quarta-feira, 17 de maio de 2023

Yunus, o banqueiro dos pobres, vem a Portugal defender a teoria dos três zeros

 
O Nobel da Paz, considerado pai do microcrédito, defende a tecnologia como bênção e maldição, num mundo construído à base de um sistema que suga a riqueza de baixo para cima.

Para Muhammad Yunus, é impossível ter paz sem acabar com a pobreza. Uma realidade que conhece bem desde a nascença. O economista nasceu no Bangladesh, no seio de uma família com 14 filhos, e vivenciou todas as dificuldades que o país atravessou desde a independência que o separou do Paquistão.

Nobel da Paz em 2006, fundador do Grameen Bank, que ajudou milhões de pessoas no mundo a sair da pobreza, através do conceito do microcrédito, vai ser orador do Fórum da Sustentabilidade, dias 19 e 20 de maio, em Matosinhos. Antes, falou com Rafael Barbosa, diretor-adjunto do JN. Ler mais

IVA Zero: Portal da Queixa regista centenas de reclamações

 

Acumulam-se as reclamações dos consumidores portugueses sobre os preços dos 46 produtos alimentares que integram o cabaz do IVA zero, segundo revelou esta quarta-feira o ‘Portal da Queixa’: isto porque os produtos em questão não refletem ainda a descida esperada pelos portugueses. Em vigor há um mês, a medida já trouxe, à luz de estudos efetuados, uma redução do custo do cabaz mas também um agravamento.

Os consumidores não estão convencidos e no ‘Portal da Queixa’ as reclamações avolumaram-se no último mês. Pastelarias, Cafetarias e Hipermercados são as duas categorias mais reclamadas. O pão e a carne são os produtos mais invocados nas queixas.

A insatisfação dos consumidores não se fez esperar: entre os dias 18 de abril e 15 de maio, foram registadas mais de duas centenas de reclamações relacionadas com o aumento dos preços e com a implementação da medida do IVA zero, verificando-se um crescimento de 107% no número de queixas, se compararmos com o mesmo período homólogo, onde as denúncias sobre a prática de preços geraram apenas 95 queixas. Ler mais

Apoio às rendas: subsídio até 200 euros pago em maio com retroativos

 

O apoio extraordinário à renda que o Governo vai atribuir no âmbito do programa mais Habitação deverá começar a chegar à conta das famílias ainda durante o mês de maio, com retroativos a janeiro de 2023, segundo o ministro das Finanças, Fernando Medina. Este subsídio de renda poderá chegar aos 200 euros por mês, durante um máximo de cinco anos, e sua atribuição será automática.

De recordar que o apoio extraordinário às rendas aplica-se aos contratos celebrados e registados junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) até 15 de março de 2023. Trata-se um apoio “mensal, não reembolsável e corresponde a uma percentagem do valor da renda mensal até ao limite de 60 meses”, segundo a proposta de lei do Governo.

O regime prevê que inquilinos com rendimentos coletáveis até 38.632 euros (6.º escalão de IRS) e uma taxa de esforço igual ou superior a 35% passam a ter direito a um apoio mensal de até 200 euros, pago até ao dia 20 de cada mês, com efeitos retroativos a 1 de janeiro. A comparticipação da renda será paga semestralmente se o valor for inferior a 20 euros. Ler mais

BdP identifica incumprimento no crédito à habitação como risco para estabilidade financeira

 O Banco de Portugal (BdP) identifica o aumento do incumprimento dos créditos à habitação como um dos principais riscos à estabilidade financeira, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira hoje publicado.

No documento, o BdP diz que, nos últimos meses, “os riscos para a estabilidade financeira mantiveram-se elevados” e entre os principais riscos e vulnerabilidades refere a possibilidade de aumento do incumprimento dos empréstimos, sobretudo do crédito à habitação, “devido à inflação elevada, à subida das taxas de juro de curto prazo e a um potencial agravamento da taxa de desemprego”.

Em Portugal, a preponderância da taxa de juro variável nos empréstimos à habitação faz com que recente e rápida subida das taxas de juro aumente no imediato os encargos com a dívida, pondo os clientes bancários particulares com dificuldades para pagar os empréstimos. Ler mais

 

Mais de metade dos desempregados no fim de 2022 continuavam sem emprego no 1.º trimestre

 Mais de metade (57,0%) dos desempregados no final de 2022 continuavam sem emprego no primeiro trimestre de 2023, tendo menos de um quarto (23,3%) encontrado trabalho e 19,8% transitado para a inatividade, divulgou hoje o INE.

“Do total de pessoas que estavam desempregadas no quarto trimestre de 2022, 57,0% (195,3 mil) permaneceram nesse estado no primeiro trimestre de 2023, 23,3% (79,7 mil) transitaram para o emprego e 19,8% (67,7 mil) transitaram para a inatividade”, apontam as “Estatísticas de Fluxos entre Estados do Mercado de Trabalho” do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados hoje divulgados pelo instituto apontam que, do total de pessoas que estavam empregadas no quarto trimestre de 2022, 96,3% (4.723,2 mil) permaneceram nesse estado no primeiro trimestre de 2023, enquanto 1,6% (80,6 mil) transitaram para o desemprego e 2,0% (99,2 mil) passaram para a inatividade. Ler mais

 

Finanças autorizam aumento adicional de 1% dos salários no Setor Empresarial do Estado

 

Governo refere que "esta subida intercalar dos salários permitirá, em 2023, um aumento anualizado da massa salarial global até 6,1%, que inclui todos os efeitos e componentes remuneratórias, face ao montante dos gastos com pessoal em 2022".

O Ministério das Finanças anunciou esta quarta-feira ter dado indicações às empresas do Setor Empresarial do Estado para processarem o aumento salarial adicional de 1% anunciado em março para a Administração Pública.

"O Governo deu orientações às empresas do Setor Empresarial do Estado para concretizarem uma política remuneratória que considere os aumentos intercalares de 1% para a Administração Pública, na sequência do aumento extraordinário dos trabalhadores em funções públicas anunciado em março", avança o ministério de Fernando Medina em comunicado. Ler mais

Inflação sobe para 7% na zona euro mas recua para 8,1% na UE em abril

 

A taxa de inflação da zona euro subiu, em abril, para os 7,0%, mas a da União Europeia (UE) recuou para os 8,1%, divulga hoje o Eurostat.

 O boletim de hoje confirma, para a zona euro, a ligeira subida face a março (6,9%) que já tinha sido avançada na estimativa rápida, no dia 02, e acontece após cinco meses seguidos de abrandamentos da taxa de inflação.

A taxa de inflação recuou, nos 20 países do euro, face aos 7,4% de abril de 2022.

Na UE, o indicador recuou, em abril, pelo sexto mês, dos 8,3% em março para 8,1% em abril, estável na comparação homóloga. Ler mais

Razão ao Supremo Tribunal ou à norma que conforma o real?

  O Supremo Tribunal de Justiça, pelo punho de Maria da Graça Trigo, negara em 2015 a uma consumidora a hipótese de substituição de um veí...