sexta-feira, 5 de junho de 2026
Burlas da internet: o esquema da falsa mensagem da Segurança Social

As burlas estão cada vez mais elaboradas e os criminosos não param de
encontrar novas formas de enganar as vítimas. O esquema que lhe
mostramos hoje é mais um exemplo de como um simples momento de distração
pode resultar em prejuízos significativos. Saiba como funciona esta
fraude e o que deve fazer para se proteger.
Todos os dias surgem novas formas de enganar as pessoas, recorrendo aos mais variados pretextos, temas ou acontecimentos. Já vimos de tudo: a burla do “Olá Mãe/Pai”, a falsa encomenda retida, o alegado reembolso do IRS, os supostos ataques à conta bancária, as fraudes associadas ao MB WAY, os falsos avisos de corte de energia por falta de pagamento ou até esquemas em nome da Via Verde. Existem também métodos mais sofisticados, como os relacionados com a tokenização de cartões em carteiras digitais.
O resultado é sempre o mesmo: milhões de euros desviados para os criminosos e prejuízos significativos para cidadãos que foram induzidos em erro. Ler mais
Grande Entrevista com: Prof. MÁRIO FROTA
O facto de ser natural e viver no Centro do país, sente-se muito em Coimbra a disputa que há muitas vezes – não só política – entre Norte e Sul? Diferenças como o poder de compra, o custo de vida, etc…
Coimbra é para mim terra de adoção. Nasci em África e de tal origem me reclamo. É facto que em Coimbra, terra de serviços, os níveis salariais não se compaginam, p. e., com os de Lisboa e Porto. E nem sempre as políticas de preços se adequam ao poder de compra dos que aqui mourejam. Terra de serviços, nela avultavam, porém, duas grandes “indústrias”: a das “sebentas” e dos “quartos de aluguer”. À primeira, o crepúsculo com as novéis tecnologias da informação, a segunda resiste ante o escasso número de camas em residências de estudantes. Coimbra carece de “forças vivas” mais atuantes para contrabater diferenças: o amorfismo reinante reflete-se na sua capacidade reivindicativa. Perdeu o ceptro de centro de cultura por excelência. E falecem-lhe estímulos para reocupar o lugar a que faz jus.
Qual a razão e de que forma começou e se desenvolveu o seu interesse pelas questões do consumo, ao ponto de em 1989 ter fundado a Associação Portuguesa de Direito de Consumo – ainda ativa?
O propósito de tornar o direito percetível ao vulgo. Primeiro, com um consultório aos consumidores (Semanário Tempo, 1980). Com espúrias reações da Ordem dos Advogados que nos moveu um processo. Por pretender que o Direito era monopólio seu. O que causou a maior repulsa a doutos jurisconsultos como Ferrer Correia, Eduardo Correia, Pereira Coelho, Mota Pinto… Os abusos cometidos pela banca reclamavam firme intervenção. Com o alto patrocínio de Jacques Delors, promovemos, em Coimbra, em 1988, o Congresso Europeu «Das Condições Gerais dos Contratos / Cláusulas Abusivas»: um verdadeiro Congresso Mundial (32 países, 750 participantes). Uma pedrada no charco. Criámos então a AIDC – Associação Internacional de Direito do Consumo. Quarenta e cinco anos depois, prossegue o combate às iniquidades com que o mercado nos fustiga. “O medo guarda a vinha”: daí que esta intervenção contínua constitua decerto meio de prevenção geral suscetível de sofrear os atropelos que se abatem gritantemente sobre todos. Ler mais
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Alunos passam 38 horas na escola. Especialistas alertam para impacto na saúde mental
Alunos entre os 6 e os 11 anos passam 38 horas por semana na escola. O número reacendeu o debate sobre o papel da escola e os efeitos da permanência prolongada das crianças em ambientes institucionais
As crianças portuguesas passam, em média, 38 horas por semana na escola, segundo dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos divulgados recentemente, e que relançam a discussão sobre o impacte que esta realidade tem nas crianças e no seu desenvolvimento.
Na visão de Alberto Veronesi, diretor do Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais, em Lisboa, a explicação para estes números está relacionada com a evolução do papel da escola na sociedade portuguesa. “A escola deixou de ser, na sua essência, um espaço de elevação pelo conhecimento para se tornar um simples lugar de apoio à família. O Estado, incapaz de criar políticas públicas que permitam aos pais gerir o tempo com os filhos, delega na escola a função de guardadora de crianças”, sublinha. Para o responsável, a elevada permanência em espaços escolares “não se trata de pedagogia, mas de conveniência social”. “ Ler mais
Portugal é o terceiro país da UE com menos emissões de CO2, mas continua dependente do automóvel
Portugal tem bons indicadores climáticos e uma produção energética muito verde, mas continua a ser um dos países europeus mais dependentes do automóvel e os produtos petrolíferos continuam a ser a principal fonte de energia, revelam os dados da Pordata no Dia Mundial do Ambiente.
Portugal é o terceiro país da União Europeia com menos emissões de gases com efeito de estufa por habitante, mas continua entre os mais dependentes do automóvel, segundo os dados divulgados pela Pordata por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, assinalado a 5 de junho.
Apesar dos progressos na produção e consumo de energias renováveis - Portugal está acima da média europeia na sua produção e consumo - os transportes continuam a ser o principal responsável pelas emissões de gases com efeito de estufa no país, onde o automóvel domina a mobilidade e o transporte coletivo tem vindo a perder relevância nas últimas décadas. Ler mais
O meu padeiro redufla, redufla o teu também?
“Reduflação” é o processo mediante o qual os produtos diminuem de tamanho ou quantidade, enquanto o preço se mantém inalterado ou sof...
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