A relação de França com o álcool, em particular com o vinho, é marcada há séculos por uma divisão entre celebração, economia, saúde pública e controlo social.
A ambiguidade chega agora ao Musée des Arts Précieux Paul Dupuy, em Toulouse, no sudoeste vitivinícola francês, onde “Ivresse” reúne cartazes, gravuras e pinturas para mostrar como a embriaguez foi representada e discutida ao longo do tempo.
No início do século XX, multiplicaram-se em França campanhas contra a embriaguez. Em 1917, por exemplo, nota o Times, a União das Mulheres Francesas Contra o Álcool produziu um cartaz em que uma mulher desesperada tentava convencer o marido alcoolizado a abandonar a garrafa de vinho. Mas as autoridades francesas, receando prejuízos para a economia, hesitavam em apoiar uma redução do consumo. Na década de 1930, campanhas oficiais defendiam o vinho com slogans como “Bebam vinho e vivam felizes” ou “Vinhos de França: saúde, alegria, esperança”. Ler mais

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