terça-feira, 7 de julho de 2026

Portugueses emigrados deixam de poder ter médico de família em Portugal

 

Portugueses emigrados deixam de poder ter médico de família em Portugal

Os portugueses residentes no estrangeiro deixam de poder manter ou obter médico de família em Portugal, na sequência das alterações ao Registo Nacional de Utentes.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclarece que a nova classificação administrativa, denominada “registo atualizado não residente”, destina-se a identificar os cidadãos que já não residem em território nacional e a tornar mais rigorosas as listas de utentes dos cuidados de saúde primários.

Apesar da alteração, a ACSS garante que os emigrantes continuam a ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) sempre que necessitem de cuidados em Portugal, mantendo igualmente a cobertura financeira prevista na lei.

Segundo a entidade, a medida permite que as listas dos médicos de família reflitam com maior precisão a população residente que recorre regularmente aos cuidados de saúde primários, sem prejudicar a aplicação de acordos internacionais, como o Cartão Europeu de Seguro de Doença.

A alteração decorre das novas regras do Registo Nacional de Utentes e está enquadrada pelo Despacho n.º 3118/2026, que salvaguarda os direitos de acesso aos cuidados de saúde dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro.

 

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