Mais de dez anos após a queda do BES, o advogado Nuno da Silva Vieira, que representa mais de 1800 vítimas, acusa o Ministério Público de ignorar as vítimas e avisa que, se o processo-crime não garantir compensações, o Estado português poderá vir a ser responsabilizado.
Nuno da Silva Vieira representa mais de 1800 vítimas e acusa a justiça portuguesa e o Ministério Público de ignorarem quem perdeu as poupanças de uma vida. Diz que 70% dos seus clientes ainda não receberam qualquer indemnização, lembra que mais de 150 já morreram sem ver o processo concluído e avisa: se a sentença não garantir reparação às vítimas, o Estado português poderá vir a ser responsabilizado.
Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o advogado defende os seus clientes enquanto “únicos credores legitimados” no processo-crime, critica a tentativa de esvaziar o estatuto de vítima e lembra que a justiça não se fará apenas com eventuais condenações criminais. “Os meus clientes não querem ninguém preso. Querem ser compensados pelas suas perdas”, afirma. Entre acusações duras ao Ministério Público, referências a casos humanos dramáticos e a possibilidade de acordos com arguidos, Nuno da Silva Vieira garante que não deixará os lesados fora da decisão final: “Se não for em Portugal, será noutra instância.” Ler mais

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