quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Dar a pata a vítimas de violência doméstica. Um gesto simples, mas transformador. Em Braga parte da recuperação é com animais


A Cáritas Braga lançou um projeto-piloto que convoca a presença dos animais como ponte de afeto no caminho de reconstrução de vítimas de violência doméstica. 

No contacto com um cão treinado, os olhares cautelosos e silêncios ainda marcados pela hipervigilância, dão lugar a brechas de confiança. Onde antes havia medo, agora suaviza-se a ansiedade, devolve-se o fôlego ao diálogo e oferece-se, por vezes, o primeiro vislumbre de segurança real.

A iniciativa, que decorre em parceria com as associações Animal Resort e Santuário Animal, tem como foco principal utilizar a interação com animais como facilitador afetivo e de confiança no percurso de recuperação das vítimas. Ler mais

“Bola está do lado do Governo”: Parlamento vota reforço do lay-off com apoio alargado da oposição

 

O Parlamento debate esta quarta-feira propostas para garantir o pagamento de 100% do salário líquido aos trabalhadores em lay-off devido às recentes intempéries. O Governo avisa que a alteração viola a “lei travão” ao aumentar a despesa prevista no Orçamento. 

O Parlamento debate esta quarta-feira uma proposta do BE, Livre e PCP para uma apreciação parlamentar ao regime de lay-off simplificados. Os partidos à esquerda pretendem encontrar uma solução que assegure o pagamento da totalidade dos salários líquidos de todos os trabalhadores afetados pelas intempéries e já contam com apoio público do PS e Chega, com a qual o Jornal Económico (JE) também falou. 

No entanto, no entender do Governo, forçar o lay-off simplificado a 100% no Parlamento viola a lei travão. Ler mais 

Pode trocar garrafas e latas por 10 cêntimos em abril. Saiba como vai funcionar

 


O presidente do Sistema de Depósito e Reembolso explica como é que este vai funcionar: onde poderão ser devolvidas as embalagens, em que estado e como se recebe o dinheiro de volta. Ler mais

Custos ‘baixotes’, português arremessado para os caixotes


 Todos os documentos emanados da Flixbus, empresa de transportes rodoviários pretensamente de baixos custos, são em inglês.

A empresa está instalada em território nacional e comunica como se estivesse numa possessão britânica.

Até as facturas são em inglês.

E todos parece adoptarem uma atitude passiva em relação a fenómeno tão avesso à língua pátria.

Lei-Quadro de Defesa do Consumidor:

“ A informação ao consumidor é prestada em língua portuguesa.”

Para que se saiba, o DL 238/86, de 19 de Agosto, reza sucessivamente:

§  As informações sobre a natureza, características e garantias de bens ou serviços oferecidos ao público no mercado nacional, quer as constantes de rótulos, embalagens, prospectos, catálogos, livros de instruções para utilização ou outros meios informativos, quer as facultadas nos locais de venda ou divulgadas por qualquer meio publicitário, deverão ser prestadas em língua portuguesa.

 §  No caso de as informações escritas se encontrarem redigidas em língua ou línguas estrangeiras aquando da venda de bens ou serviços no mercado nacional é obrigatória a sua tradução integral em língua portuguesa, devendo, conforme os casos, o texto traduzido ser aposto nos rótulos ou embalagens ou aditado aos meios informativos referidos no artigo anterior.

 §  Sem prejuízo de conterem versão em língua ou línguas estrangeiras, os contratos que tenham por objecto a venda de bens ou produtos ou a prestação de serviços no mercado interno, bem como a emissão de facturas ou recibos, deverão ser redigidos em língua portuguesa.

No que se refere às facturas, há com efeito instruções datadas de 21 de Setembro de 2017 da Autoridade Tributária que pontuam:

 [Para além do que prescreve o artigo 3.º DL 238/86…] refira-se, incidentalmente, que o art.º 26.º do Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro, esclarece que:

"Todas as informações sobre a natureza, características e garantias de bens ou serviços, oferecidos ao público no mercado nacional, quer os constantes de rótulos, embalagens, prospetos, catálogos ou livros de instruções ou outros meios informativos, quer as facultadas nos locais de venda ou divulgadas por qualquer meio publicitário têm de ser redigidas em língua portuguesa, nos termos do Decreto-Lei n.º 238/86, de 19 de Agosto, alterado pelo Decreto-Lei n.º 42/88, de 6 de fevereiro." 

Por sua vez, determina o art.º 231 da Directiva 2006/112/CE do Conselho, de 28 de Novembro (Directiva IVA) que: "Para fins de controlo, os Estados-Membros podem exigir uma tradução, para a sua língua nacional, das facturas relativas a entregas de bens ou a prestações de serviços efectuadas no seu território, bem como das facturas recebidas pelos sujeitos passivos estabelecidos no seu território".

Em Portugal, foi entendimento já sancionado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), que as facturas devem ser processadas em língua portuguesa, sem prejuízo de, no mesmo documento, o sujeito passivo poder fazer a tradução dos seus elementos em qualquer outra língua”.

A lei comina penalidades para a inobservância de tais preceitos: contra-ordenação económica grave com uma grelha de coimas para as micro-empresas que oscilam entre 1 700 e 3 000 € e 12 000 a 24 000 € para as grandes empresas.

Seria interessante que as autoridades competentes agissem… em defesa da língua de Pessoa e das pessoas que por aqui cirandam.

 

Mário Frota

Presidente emérito da apDC - DIREITO DO CONSUMO -, Portugal

Banco de Portugal altera regras da Central de Responsabilidades de Crédito

 

Créditos vencidos acima de 100 euros passam a ter reporte obrigatório ao supervisor. O reporte será diário.

O Banco de Portugal publicou esta semana a Instrução n.º 1/2026, que altera o funcionamento da Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) e que entra em vigor nesta quarta-feira para determinados reportes nela definidos. Esta alteração surge na sequência do disposto no Decreto-Lei n.º 103/2025, de 11 de setembro, que aprova o regime da cessão e gestão de créditos bancários.

Nos termos do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RCGCB), é instituído o dever de comunicação à CRC, por parte das instituições e dos gestores de crédito, dos créditos objeto de cessão e dos elementos de informação relativos a esses créditos previstos na legislação e regulamentação aplicáveis, designadamente a informação prevista no âmbito da CRC. Ler mais

Diário de 25-2-2025

 


Diário da República n.º 39/2026, de 25 de fevereiro de 2026

Aprova o Estatuto da Pessoa Idosa.

Processo extraordinário de recuperação de pendências das juntas médicas de avaliação de incapacidade.

Deslocação do Presidente da República a África.

Deslocação do Presidente da República a Bruxelas.

Designa os presidentes dos conselhos diretivos das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, I. P.

Altera a Portaria n.º 242/2018, de 3 de setembro, que aprova o regulamento do curso de formação específico de ingresso na carreira de técnico superior especialista em orçamento e finanças públicas do Ministério das Finanças.

Altera a Portaria n.º 156/2025/1, de 7 de abril, que regula as condições para a continuação e a implementação do projeto-piloto a nível das Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), alargando-o a outras Unidades Locais de Saúde (ULS) que voluntariamente queiram integrá-lo, no período compreendido entre 1 de abril e 31 de dezembro de 2026.

Estabelece os princípios subjacentes às formas de orientação para o acesso às urgências de obstetrícia e ginecologia e as condições para a sua operacionalização, no âmbito do SNS.

Um terço dos medicamentos aprovados não chega ao mercado em Portugal

 

Cerca de um terço dos medicamentos autorizados em Portugal não chegaram ao mercado, incluindo fármacos críticos, limitando o acesso dos doentes, revela o Índex da Equidade de Acesso ao Medicamento hoje divulgado.

Lisboa, 25 fev 2026 (Lusa) — Cerca de um terço dos medicamentos autorizados em Portugal não chegaram ao mercado, incluindo fármacos críticos, limitando o acesso dos doentes, revela o Índex da Equidade de Acesso ao Medicamento hoje divulgado.

O estudo promovido pela Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde (Equalmed) mostra que “cerca de 33% das autorizações de introdução no mercado não resultaram numa comercialização efetiva, incluindo alguns medicamentos classificados como críticos, o que limita o acesso real dos doentes”. Ler mais

 

Mais de metade dos utentes morreram à espera de vaga em cuidados paliativos em 2024

  Mais de metade dos utentes referenciados para cuidados paliativos no SNS em 2024 morreram antes da admissão, mais do que nos dois anos a...