quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Bancos portugueses entre os que mais ganham com subida das taxas de juro

 


Bancos portugueses, gregos e irlandeses são os que estão a ganhar mais com o aumento das taxas de juro: recebem mais nos empréstimos da casa e pagam menos nos depósitos do que os outros. 

 Os bancos portugueses estão entre os que mais estão a ganhar com a subida das taxas de juro, sendo inclusivamente aqueles em que a margem financeira mais subiu no primeiro semestre do ano, de acordo com um relatório divulgado esta quarta-feira pela agência DBRS Morninstar.

A margem financeira – que corresponde em grande medida à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos – dos bancos portugueses aumentou cerca de 45% na primeira metade do ano, a maior subida em comparação com os bancos europeus, como o ECO já tinha dado conta. Ler mais

Sociedade de Consumo: Por uma cultura da informação

 


Em país avesso a uma cultura da informação, surpreendem-nos os dados de um recente estudo acerca da “literacia” dos consumidores, com a chancela da Universidade Nova, algo que à generalidade das gentes terá naturalmente escapado…

Ao arrepio do que a Comissão Europeia vem revelando, Portugal “desfruta de um lugar ao sol” neste horizonte baço que vem toldando o nosso quotidiano.

Cerca de 70% dos consumidores, conclui o estranho estudo, afirmam achar-se convenientemente informados dos direitos que preenchem o seu estatuto.

Se se considerar que temos 30% da população esmagada entre os limiares da miséria e da pobreza, ou seja, em rigor, 30% de não consumidores, bem se pode ufanar o país porque atinge o pleno: é que 70% correspondem, afinal, a 100% de consumidores. Ler mais

 

Rede social X vai começar a cobrar um dólar na Nova Zelândia e Filipinas

 

A rede social X (ex-Twitter) informou hoje que vai começar a cobrar uma taxa de um dólar por ano (0,94 euros) aos novos utilizadores na Nova Zelândia e nas Filipinas para realizar qualquer ação básica, exceto ler e seguir outras contas.

Em comunicado, a rede social de Elon Musk informou que a medida, em fase experimental, visa "reduzir as mensagens indesejadas, a manipulação na plataforma e a atividade de 'bots'", que se traduz numa aplicação de software concebido para simular ações humanas.

A partir de hoje, os serviços incluídos na taxa incluem publicar, republicar, responder e gostar, enquanto os utilizadores que não pagam só poderão seguir outras contas, ler e ver fotos e vídeos.

"Isto permitir-nos-á avaliar uma medida potencialmente poderosa para nos ajudar a combater os 'bots' e as contas inúteis na X, mantendo o acesso à plataforma em troca de uma taxa reduzida", argumentou a rede social.

Os novos utilizadores da Nova Zelândia e das Filipinas terão primeiro de verificar a conta com o número de telefone e pagar o equivalente a um dólar: 1,43 dólares neozelandeses e 42,51 pesos filipinos.

A X afirmou que vai partilhar os resultados desta medida experimental logo que possível.

O empresário Elon Musk, que adquiriu o Twitter em 2022 e o rebatizou de X em julho, tem procurado formas de aumentar as receitas da plataforma, incluindo uma taxa para assinantes 'premium' em todo o mundo, bem como para combater os 'bots'.

No entanto, Musk também fez despedimentos em massa e eliminou equipas de monitorização da desinformação, o que levou a um aumento das notícias falsas e das mensagens de ódio na rede e à consequente fuga de muitos dos seus anunciantes

 

SOCIEDADE DE CONSUMO: POR UMA CULTURA DA INFORMAÇÃO


Em país avesso a uma cultura da informação, surpreendem-nos os dados de um recente estudo acerca da “literacia” dos consumidores, com a chancela da Universidade Nova, algo que à generalidade das gentes terá naturalmente escapado…

Ao arrepio do que a Comissão Europeia vem revelando, Portugal “desfruta de um lugar ao sol” neste horizonte baço que vem toldando o nosso quotidiano.

Cerca de 70% dos consumidores, conclui o estranho estudo, afirmam achar-se convenientemente informados dos direitos que preenchem o seu estatuto.

Se se considerar que temos 30% da população esmagada entre os limiares da miséria e da pobreza, ou seja, em rigor, 30% de não consumidores, bem se pode ufanar o país porque atinge o pleno: é que 70% correspondem, afinal, a 100% de consumidores.

De entre os empresários (e responsáveis por empresas) os dados “revelados” são bem mais reconfortantes: cerca de 90% juram a pé firme que conhecem o ordenamento jurídico dos consumidores e as leis que o enformam.

A informação é direito fundamental do consumidor, di-lo a Constituição da República, no n.º 1 do seu artigo 60.

A informação tem, na Lei-Quadro de Defesa do Consumidor de 1996, em vigor, expressão num dos seus artigos (o 7.º):

E, no entanto, consumidores e contribuintes, que garantem o funcionamento da extensa rede de estações de radiodifusão áudio e audiovisual na órbita do Estado, não vêem consagrado no quotidiano o serviço que jamais se instituiu:

Incumbência do Estado, Regiões Autónomas e Municípios é a de  desenvolver acções e adoptar medidas tendentes à informação em geral do consumidor.

Mediante que tipo de acções?

§  Criação de serviços municipais de informação ao consumidor;

§  Criação de bases de dados e arquivos digitais, de âmbito nacional, para difusão de informação geral e específica, tanto de acesso restrito  aos serviços como de acesso incondicionado, dirigidos em geral  ao consumidor (de modo descodificado)

§  Subvenção de acções e campanhas de informação desencadeadas pelas associações de consumidores autênticas, autónomas e genuínas.

O serviço público de rádio e de televisão deve reservar espaços, em termos que a lei definirá, para a promoção dos interesses e direitos do consumidor.”

O Estado (a Administração), aos costumes, diz invariavelmente: “nada”!

E, desde a primeira das leis, adoptada não em 1974, mas em 1981, 42 anos depois, o artigo de que se trata é autêntica “LETRA MORTA”!

Já o que rege a informação em particular (o 8.º) permanece, quantas vezes, omisso, tal o descaso verificado neste particular:

“O fornecedor de bens como o de serviços deve, tanto nos preliminares como na celebração do contrato, informar de modo claro, objectivo  e adequado o consumidor …, nomeadamente sobre características, composição e preço do bem ou serviço, bem como sobre o período de vigência do contrato, garantias, prazos de entrega e assistência após o negócio jurídico e consequências do não pagamento do preço do bem ou serviço.”

§  Se ocorrer ausência de informação, informação insuficiente, ilegível ou ambígua que comprometa a utilização adequada do bem ou do serviço, o consumidor goza do direito de retractação do contrato relativo à sua aquisição ou prestação, no prazo de sete dias úteis a contar da data de recepção do bem ou do [início] da prestação de serviços.

 

§  O fornecedor de bens ou de serviços que viole o dever de informar responde pelos danos que causar ao consumidor, sendo solidariamente responsáveis os demais intervenientes na cadeia da produção à distribuição que hajam violado igualmente o dever de informação.

O incumprimento do dever de informação sobre as consequências do não pagamento do preço do bem ou serviço determina a responsabilidade do fornecedor pelo pagamento das custas processuais devidas pela cobrança do crédito.

Claro que este triste estado de coisas se arrasta desde sempre com o criminoso descaso dos sucessivos governos e administrações.

Até quando?

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

Alojamento Local com "recorde de reservas e ocupação" no verão

 GuestReady registou quase 35 mil reservas entre junho e setembro. 

A GuestReady, empresa do setor do Alojamento Local (AL), anunciou esta quarta-feira que registou um número "recorde de reservas e ocupação" no verão, com quase 35 mil reservas entre junho e setembro. 

Em comunicado, a empresa explica que este valor "equivale a mais 10 mil reservas do que o verificado em igual período do ano passado".

"Nestes quatro meses considerados de época alta, este crescente número de reservas foi impulsionado pelo crescimento do portfólio de propriedades de AL da GuestReady, tendo a empresa alcançado uma taxa média de ocupação de 1 de junho a 30 de setembro de quase 90% nos mais de 1.300 AL geridos pelo país", pode ler-se. 

E mais: "Em média, o turista em Portugal ficou hospedado em AL de três a quatro noites, com as cidades de Lisboa, Porto e Madeira a registar a maior procura, e com setembro a tornar-se cada vez mais num outro período de grande preferência dos visitantes".

O perfil do turista mais comum foi um casal que viaja sem crianças, o que está relacionado com a tipologia da maioria das propriedades em AL (apartamentos T0 e T1), e a nacionalidade mais recorrente foi a espanhola (17%).

Os restantes turistas que mais reservaram em AL foram franceses (14%), portugueses (13%), alemães (8%), ingleses (7%) e norte-americanos (6%).

Dívida tarifária mais do que duplica para 1.995 ME em 2024

 

A dívida tarifária vai mais do que duplicar em 2024 face a 2023, de 879 para 1.995 milhões de euros, mas a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos recusa uma menor sustentabilidade do setor elétrico a médio prazo.

 dívida tarifária vai mais do que duplicar em 2024 face a 2023, de 879 para 1.995 milhões de euros, mas a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) recusa uma menor sustentabilidade do setor elétrico a médio prazo.

“[…] a geração de nova dívida tarifária em 2024 não refletirá, contudo, uma menor sustentabilidade do setor elétrico a médio prazo”, sustenta o regulador na Proposta de Tarifas e Preços para a Energia Elétrica para o próximo ano, divulgada ao final da noite de segunda-feira. Ler mais

 

Media Partnership: The Spanish presidency and the future of European Digitalization

 


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Spain is part of D9+, the group of European countries leading a new economic model with impact in multiple sectors. We are the seventh country in the European Union in the Digital Economy and Society Index (DESI), ahead of the major European economies.

And the time is now. The digital economy has a real impact on the Spanish GDP: it accounted for 22% in 2022 and, with a joint effort, it can reach 40% in 2030. Spain has strengths and characteristics to lead the European digital transformation during its Presidency of the Council of the European Union.

The 2020s are the European Commission's Digital Decade, with ambitious targets in four areas to accelerate progress in skills, government, infrastructures and business. Achieving the Digital Decade goals could unlock over €2.8 trillion in economic value, equivalent to 21% of the EU’s current economy, and a majority (55%) of this potential economic value is reliant on cloud computing.

This event wants to share the experience from best-in-class organizations in Spain, using emerging digital technologies like the cloud, generative AI or smart algorithms to innovate key industries, from Tourism and E-Commerce to Banking and Energy. This initiative tends to be a business and political landmark within the agenda of activities for the Spanish Presidency and a space to generate ideas and proposals for the next European elections

Direto ao Consumo - Rádio Valor Local

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