terça-feira, 12 de setembro de 2023
Gémeos digitais
A conceção do gémeo digital surge em 2002, quando Michael Grieves, engenheiro de computação, palestrava com John Vickers, diretor de tecnologia da Nasa, na Universidade de Michigan, sobre a probabilidade de serem concebidas representações digitais dos sistemas físicos, dotadas de individualidade soberana.
Em 2018, a consultora Gartner posicionou os digital twins como uma das 10 tendências tecnológicas do ano. Acresce que a KPMG e a Deloitte, nos seus relatórios sobre a indústria 4.0, em 2017, adiantavam para estas tecnologias vantagens empresariais de relevo, graças à possibilidade das organizações poderem identificar, de forma preventiva, os seus problemas e, em consequência, atuarem rapidamente e em tempo real. Com efeito, os gémeos digitais podem identificar qualquer problema prospetivo, em ligação direta com os humanos. Complementarmente, como são capazes de trabalhar de forma independente, graças ao facto de disporem de habilidade e capacidade para investigar um acontecimento, têm potencialidades para apresentar soluções adequadas e otimizadas e desencadear as correspondentes ações operativas, impulsionadas agora por soluções de inteligência artificial e algoritmos. Acresce que, nas empresas que investirem nesta tecnologia, a empresa de consultoria JDC identificou, em 2018, uma melhoria de 30% nos processos críticos das organizações empresariais.
A generalidade das empresas ainda segue o modelo tradicional em que a qualidade dos produtos só é verificada quando tudo está pronto para ser testado. Com os gémeos digitais as indústrias podem usar dados para simular testes, mesmo antes de o produto ser fabricado. Em consequência, o tempo de produção decresce e o produto pode ser lançado no mercado com mais rapidez, o que diminui os custos operacionais e os riscos de produção: tudo isto, sem gasto material, tempo ou dinheiro. Esta tecnologia tem uma aplicação tão abrangente, ao ponto de incluir no seu perímetro cópias de produtos, processos ou equipamentos, viabilizando, deste modo, a progressão dos processos fabris e a minimização dos custos com protótipos. O gémeo digital é concebido e desenvolvido para ter um comportamento idêntico ao seu parente real e, devido à interconetividade e interoperatividade, é abastecido com dados do seu congénere real, graças à sua capacidade de simulação das condições reais do desempenho e funcionalidade de um objeto. Em consequência, quanto mais dados e informações tiver a empresa, mais facilmente consegue desenvolver um protótipo digital mais robusto e representativo. A expansão desta ferramenta está estritamente ligada ao conceito de indústria 4.0, que, ao integrar sistemas ciber-físicos, consegue, através de sensores e câmaras de alta-definição, monitorizar equipamentos associados a plataformas da internet das coisas, e também coletar e agregar dados de desempenho do equipamentos em tempo real, assumindo-se, deste modo, como uma versão em tudo idêntica à física, mas digital.
Inclusivamente, o génio digital pode controlar remotamente o seu génio real, gerando informações de negócios que permitem potenciar a obtenção de resultados empresariais expressivos. O gémeo digital é construído com recurso a meios e tecnologias digitais, computacionais e informacionais, identificando-se como um modelo virtual do espaço, do edifício construído ou planeado, bem como do produto, permitindo relações e trocas informacionais entre os objetos.
Atualmente, é fácil encontrar gémeos digitais em múltiplas áreas: no design industrial, na indústria aeroespacial, no ramo automóvel e urbanismo (em particular nas smart cities), etc. Os feedbacks estabelecidos entre os gémeos, com recurso à domótica, definida como a integração de mecanismos automáticos num determinado espaço, possibilitam que o gémeo real possa ser operado e transformado remotamente. Ao mesmo tempo, com recurso a sensores, câmaras de alta-definição e IoT, o gémeo digital pode ser monitorizado à distância e repercutir, em tempo real, as transformações ocorridas no génio real, antecipando assim falhas e ineficiências.
Como exemplo, empresas como Rolls-Royce, a MARS e a Bayer (entre outras), já utilizam, neste momento, esta técnica disruptiva para, de forma específica, melhorar a eficiência dos motores dos aviões, automatizar a cadeia de abastecimento e criar fábricas virtuais, depreendendo-se assim que a tecnologia dos gémeos digitais é enquadrável perfeitamente no padrão de indústria 4.0, por exigir uma transformação digital da empresa, viabilizando desta maneira enfrentar de, forma competitiva, os seguintes desafios: monitorizar e digitalizar em massa os processos de fabrico, multiplicar a capacidade dos sistemas de armazenamento, e proporcionar a gestão de múltiplas cópias digitais de forma concomitante, gerando, por consequência, uma maior capacidade para avaliar os diferentes cenarizações alternativas. Brevemente, segundo Gartner, metade das empresas industriais utilizará gémeos digitais, ambiente que prevê um aumento de 10% da sua eficiência operacional.
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Diário de 11-9-2023
Diário da República n.º 176/2023, Série I de 2023-09-11
Caducidade do processo relativo à apreciação parlamentar n.º 2/XV, ao Decreto-Lei n.º 50-A/2022, de 25 de julho, que «Estabelece o regime remuneratório do trabalho suplementar realizado por médicos em serviços de urgência»
Define o capital mínimo e as demais condições mínimas do seguro de responsabilidade civil perante terceiros previsto no artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 16/2019, de 22 de janeiro, e o limite do direito de regresso do Estado, nos termos previstos no artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 16/2019, de 22 de janeiro
Onde não tem banco, tem Pix: sistema já promoveu a inclusão financeira de 71 milhões de brasileiros
Modalidade, criada em 2020, é mais forte no Norte e Nordeste, onde há menos agências, mostra estudo do Banco Central
Onde não há banco, tem Pix.
Estudo do Banco Central (BC) mostra que o método de transferência
eletrônica criado em 2020 vem contribuindo para a inclusão financeira
dos brasileiros — foram 71 milhões de pessoas até dezembro de 2022.
Apesar de sua relevância em todas as regiões do país, estados com menos
agências bancárias são os que têm mais transações pelo método de
pagamento instantâneo. Ler mais
Um dos melhores tintos do mundo está com 70% de desconto no Continente
O Escadaria Maior destacou-se na edição de 2023 do Concurso de Bruxelas. Custa menos de 5 euros.
O Concurso Mundial de Bruxelas é um dos eventos enológicos mais respeitados da Europa. Em quatro sessões distintas, pessoas de todo o mundo provam os vinhos em competição e avaliam-nos de acordo com as suas especificidades. “O processo de degustação assegura aos consumidores que podem comprar vinhos premiados com confiança”, lê-se no site.
Em maio, durante uma prova realizada em Poreč, na Croácia,
realizou-se a trigésima edição deste certame. Provados mais de 7500
tintos e brancos, de quase 50 países, Portugal foi reconhecido com 337
medalhas de um total de 900 referências enviadas para avaliação na
prestigiada mostra. Ler mais
Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses
A taxa Euribor subiu hoje a três e a seis meses e desceu a 12 meses face a sexta-feira.
A taxa Euribor a 12 meses, atualmente a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje para 4,081%, menos 0,005 pontos que na sexta-feira, depois de ter subido até 4,193% em 07 de julho, um novo máximo desde novembro de 2008.
Segundo dados do Banco de Portugal referentes a julho de 2023, a Euribor a 12 meses representava 39,4% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representavam 35,1% e 23,0%, respetivamente.
Consumidores devem confirmar símbolo “Volta” quando pagam caução pelas embalagens
“Durante o período de transição, que decorre até 09 de agosto, coexistem embalagens com e sem símbolo ‘Volta’. Apenas as embalagens com ...
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Com tempos de espera superiores a cinco horas no controlo de passaportes, muitas malas permanecem na zona de recolha enquanto os passage...
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Ter-se-á alguém dado conta de que as facturas das comunicações electrónicas vinham muito “apimentadas” tanto pelo débito de chamadas não e...










