quarta-feira, 18 de junho de 2025

Comissão Europeia leva Portugal a tribunal por falhas na luta contra o terrorismo online

Além de Portigal, Bruxelas vai levar também a Bulgária e a Irlanda ao Tribunal de Justiça da União Europeia por falharem no cumprimento das obrigações contra a disseminação de conteúdo terrorista online. 

Em comunicado, o executivo comunitário avança que Portugal, Bulgária e Irlanda falharam no cumprimento de algumas das obrigações do regulamento contra conteúdo terrorista online, que começou a ser aplicada a partir de 7 de junho de 2022.

A Comissão Europeia lembra que as regras estipulam que as plataformas online têm de remover conteúdo de carácter terrorista em uma hora após serem notificadas pelas autoridades dos Estados-membros.

De acordo com Bruxelas, os três países visados não cumpriram obrigações como designar uma autoridade responsável por assegurar o cumprimento das regras, assim como notificar a Comissão acerca destas autoridades. Ler mais

 

40 mil câmaras de vigilância sem proteções de segurança expõem vida privada na Internet

 

O crescimento da adoção de câmaras de vigilância coloca em causa a privacidade e segurança dos equipamentos. E mais de 40 mil estão expostas devido à falta de proteções dos equipamentos. 

As câmaras de vigilância sempre foram úteis para as empresas protegerem os seus espaços, mas a tecnologia tem sido cada vez mais adotada por particulares, para dar mais segurança às suas casas. O problema é que em vez de proteção, muitas câmaras podem significar o perigo de expor os utilizadores na internet. Sobretudo nos modelos ligados e controlados através da internet.

A Bitsight, empresa especialista em cibersegurança, diz que encontrou cerca de 40 mil câmaras expostas a transmitir ao vivo para a internet. As câmaras não tinham passwords nem qualquer proteção, expondo a vida dos utilizadores. A empresa diz que já tinha alertado para o caso em 2023, mas que a situação não se alterou desde então.

A empresa diz que estas câmaras, que foram criadas para segurança e conveniência, “tornaram-se inadvertidamente janelas públicas para os espaços sensíveis, muitas vezes sem os seus proprietários saberem”. O problema, levanta a empresa, é a facilidade com que qualquer pessoa ou organização pode comprar este tipo de equipamentos, ligá-la e começar a transmitir as imagens com uma configuração mínima, o que considera um perigo permanente. Ler mais

 

O pântano dos preços e os preços num pântano


Um preço na gôndola, outro na caixa. Com prejuízo para quem? Será preciso dar a resposta?

Falaciosamente, o director-geral da Associação Portuguesa das Empresas da Distribuição Alimentar afirmara, em tempos, que em 70% dos casos tais diferenças beneficiavam o consumidor…

É imperioso que em Portugal os senhores da Grande Distribuição não tomem os consumidores por “trouxas” e não zombem da passividade dos que alvos de inenarráveis fraudes no mercado se mantêm silenciosos.

Curial será que tratem com dignidade quem lhes dá o pão de uma forma em geral desproporcionada…

Tantas as situações, tamanho o desaforo.

Aliás, nem é só na Grande Distribuição. Ler mais

 

Cash as a Constitutional Right: Why Switzerland Is Moving to Guarantee the Use of Cash

 

In a striking move, Swiss lawmakers have voted to support enshrining the right to use cash in the nation's constitution—a significant stance as digital payments gain ground.

This decision follows a referendum initiative led by the Swiss Liberty Movement, which garnered over 100,000 signatures, underscoring growing public sentiment that physical money remains essential.

Though mobile payments have overtaken all other methods—now accounting for 30.7% of transactions, compared to cash at 24.2%—the move reflects a deeper concern than mere payment preferences.

As the government acknowledged in its counterproposal, cash retains "major importance for the economy and society." The symbolic and practical implications are clear: cash embodies autonomy, accessibility, and resilience. (...)

Sweden Reverses Course: Cash Returns as a Matter of Survival, Inclusion and Security

 Sweden, once celebrated as the world’s frontrunner in going cashless, is now taking legal steps to safeguard the role of cash in society. Policymakers and the central bank have come to see that physical money is a vital tool for social inclusion and national security.

In its response to the government’s Cash Inquiry, the Swedish Central Bank (Riksbank) has called for urgent legislation to guarantee that everyone can continue to pay in cash.

Governor Erik Thedéen put it plainly: “People should always be able to pay for food, healthcare and medicines both digitally and with cash. The increasingly turbulent global situation, increased cyber attacks and also the major power outages in southern Europe show the importance of being able to make payments even when the internet is down.” (...)

O pântano dos preços e os preços num pântano


Um preço na gôndola, outro na caixa. Com prejuízo para quem? Será preciso dar a resposta?

Falaciosamente, o director-geral da Associação Portuguesa das Empresas da Distribuição Alimentar afirmara, em tempos, que em 70% dos casos tais diferenças beneficiavam o consumidor…

É imperioso que em Portugal os senhores da Grande Distribuição não tomem os consumidores por “trouxas” e não zombem da passividade dos que alvos de inenarráveis fraudes no mercado se mantêm silenciosos.

Curial será que tratem com dignidade quem lhes dá o pão de uma forma em geral desproporcionada…

Tantas as situações, tamanho o desaforo.

Aliás, nem é só na Grande Distribuição.

Os Serviços também não escapam e os financeiros com particular expressão. Aliás, os lucros da banca e das sociedades financeiras de aquisições a crédito revelam-no exuberantemente.

Recordam-se das concertações das comissões entre instituições de crédito, com a Caixa-Geral de Depósitos (o banco do povo, mas de que povo, afinal?) à cabeça?

E em que, de resto, tudo levar a crer, sobrevirá a prescrição das coimas em montante de 325 milhões? Incentivos a que a actividade criminosa da usura prossiga… impunemente!

Portugal só foi gigantesco fora! Foi-o na construção do Brasil, que deu ao mundo. Foi-o nas civilizações que criou sobretudo em dois dos colossos africanos, Angola e Moçambique. Mas mesquinho na forma como os abandonou à sua sorte, negando-se a descolonizar, como lhe cumpriria, segundo os cânones do direito internacional. Nos crimes contra a humanidade que por acção e omissão ali cometeu e permitiu se cometessem com reflexos no cenário internacional. Com um milhão, se não mais, de exilados e as misérias que urdiu.

Portugal, na austera, mísera e mesquinha condição que oferece aos que se encaixam no rectângulo e nas adjacências, nega as suas tradições e a submissão aos cânones da dignidade humana e aos direitos fundamentais dos consumidores consignados em Carta.

E continua a suportar posições de preponderância no mercado de certos grupos em detrimento do interesse geral sem se preocupar em lhes cortar de modo adequado as garras.

É o que ocorre com os serviços públicos essenciais e com a energia e as comunicações electrónicas em particular.

Com os preços elevadíssimos, sem confronto no clube dos ricos a que o País pertence (com outros pobres à mistura oriundos da concelebrada Cortina de Ferro).

Mas o Estado também se locupleta com os impostos, as taxas e mais encargos (de todo desmesurados) nos serviços públicos essenciais.

Já alguém se questionou quanto não ganha o Estado, que assiste à festa com o Presidente engalanado com um avental para as tarefas de selecção dos bens, com o Banco Alimentar contra a Fome, mediante o IVA sobre tais produtos?

E o que não ganham as cadeias de super e hipermercados, em acréscimo, com o movimento de forçada solidariedade porque a pobreza aumenta e o Estado não cumpre as suas funções assistenciais apesar do incremento dos impostos a que se assistiu até então e em que foram exímios os governos anteriores?

Alguém reflecte nisto? E em modelos alternativos, que os há com maior proveito e eficácia?

Entra-se no Centro Comercial Vasco da Gaia e as lojas que por ali proliferam não cumprem as leis dos preços. Pretende-se saber o preço dos artigos expostos nas vitrinas exteriores e não se consegue.

Há produtos não marcados, visibilidade nenhuma dos preços em homenagem ao princípio da transparência.

A transparência no digital também foi mandada às urtigas e nem sequer sabemos se as iniciativas em marcha em ordem a um eventual Regulamento da Equidade Digital suprirão o que hoje é clamorosa omissão e flanco aberto às mais ominosas afrontas ao estatuto do consumidor.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, com efectivos esmagados à exaustão, não consegue dar conta do recado.

E parece que ninguém se apercebe disso.

Veja-se o que se passa com a segurança alimentar em “estabelecimentos” clandestinos de “restauração”, o que ocorre com a Lei dos Preços que é desconsiderada a cada passo, o que sucede com a vertiginosa especulação a que se assiste sem quebra nos “lugares de maior respeitabilidade”…

 

Que o Senhor dos Aflitos nos acuda enquanto não aparecer um Santo protector dos consumidores, que bem carecemos de especial tutela!

Na mitologia grega Hermes era o deus dos ladrões: apontado de análogo modo como o deus do comércio, da riqueza, dos viajantes…

Carecemos instantemente de um enérgico patrono dos consumidores agora que, na esteira dos anteriores governos, a ausência de política de consumidores se “amandou” para um restrito vão de escada da rua da Horta Seca, sede da economia e outros terrores, onde quem paga a factura toda nem dignidade de secretaria de estado tem…

 

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – Direito do Consumo – Portugal.

Diário de 18-6-2025

 


Diário da República n.º 116/2025, Série I de 2025-06-18

Região Autónoma dos Açores - Presidência do Governo

Regulamenta o sistema de incentivos, denominado Voucher Incubação, que se destina a promover o empreendedorismo e a inovação na Região Autónoma dos Açores, através do apoio a empresas incubadas.

Barragens portuguesas em “risco” mas “preparadas”, diz ex-bastonário dos Engenheiros. Que zonas correm maior risco de cheias?

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