quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cibercrime recupera os gráficos ASCII para camuflar códigos QR maliciosos no correio empresarial

 

As últimas campanhas de phishing utilizam códigos QR criados com caracteres de texto para fugir aos filtros de correio e roubar credenciais corporativas através de falsos pedidos de assinatura de documentos.

A representação gráfica através de carateres tem as suas raízes nas primeiras etapas da informática, quando a incapacidade dos computadores para processar gráficos reais obrigou a compor imagens mediante símbolos de texto. Este método, popularizado após a introdução do padrão ASCII em 1963 e alargado posteriormente com conjuntos de carateres como o Unicode, foi adotado na década de 2000 pelos remetentes de correio não solicitado (spam). Naquele período, a substituição de imagens por texto procurava contornar os mecanismos de deteção capazes de examinar ficheiros de imagem em busca de hiperligações ocultas.

Com o tempo, o uso de códigos QR intensificou-se em setores como a hotelaria, o turismo e os serviços corporativos, atingindo um pico notável de utilização durante os meses estivais. Esta presença constante fez com que, ao longo da segunda metade de 2025, as campanhas de usurpação de identidade baseadas nestes elementos se multiplicassem por cinco. Ler mais

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