sexta-feira, 5 de junho de 2026

PSU discutida a ‘contra-relógio’

Governo quer cumprir os prazos do PRR para não perder fundos europeus. Chega discorda e PS quer deixar cair trabalho social obrigatório. 

A polémica criação da Prestação Social Única (PSU) vai ser discutida no Parlamento já no dia 12 de junho, uma vez que foi pedida com caráter de urgência. A medida aprovada pelo Governo agrega 13 prestações sociais não contributivas, incluindo o Rendimento Social de Inserção e o subsídio social de desemprego e, como contempla verbas inscritas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), há datas a cumprir.

Apesar de esta medida estar orçamentada na ordem dos 500 milhões - está inserida na Simplificação e eficácia do sistema de Segurança Social - a sua não aprovação poderá pôr em causa um conjunto de três reformas estruturais (social, fiscal e energética) que valem cerca de 1,5 mil milhões de euros, na sua totalidade. Ler mais

 

Custo de vida anula ganhos salariais

 

Os rendimentos aumentaram, mas as despesas crescem mais depressa. Bastonária dos Contabilistas Certificados e economistas alertam para pressão sobre orçamentos das famílias.

O poder de compra dos portugueses tem vindo a cair a pique, apesar da subida dos salários médios. A subida do custo de vida não está a acompanhar esta tendência, como garante ao Nascer do SOL a Bastonária dos Contabilistas Certificados. E os números falam por si. A remuneração bruta mensal média por trabalhador atingiu 1. 694 euros em 2025, registando um crescimento de 5,6%, acima dos 4,7% definidos no Acordo Tripartido sobre Valorização Salarial e Crescimento Económico 2025-2028.

«De uma forma geral, os salários têm aumentado, mas não consegue fazer face a todos os aumentos do custo de vida a que temos vindo a assistir, principalmente nos últimos meses», refere a bastonária Paula Franco, lembrando que, «quando o dinheiro que se ganha não chega para pagar todas as despesas, significa que os portugueses têm menos dinheiro no bolso». Ler mais

 

Mas que enorme confusão...


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Consultório do Consumidor

Publicado no Brasil, em Ribeirão Preto (São Paulo).

 

Burlas da internet: o esquema da falsa mensagem da Segurança Social

 
As burlas estão cada vez mais elaboradas e os criminosos não param de encontrar novas formas de enganar as vítimas. O esquema que lhe mostramos hoje é mais um exemplo de como um simples momento de distração pode resultar em prejuízos significativos. Saiba como funciona esta fraude e o que deve fazer para se proteger.

Todos os dias surgem novas formas de enganar as pessoas, recorrendo aos mais variados pretextos, temas ou acontecimentos. Já vimos de tudo: a burla do “Olá Mãe/Pai”, a falsa encomenda retida, o alegado reembolso do IRS, os supostos ataques à conta bancária, as fraudes associadas ao MB WAY, os falsos avisos de corte de energia por falta de pagamento ou até esquemas em nome da Via Verde. Existem também métodos mais sofisticados, como os relacionados com a tokenização de cartões em carteiras digitais.

O resultado é sempre o mesmo: milhões de euros desviados para os criminosos e prejuízos significativos para cidadãos que foram induzidos em erro. Ler mais

 

Grande Entrevista com: Prof. MÁRIO FROTA

 


O facto de ser natural e viver no Centro do país, sente-se muito em Coimbra a disputa que há muitas vezes – não só política – entre Norte e Sul? Diferenças como o poder de compra, o custo de vida, etc…

Coimbra é para mim terra de adoção. Nasci em África e de tal origem me reclamo. É facto que em Coimbra, terra de serviços, os níveis salariais não se compaginam, p. e., com os de Lisboa e Porto. E nem sempre as políticas de preços se adequam ao poder de compra dos que aqui mourejam. Terra de serviços, nela avultavam, porém, duas grandes “indústrias”: a das “sebentas” e dos “quartos de aluguer”. À primeira, o crepúsculo com as novéis tecnologias da informação, a segunda resiste ante o escasso número de camas em residências de estudantes. Coimbra carece de “forças vivas” mais atuantes para contrabater diferenças: o amorfismo reinante reflete-se na sua capacidade reivindicativa. Perdeu o ceptro de centro de cultura por excelência. E falecem-lhe estímulos para reocupar o lugar a que faz jus.

Qual a razão e de que forma começou e se desenvolveu o seu interesse pelas questões do consumo, ao ponto de em 1989 ter fundado a Associação Portuguesa de Direito de Consumo – ainda ativa?

O propósito de tornar o direito percetível ao vulgo. Primeiro, com um consultório aos consumidores (Semanário Tempo, 1980). Com espúrias reações da Ordem dos Advogados que nos moveu um processo. Por pretender que o Direito era monopólio seu. O que causou a maior repulsa a doutos jurisconsultos como Ferrer Correia, Eduardo Correia, Pereira Coelho, Mota Pinto… Os abusos cometidos pela banca reclamavam firme intervenção. Com o alto patrocínio de Jacques Delors, promovemos, em Coimbra, em 1988, o Congresso Europeu «Das Condições Gerais dos Contratos / Cláusulas Abusivas»: um verdadeiro Congresso Mundial (32 países, 750 participantes). Uma pedrada no charco. Criámos então a AIDC – Associação Internacional de Direito do Consumo. Quarenta e cinco anos depois, prossegue o combate às iniquidades com que o mercado nos fustiga. “O medo guarda a vinha”: daí que esta intervenção contínua constitua decerto meio de prevenção geral suscetível de sofrear os atropelos que se abatem gritantemente sobre todos. Ler mais

Mas que palavrão a recobrir a realidade: reduflação é roubo na quantidade...



 

E se o carro avariar...

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