quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mau tempo: Petição apela à suspensão de cobranças da luz, água e telecomunicações por seis meses

 

Uma leiriense emigrada na Bélgica decidiu arregaçar as mangas e tentar, à distância, ajudar pois a “catástrofe também atingiu” a sua família que, estando bem de saúde, sofreu danos na casa, que ficou sem parte do telhado e janelas. 

Uma semana após a passagem da depressão Kristin em Portugal continental foi lançada uma petição que apela à suspensão de cobranças relativas a serviços essenciais a residentes e empresas afetadas por um período de seis meses.

O pedido de “Isenção de Cobranças e Perdão de Dívida por um Período de 6 Meses a Residentes e Empresas da Zona Centro Afetados pela Tempestade Kirstin” é dirigido ao Estado português, Segurança Social, às empresas de telecomunicações Vodafone, MEO, NOS, à EDP, à Águas de Portugal, à Galp energias, Endesa e outras. Ler mais

 

Nos 40 anos da ‘Lei Penal do Consumo’…

 


Perfez 40 anos em 20 de Janeiro pretérito a Lei dos Crimes contra a Economia.

Claro que há que considerar que – ante as transformações por que passou o comércio jurídico – se acha amplamente ultrapassada.

Que crimes se acham nela tipificados?

“Grosso modo”, na tipologia de crimes contra a economia, os que se enunciam (e nem todos têm uma íntima conexão fornecedor / consumidor, como facilmente se alcançará):

. Abate clandestino, fraude sobre mercadorias, contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios e aditivos alimentares, contra a genuinidade, qualidade ou composição de alimentos destinados a animais, o açambarcamento, a exportação ilícita de bens, a especulação, a fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, a fraude na obtenção de crédito. Ler mais

Nos 40 anos da ‘Lei Penal do Consumo’...


Perfez 40 anos em 20 de Janeiro pretérito a Lei dos Crimes contra a  Economia.

Claro que há que considerar que - ante as transformações por que passou o comércio jurídico - se acha amplamente ultrapassada.

Que crimes se acham nela tipificados?

“Grosso modo”, na tipologia de crimes contra a economia, os que se enunciam (e nem todos têm uma íntima conexão fornecedor / consumidor, como facilmente se alcançará):

. Abate clandestino, fraude sobre mercadorias, contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios e aditivos alimentares, contra a genuinidade, qualidade ou composição de alimentos destinados a animais, o açambarcamento, a exportação ilícita de bens, a especulação, a fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, a fraude na obtenção de crédito.

As tecnologias da informação aplicadas ao consumo transfiguraram o fácies do ordenamento.

E a lei não foi de par com o que de novo ia surgindo. O que é típico: o legislador anda sempre atrasado ante a dinâmica social.

Fenómenos, alguns não tão recentes, como os das fraudes no domínio da segurança alimentar, os padrões obscuros, a precificação personalizada, o bloqueio geográfico (o ‘geoblocking’ e o ‘geopricing’),  a reduflação, a obsolescência programada, o branqueamento ecológico, a recusa de acesso aos bens disponíveis, para só citar alguns, não são hoje contemplados com o gravame que daí resulta e a impunidade que cresce sempre que tais comportamentos desviantes se insinuam na comunidade e atingem os seus nefastos objectivos.

Em 40 anos operaram-se transformações significativas em detrimento da mole imensa de consumidores e nada se fez para que o ordenamento jurídico acompanhasse a evolução dos métodos que ferem bens, interesses ou valores jurídicos fundamentais, como esses que estão em causa.

Como expressão de padrões obscuros que no plano europeu se pretende afrontar, já que a omissão legislativa é comprometedora, os que seguem (e que por limitação de espaço não nos proporemos definir) e para os quais, apesar da gravidade que encerram, não comportam hoje em dia qualquer sanção:

. Entrada furtiva no cesto de compras, tácticas de confirmação, continuidade forçada, Motel Roach (fácil entrar numa dada situação, difícil ou impossível sair dela), custos ocultos, concessão inadvertida de permissões, questões enganadoras ou falaciosas, isco e troca, desvio de direcção, anúncios dissimulados ou disfarçados,”shadow banning” (banidos na sombra?) em que se ofuscam os que se supõem visíveis quando os segregam e escondem dos mais, ofuscação ou obnubilamento através de linguagem técnica elaborada, inacessível, partilha de dados submersa ou enterrada, recolha disfarçada de ‘feedback’, ‘spam’ de amigos, ‘scroll jacking’ (sem tradução ainda, mas que consiste em desviar a intenção de deslocação do utente pela página ou pelo sistema, impossibilitando a sua livre circulação com a frustração daí adveniente, assinatura com preços dinâmicos, amplificação algorítmica obscura, fadiga da decisão (em que se quebra o consumidor pelo cansaço).

Talvez alguns dos comportamentos típicos enunciados não careçam de penas detentivas ou privativas de liberdade (prisão), antes de sanções pecuniárias como contra-ordenações económicas muito graves no quadro das práticas negociais enganosas ou agressivas.

Mas há que ponderar conduta a conduta para que a sanção aplicável seja adequada, dissuasiva e proporcionada.

Quarenta anos a ignorar o que se passa em redor do mundo dos negócios e dos diferentes segmentos do mercado do consumo é cegueira desmedida!

Que o legislador emende a mão e se apresse em oferecer ao mercado um Código Penal do Consumo, fora do das ofensas convencionais ao ordenamento e às pessoas.

 

Mário Frota

Presidente emérito da apDC - DIREITO DO CONSUMO -, Portugal

Mau tempo: SMAS de Leiria pedem uso racional de água para conseguir restaurar abastecimento

 

“Apelo às pessoas para terem um uso racional de água, dado que não conseguimos ainda restaurar a rede de distribuição de água em permanência e era importante que as pessoas tivessem um uso racional e ajustado ao seu consumo mínimo de água, para que se pudesse, de alguma forma, restabelecer os níveis de restauro em todo o concelho, para que todas as pessoas possam usar”, declarou à agência Lusa o administrador-delegado dos SMAS, Ricardo Gomes.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria, com cerca de 72 mil clientes, apelaram hoje ao uso racional da água, para que a empresa consiga restaurar a rede de abastecimento, afetada pela depressão Kristin.

“Apelo às pessoas para terem um uso racional de água, dado que não conseguimos ainda restaurar a rede de distribuição de água em permanência e era importante que as pessoas tivessem um uso racional e ajustado ao seu consumo mínimo de água, para que se pudesse, de alguma forma, restabelecer os níveis de restauro em todo o concelho, para que todas as pessoas possam usar”, declarou à agência Lusa o administrador-delegado dos SMAS, Ricardo Gomes. Ler mais

 

DGS pede cuidados com amianto durante limpezas após tempestade Kristin

 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparação de edifícios.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparação de edifícios.

A autoridade de saúde alerta, numa publicação nas suas redes sociais, que edifícios mais antigos, construídos antes de 2005 podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação. Ler mais

Empresas que trocaram humanos por IA no apoio ao cliente vão dar um passo atrás (ou vários)


Custos, falta de maturidade da tecnologia e regulação vão contribuir para que muitas empresas nos próximos anos reconsiderem o plano de automatizar completamente os seus serviços de apoio ao cliente. 

Nos próximos anos, muitas das empresas que usaram a inteligência artificial para poupar custos, nomeadamente trocando assistentes humanos por assistentes virtuais em serviços de apoio ao cliente, vão ser obrigadas a dar um passo atrás.

A falta de maturidade da tecnologia, que não permite alcançar resultados tão positivos quanto se esperava, os custos e a pressão regulatória para continuar a dar ao consumidor a possibilidade de falar com agentes humanos, vão ter um peso determinante neste recuo. Ler mais

 

Índia acusa WhatsApp de querer "enganar os utilizadores"

 

As práticas de recolha e partilha de dados do WhatsApp estão a ser alvo de um processo que já chegou ao Supremo Tribunal da Índia, com o juiz responsável pelo caso a afirmar que a política de privacidade da app foi feita para “enganar os utilizadores”.

O WhatsApp foi alvo de um aviso pelo Supremo Tribunal da Índia, que alertou a empresa responsável pela app de mensagens, a Meta, que não permitirá que “brinque com o direito de privacidade” dos utilizadores indianos.

Serve recordar que a Índia é o maior mercado do WhatsApp e que só neste país a plataforma de mensagens conta com mais de 500 milhões de utilizadores. Ler mais

Hoje é Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental: o que é e para que serve este aviso para os maus-tratos infantis?

  A data surge como um momento de consciencialização pública sobre um fenómeno classificado por especialistas como uma forma de maus-tratos...