questão, exclusivamente para consumo no interior dos mesmos", é explicado em comunicado.

A ação "incidiu sobre estabelecimentos comerciais, essencialmente lojas de conveniência, as quais poderão estar em funcionamento entre as 08h00 e as 24h00, com especial enfoque no cumprimento das restrições relativas à venda, disponibilização e consumo de bebidas alcoólicas e cumprimento da restrição do horário de funcionamento". Ler mais

 

Governo quer prisão para donos de lanchas rápidas sem bandeira ou identificação

 
O Governo propôs à Assembleia da República que os proprietários de lanchas rápidas a partir de quatro metros de comprimento sem bandeira ou com identificação ocultada ou falsificada possam ser condenados a entre um e quatro anos de prisão.

O Governo propôs à Assembleia da República que os proprietários de lanchas rápidas a partir de quatro metros de comprimento sem bandeira ou com identificação ocultada ou falsificada possam ser condenados a entre um e quatro anos de prisão.

A medida consta da proposta de lei para regular o uso de embarcações de alta velocidade (EAV) aprovada em 07 de agosto pelo Governo em Conselho de Ministros, entregue na Assembleia da República na terça-feira e consultada hoje pela Lusa no 'site' do parlamento. Ler mais

 

Apreendidos mais de sete quilos de perceves em Aljezur

 

As autoridades fiscalizaram oito pescadores lúdicos e apreenderam na terça-feira mais de sete quilos de perceves em Aljezur, no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, no âmbito de uma ação conjunta, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN), adianta que na ação, realizada com elementos da Polícia Marítima de Lagos e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) foram fiscalizados oito pescadores lúdicos apeados, três com cana de pesca e cinco na atividade da apanha de moluscos.

A quantidade máxima de apanha perceves é de dois quilos por licença lúdica e de 15 quilos para cada licença profissional, sendo que o perceve tem de ter o tamanho mínimo de apanha de 20 milímetros, conforme previsto na lei, refere, por seu turno, o ICNF em comunicado. Ler mais

Polícia britânica disfarça agentes como corredoras para deter assédio a mulheres

 
Dezoito pessoas foram detidas no Reino Unido depois de uma operação-piloto da polícia de Surrey, que colocou agentes femininas à paisana a correr em roupas desportivas para apanhar homens que assediam mulheres enquanto estas fazem exercício, noticiou o The Guardian.

O objetivo da iniciativa foi expor a frequência do assédio e dissuadir potenciais agressores. Segundo o inspetor Jon Vale, responsável pelo programa de segurança para mulheres e raparigas da força policial, um inquérito revelou que quase metade das corredoras numa determinada área de Surrey não reporta casos de assédio à polícia.

O teste, com duração de um mês, decorreu em zonas identificadas como pontos críticos de assédio e contou com apoio de unidades especializadas prontas a intervir caso as agentes fossem alvo de abusos. Em alguns casos, os agentes optaram por ações de sensibilização sobre comportamentos anti-sociais em reincidências ou situações mais graves, seguiram para procedimentos criminais. Ler mais

De omissão em omissão vão-se os brios da Nação…

  Portugal averba, uma vez mais, uma falta, aliás, clamorosa: não transpôs a Directiva “Reparação de Bens de Consumo” que a lume veio a 13...