quarta-feira, 11 de junho de 2025

As redes sociais alimentam problemas de saúde mental em adolescentes, indica estudo

 

A crise de saúde mental entre crianças e adolescentes em todo o mundo atingiu um ponto crítico devido à "expansão descontrolada" das redes sociais, segundo um relatório do grupo de defesa dos direitos da criança, KidsRight, divulgado esta quarta-feira.

Estudos da organização com sede em Amsterdão e na Universidade Erasmus de Roterdão mostram que uma em cada sete crianças e adolescentes entre os 10 e os 19 anos sofre de algum tipo de problema de saúde mental.

"O relatório deste ano é um alerta que não podemos continuar a ignorar", afirmou em um comunicado Marc Dullaert, fundador e presidente da KidsRights.

"A crise de saúde mental entre as nossas crianças atingiu um ponto crítico, exacerbada pela expansão descontrolada das redes sociais, que privilegia o uso em detrimento da segurança", disse ele. Ler mais

 

A OBSOLESCÊNCIA, Ó CLEMÊNCIA, É A VIDA EM DEGENERESCÊNCIA…


 Como se escrevera em artigo de opinião num dos matutinos da cidade de Coimbra:

A 24 de Outubro de 2018, a Itália surpreende a própria Europa. A notícia ultrapassa fronteiras:

“A autoridade italiana da concorrência, com base no Código de Defesa do Consumidor, multa a Apple em 10 milhões € e a Samsung em 5 milhões € por "práticas comerciais desleais", ao forçarem os consumidores a realizar actualizações de software com afecção da vida útil dos telemóveis, encurtando-a.

As duas empresas sofreram a primeira sanção no mundo por "obsolescência programada": redução propositada da vida dos produtos para que o consumidor os substitua por novos modelos.”

A Directiva Europeia da “Capacitação do Consumidor” no seu preâmbulo adverte para situações do estilo: Ler mais

 

‘Deepfakes', anúncios falsos e 'links’ enganadores invadem Facebook e Instagram: disseminação de fraudes na UE estão a aumentar

 

De forma aumentar a credibilidade, estas publicações utilizam vídeos falsos ou 'links' para notícias clonadas, instituições e empresas confiáveis, bem como supostos 'sites' do governo

A Meta está a enfrentar uma pressão crescente na Europa devido à disseminação de fraudes nas suas plataformas, Facebook e Instagram, resultado do uso crescente de técnicas avançadas, como 'deepfakes', anúncios falsos e 'links' enganadores, segundo EDMO.

"Investimentos em criptomoedas, jogos de azar com retornos garantidos, empréstimos e cartões de crédito, mas também supostos produtos e dispositivos médicos que apresentam um sério risco para a saúde pública" são alguns dos golpes mais comuns nas redes sociais identificados pelo Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO). Ler mais

 

Fim da bagagem de mão gratuita em voos na União Europeia aproxima-se, adverte especialista

A era da bagagem de mão gratuita pode chegar ao fim nos voos dentro da União Europeia. Alterações polémicas ao Regulamento (UE) 261/2004, a base dos direitos dos passageiros aéreos no continente nas últimas duas décadas, estão em discussão no Parlamento Europeu e preveem uma redução profunda dos direitos dos viajantes, nomeadamente no que diz respeito ao transporte de bagagem a bordo.

A primeira fase desta reforma foi aprovada pelo Conselho de Ministros da União Europeia no passado dia 5, assinalando um ponto de viragem para milhões de passageiros. Na prática, a alteração proposta representa o fim da gratuitidade das malas de mão de tamanho convencional, empurrando os viajantes para tarifas adicionais e elevando os custos das deslocações dentro do bloco europeu. A proposta é apoiada pela Polónia, mas enfrenta oposição expressa de países como a Alemanha, Portugal, Eslovénia e Espanha.

O novo texto ainda será sujeito à votação no Parlamento Europeu e, se aprovado pelos eurodeputados, os passageiros passarão a pagar pelas malas de mão que até agora podiam transportar gratuitamente nas cabinas.

O especialista em direitos dos passageiros aéreos e CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, explicou que a proposta redefine o conceito de bagagem de mão gratuita, limitando-o a um item pessoal com dimensões máximas de 40x30x15 cm, que caiba debaixo do assento à frente. “É algo significativamente menor do que as malas tradicionalmente aceites. A medida ainda precisa do aval do Parlamento Europeu, mas já lança um sério aviso: o que antes era um direito básico poderá tornar-se um privilégio pago.”

Radchenko considerou que esta revisão prejudica diretamente o trabalho das autoridades nacionais de defesa do consumidor. Cita, como exemplo, o caso de Espanha, onde o Ministério do Consumo multou companhias aéreas de baixo custo em 179 milhões de euros por cobrança ilegal de bagagem e marcação de lugares, práticas que, com as novas regras, passarão a ser explicitamente permitidas. “Até esse trabalho de protecção dos consumidores está agora em risco”, alerta.

Esta faculdade tem taxas de desemprego (quase) nulas em vários cursos

 

Segundo os dados da mais recente edição das Estatísticas de Cursos Superiores, vários cursos da Egas Moniz School of Health & Science registam taxas de desemprego reduzidas, demonstrando uma «preparação eficaz para as exigências do mercado de trabalho».

 Na licenciatura em Enfermagem, a taxa de desemprego é de 0%, um resultado que reforça a excelência do curso e a forte componente prática em contextos reais de cuidados de saúde. Esta ligação constante ao terreno é apontada como um dos principais factores de sucesso na integração dos diplomados.

Também o curso de Ciências Forenses e Criminais apresenta uma taxa de desemprego bastante reduzida, de apenas 0,5%, evidenciando o reconhecimento crescente da área em Portugal. A preparação técnica e científica dos diplomados permite uma resposta eficaz às exigências das entidades públicas e privadas na área da investigação criminal e da justiça.  Ler mais.

França prepara proibição de utilização de redes sociais para menores de 15 anos

O governo francês anunciou hoje várias medidas contra a violência nos adolescentes, incluindo a proibição de redes sociais para menores de 15 anos, na sequência da morte de uma vigilante escolar durante um controlo de mochilas.

O governo francês anunciou hoje várias medidas contra a violência nos adolescentes, incluindo a proibição de redes sociais para menores de 15 anos, na sequência da morte de uma vigilante escolar durante um controlo de mochilas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu na televisão que "um jovem de quinze anos não poderá mais comprar uma faca na Internet" e acrescentou que a França proibirá as redes sociais para menores de 15 anos se, dentro de "alguns meses", isso não for feito a nível europeu.

O primeiro-ministro, François Bayrou, ao mesmo tempo e noutro canal de televisão, segundo a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), prometeu proibir "imediatamente" a venda de todas as facas a menores, anunciando também que será feita uma verificação da idade de quem recebe as encomendas feitas online. Ler mais

 

A OBSOLESCÊNCIA, Ó CLEMÊNCIA, É A VIDA EM DEGENERESCÊNCIA…


Como se escrevera em artigo de opinião num dos matutinos da cidade de Coimbra:

A 24 de Outubro de 2018, a Itália surpreende a própria Europa. A notícia ultrapassa fronteiras:

“A autoridade italiana da concorrência, com base no Código de Defesa do Consumidor, multa a Apple em 10 milhões € e a Samsung em 5 milhões € por "práticas comerciais desleais", ao forçarem os consumidores a realizar actualizações de software com afecção da vida útil dos telemóveis, encurtando-a.

As duas empresas sofreram a primeira sanção no mundo por "obsolescência programada": redução propositada da vida dos produtos para que o consumidor os substitua por novos modelos.”

A Directiva Europeia da “Capacitação do Consumidor” no seu preâmbulo adverte para situações do estilo:

“A fim de melhorar o bem-estar dos consumidores, as alterações à Diretiva “Páticas Comerciais Desleais” deverão abranger várias práticas associadas à obsolescência precoce, incluindo as práticas de obsolescência precoce programada, entendidas como uma política comercial que envolve o planeamento ou a concepção deliberado de um produto com uma vida útil limitada, de modo que se torne prematuramente obsoleto ou não funcional após um determinado período ou uma determinada intensidade de utilização.

A aquisição de produtos que deverão durar mais tempo do que efetivamente duram prejudica os consumidores.

Além disso, as práticas de obsolescência precoce têm um impacto geral negativo no ambiente, sob a forma de um aumento dos resíduos e de um aumento da utilização de energia e materiais. Por conseguinte, resolver a questão da informação relacionada com as práticas de obsolescência precoce deverá também reduzir a quantidade de resíduos, contribuindo para um consumo mais sustentável.”

“Deverá também ser proibido, nos termos do anexo I da “ Diretiva das Páticas Comerciais Desleais”, ocultar informação ao consumidor de que uma atualização de software terá um impacto negativo no funcionamento de bens com elementos digitais ou na utilização de conteúdos ou serviços digitais.

Em geral, espera-se que os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de actualizações de software disponham dessas informações, ao passo que, noutros casos, os tais profissionais podem basear-se em informações fiáveis facultadas, por exemplo, por fornecedores, por criadores de software ou pelas autoridades nacionais competentes.

Por exemplo, ao convidar os consumidores a actualizarem o sistema operativo no seu telemóvel inteligente, o profissional não deverá ocultar a informação ao consumidor de que essa actualização terá um impacto negativo no funcionamento de qualquer uma das características do telemóvel inteligente, nomeadamente na bateria, no desempenho de certas aplicações, ou de que será motivo de uma maior lentidão do dispositivo. A proibição deverá aplicar-se a qualquer actualização, incluindo as atualizações de segurança e de funcionalidade.”

Em determinados países a obsolescência programada é crime.

Há dez anos, a França foi o primeiro País a introduzir, no seu ordenamento, o crime de obsolescência programada (Cód.º Cons.º: art.º L. 441 –2):

“É proibida a prática da obsolescência programada que se define pelo recurso a técnicas, em que que inclui o software, pelas quais o responsável pelo lançamento de um produto no mercado visa reduzir-lhe deliberadamente o seu tempo de vida.”

Tal crime é punido com uma pena de dois anos de prisão e multa de 300 000 euros de multa.

O combate contra a obsolescência programada tem de ser algo de permanente para que que se possa “dar mais vida às coisas para que se dê mais vida à vida”!

 

 

Mário Frota

Presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

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