Mais de 500 pedidos da tarifa social de
Internet foram feitos até ao momento, disse hoje à Lusa fonte oficial da
Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
O secretário de Estado da Digitalização e da Modernização
Administrativa, Mário Campolargo, afirmou na quinta-feira, no
parlamento, que a tarifa social de Internet "não está a ter a adesão" de
que gostaria, mas que há empenho para que esta seja "o mais alargada
possível".
Contactada pela Lusa, fonte oficial da Anacom disse que "existem 517 pedidos" até ao momento.
Em 11 de abril contabilizavam-se "314 pedidos" da tarifa social de
Internet, que tem como objetivo permitir às famílias com baixos
rendimentos ou com necessidades sociais especiais acederem a serviços de
Internet em banda larga, fixa ou móvel.
"De facto a tarifa social [de Internet] não está a ter a adesão que
nós também gostaríamos", admitiu Mário Campolargo, que falava na
comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças, Economia e Obras
Públicas, Planeamento e Habitação, Administração Pública, Ordenamento do
Território e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade do
Orçamento do Estado para 2022 (OE22), no seguimento da intervenção da
deputada comunista Paula Santos, que abordou o tema.
O secretário de Estado lançou um repto aos deputados, dada a sua capilaridade, para que comuniquem a existência desta tarifa.
"Se os senhores deputados pudessem ajudar na difusão e na
comunicação, nós agradeceríamos", disse na quinta-feira o governante,
salientando que o Governo está empenhado em fazer isso "para fazer subir
os números" de adesão que são "bastante baixos".
Esta tarifa conta com cerca de 780 mil beneficiários potenciais, o
universo da população que beneficia da tarifa social de eletricidade e
da água.
A tarifa entrou em vigor este ano e em 21 de fevereiro passado o
regulador Anacom tinha anunciado que a mesma já podia ser subscrita.