De uma cidadã
portuguesa residente em França, o “desabafo”, como diria o Conselheiro Neves
Ribeiro:
“Fui informada
por dois agentes da EMEL que o meu
carro estava bloqueado e sujeito a uma coima de 133,00
€ (cento e trinta e três euros) por considerarem que o lugar onde o estacionara seria reservado a deficientes.
Disse-lhes que
estacionara de boa-fé, por considerar que estava fora da zona reservada, e que
pagara o respectivo estacionamento (cujo título exibi).
De maneira pouco
elegante para quem fala a uma senhora [ou a quem
quer], perguntaram-me se eu via bem, porque diziam que estavam bem
visíveis duas placas, uma para cargas e descargas e outra para
deficientes.
Adiantaram ainda
no mesmo tom: “a senhora desconhece o código da estrada [que, segundo
eles, ao que percebi, diz que todo o espaço que se encontra à
esquerda da placa de deficientes é abrangido pelo sinal.
Ao que ripostei
então que desconhecia o que me estavam a dizer porque vivia há 47 anos entre a
Bélgica e a França e, circulando pelo centro
da Europa, os lugares para deficientes são delimitados de maneira bem
visível (pintura no chão a azul e
placas a assinalar o espaço reservado).
No presente
caso, havia uma placa para cargas e descargas seguida da placa para deficientes
deixando um grande espaço entre esta última e o lancil do passeio de
acesso à Loja do Cidadão. Estacionei o meu
carro junto ao lancil, tendo o cuidado de deixar um espaço suficiente para
estacionar qualquer outro carro entre o meu e o sinal para deficientes (como
pode ser visto pelas imagens registadas que me foram exibidas no
escritório da EMEL, no 1.° andar da
Loja do Cidadão, às Laranjeiras).
Alguém, a meu
lado, terá comentado, com ar provocador e insinuante, que desvalorizei
naturalmente: “se a matrícula não fosse francesa…”
Que me resta
agora?”
Só lhe resta
reclamar!
Reclame,
reclame, reclame, não se coíba…
Tem 15 dias
úteis para o fazer!
Não deixe os
seus réditos por mãos alheias!