sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A mais de uma hora do socorro do INEM: milhares de portugueses vivem além do tempo crítico para chegar às urgências

 Cerca de 470 mil pessoas residem a mais de 45 minutos de uma urgência hospitalar, enquanto quase 1,6 milhões de portugueses vivem a 30 minutos ou mais destes serviços

Em Melgaço, concelho raiano com a Galiza e com cerca de 7.500 habitantes, metade dos quais com mais de 65 anos, o acesso a cuidados de emergência pode significar mais de uma hora de viagem. As urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas mais próximas ficam em Viana do Castelo, a cerca de 100 quilómetros do centro da vila, num percurso que ultrapassa facilmente os 60 minutos. Considerando as várias freguesias do concelho, o tempo médio até às urgências sobe para 1h20, um dos piores registos do país. “O tempo é a diferença entre a vida e o fim dela”, resume o presidente da câmara, José Albano Domingues, citado pelo jornal ‘Expresso’.

O caso de Melgaço ilustra uma realidade mais vasta. No continente, cerca de 132 mil pessoas vivem em concelhos que estão, em média, a mais de uma hora de carro de uma urgência polivalente ou médico-cirúrgica, ultrapassando o limite máximo de 60 minutos definido na reorganização da rede de urgências de 2014. Embora representem apenas 1,3% da população, estes números expõem desigualdades territoriais persistentes no acesso ao socorro em situações críticas. Ler mais

 

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