segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Prendas de Natal? 65% dos clientes pondera comprar produtos reutilizados


Dados da Wallapop, divulgados esta segunda-feira, revelam que 65% dos clientes pondera comprar produtos reutilizados. 

Os portugueses mostram abertura para para recorrer ao mercado de produtos reutilizados nesta época festiva. Dados da Wallapop, divulgados esta segunda-feira, revelam que 65% dos clientes pondera comprar produtos reutilizados. 

"Seja pela possibilidade de encontrar um produto único (37%) ou pela oportunidade de dar uma segunda vida a um produto em perfeitas condições (28%), 88% dos inquiridos revelou estar aberto a ponderar a compra de um produto reutilizado como presentes de Natal em substituição de um novo, após saber qual o impacto ambiental da sua compra", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. Ler mais

Mais de metade acreditam que IA vai eliminar postos de trabalho

 Estudo revela que a maioria dos inquiridos (68%) acreditam que a IA irá provocar uma redução dos postos de trabalho. 

Mais de metade (68%) dos portugueses acreditam que a inteligência artificial (IA) levará à redução dos postos de trabalho, de acordo com um estudo do Observador Cetelem, divulgado esta segunda-feira. 

"Uma das dúvidas que prevalece é sobre a possibilidade de as máquinas substituírem o homem nas suas funções profissionais. Os resultados do Observador Inteligência Artificial 2023, um estudo conduzido pelo Cetelem – marca comercial do BNP Paribas Personal Finance, revela que a maioria dos inquiridos (68%) acreditam que a IA irá provocar uma redução dos postos de trabalho", pode ler-se num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto. Ler mais

Alargada gratuitidade do passe sub23 a estudantes do ensino profissional

Os deputados aprovaram hoje uma proposta de alteração ao OE2024 do PAN que alarga a gratuitidade do passe sub23 aos jovens entre 18 e 23 anos de idade matriculados em cursos do ensino profissional.

A proposta foi aprovada com os votos contra da IL, a abstenção do PSD e votos a favor dos restantes partidos, nas votações na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).

"Durante o ano de 2024, no âmbito da gratuitidade do "Passe sub23@superior.tp" o Governo, em articulação com as autoridades de transportes de cada área metropolitana e comunidade intermunicipal, tendo em vista a criação de incentivos à utilização de transportes público pelos jovens, adopta as diligências e alterações legislativas necessárias a assegurar a inclusão no âmbito de tal gratuitidade de todos os utentes com idade compreendida entre os 18 e os 23 anos, inclusive, aqueles que estejam matriculados em curso de formação profissional, e não apenas os que conduzam à obtenção de licenciatura", prevê a proposta do PAN. Ler mais

 

Sem apoios sociais quase 4,4 milhões de pessoas em Portugal seriam pobres

Quase 4,4 milhões de pessoas em Portugal seriam pobres se não houvesse transferências sociais, revela hoje o Instituto Nacional de Estatísticas baseando-se em dados de 2022, ano em que a taxa de risco de pobreza aumentou para 17%.

Os dados constam do mais recente Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos (ICOR), realizado em 2023, mas relativo aos rendimentos de 2022, e dão conta de um aumento da taxa de risco de pobreza de 0,6 pontos percentuais (p.p.) em comparação com 2021, o que significa mais 81 mil pessoas.

De acordo com o INE, “o contributo das transferências sociais para a redução da pobreza foi de 4,2 p.p. em 2022”. Ler mais

Miranda Sarmento remete para o futuro eventual alteração no acesso ao Complemento Solidário para Idosos

 Luís Montenegro comprometeu-se a aumentar as pensões de acordo com a lei e, adicionalmente, “de forma gradual e até ao final da legislatura, colocar a referência do Complemento Solidário para Idosos nos 820 euros”. 

O líder parlamentar do PSD remeteu hoje para “mais à frente” uma eventual alteração dos critérios de acesso ao Complemento Solidário para Idosos, prestação que o partido quer, para já, fixar nos 820 euros até 2028.

Em declarações ao Fórum TSF, Miranda Sarmento reforçou uma das propostas anunciadas por Luís Montenegro, no 41.º Congresso, em Almada, este sábado, onde o líder se comprometeu a aumentar as pensões de acordo com a lei e, adicionalmente, “de forma gradual e até ao final da legislatura, colocar a referência do Complemento Solidário para Idosos nos 820 euros”. Ler mais

 

OE2024: Teto para o aumento das rendas volta a ser chumbado em plenário

 

O parlamento voltou esta segunda-feira a chumbar um teto para o aumento das rendas, tendo o Governo explicado que o objetivo é estabilizar o mercado perante críticas do PCP e BE pela falta de respostas para a “situação dramática” dos inquilinos.

No arranque do terceiro dia da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), a avocação para plenário da proposta do PCP para criar regime especial de proteção da habitação arrendada foi um dos momentos que marcou a discussão entre as bancadas.

A proposta comunista, que tinha entre os objetivos um teto ao aumento das rendas ou a limitação aos despejos por falta de pagamento de rendas, voltou a ser chumbada – tal como tinha acontecido na sexta-feira na Comissão de Orçamento e Finanças (C LOF) – tendo tido os votos contra de PS, PSD, Chega e IL e os votos a favor de PCP, BE, PAN e Livre. Ler mais

Assaltado no Brasil… pela MEO!


Telemóvel à ilharga, sem qualquer interferência, e uma mensagem que desperta:

“o telefonema que acaba de fazer não consta do pacote e o seu custo é de 1,34 + IVA”.

Aconteceu em tempos.

Cálculos breves: se a MEO cometer a ‘gracinha’ de brindar os assinantes, uma só vez/mês, com mensagens do estilo, arrecadará, num ano, € 80 400 000 (oitenta milhões e quatrocentos mil euros).

Mais de 80 M de euros de enriquecimento ilícito, de locupletamento injusto, de um “meter a mão em bolso alheio” com a “legitimidade” que falece aos carteiristas que operam no “28”, em Lisboa, ou em Fátima, em dia de peregrinação maciça…

A MEO, bastas vezes visada pelo Regulador, com coimas de milhões, não se coíbe de condutas tão aziagas que tendem a avolumar os seus réditos de modo flagrantemente ilícito, empobrecendo cada um e todos.

Claro que estamos, se não perante crime com contornos outros e moldura bem mais gravosos, no mínimo, perante a especulação prevista e punida pela Lei Penal do Consumo de 1984: prisão de 6 meses a 3 anos e multa até 100 dias, susceptível de atingir € 500/dia.

E é de requerer a desconsideração da personalidade colectiva a fim de fazer sentar os seus gestores  no “banco dos réus”…

Mas, ao que parece, a MEO refinou os seus métodos.

Em peregrinação cultural pelo Brasil e com uma agenda basto carregada, chamadas efectuadas de Portugal nem sempre as atendemos no corre-corre do dia-a-dia.

A MEO teima em cobrar valores exorbitantes uns, menos escandalosos, outros por chamadas de todo não atendidas.

A primeira das mensagens reporta-se a dados de origem desconhecida e ultrapassa os 50 €… sem que nada o fizesse supor!

A segunda comporta valores de chamadas por nós não recebidas, mas tentadas, de Portugal, a primeira das quais supera os 11 €, a que acresce o IVA.

Ou seja, estamos a pagar por mensagens que não recebemos por as não atendermos. Que estranha forma de facturar!

A Vodafone foi condenada pelo Supremo Tribunal de Justiça (acórdão de 02 de Fevereiro de 2022, relatora: Cons.ª Clara Sotto Mayor) a restituir aos consumidores montantes que se afirma atingirem os € 4 000 000 000 (quatro mil milhões de euros) por activação de serviços por sua alta recriação.

As comunicações electrónicas superam, em reclamações, os mais segmentos de produtos e serviços no mercado.

Só no primeiro semestre de 2023 ascendem a 54 100 as reclamações deduzidas, sem o peso das cifras negras que superarão decerto as que se lançam tanto em suporte virtual como físico.

Os números são alarmantes. E os prejuízos para a bolsa do consumidor de monta.

Como o referimos, na esteira do Regulador, no último programa da Rádio Valor Local (Grande Lisboa), o “Dire©to ao Consumo”:

“Destaque para as denúncias motivadas pela activação de serviços sem consentimento, motivo de reclamação que mais aumentou contra a NOS e a MEO, e para as relativas à impossibilidade de barrar a activação automática de pacotes de dados móveis, causa segunda que maior acréscimo registou em 2022, com a VODAFONE à cabeça.

… os reclamantes alegam:

·       terem sido surpreendidos em contacto com o operador com a informação de que o seu contrato fora anteriormente renovado, sem que hajam recebido eventual  proposta contratual nem ter consentido em tal renovação;

 ·      que o operador activou um novo contrato sem assinatura ou confirmação escrita face à proposta apresentada;

 ·    o haverem sido refidelizados mesmo após recusa expressa de adesão à proposta do operador:

 ·      o   terem sido contactados para a instalação de serviços que jamais contrataram;

 ·         que o operador entendeu alterar o contrato por iniciativa de outra pessoa  (v. g., por familiares);

 ·     o terem sido activados aditivos do serviço sem acção intencional, queixando-se da facilidade de contratação de tais aditivos, através do equipamento de televisão, muitas vezes  sem a consciência de quem o faz.”

O caos nas comunicações, em Portugal, persiste.

Ser assaltado no Brasil por uma empresa com a dimensão da MEO será algo de insólito? Decerto que não. E é o que nos está a acontecer…

Sucedeu e sucederá, de resto, se não se puser cobro a este permanente ”é fartar, vilanagem!” a que nos habituaram estas mega-empresas das comunicações, em Portugal!

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

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