As farmácias comunitárias vão poder administrar durante este outono
as vacinas contra a covid-19 em simultâneo com a vacinação da gripe,
segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.
A Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno
2023-2024 contra a gripe e contra a covid-19 em farmácias comunitárias
entra em vigor na sexta-feira.
A portaria sublinha a importância de manter os
“elevados níveis de adesão” à vacinação contra a gripe mas também a
importância de continuar a vacinação contra a covid-19.
O diploma recorda que a vacinação contra a
gripe nas farmácias comunitárias decorreu “de forma mais rápida”,
permitindo “atingir, num período de tempo mais curto, a proteção
populacional”, além de que a distribuição geográfica e o horário de
funcionamento das farmácias comunitárias também tornam o processo de
vacinação “mais cómodo para o utente”.
Aproveitando a experiência adquirida durante a
pandemia nos centros de vacinação, “é agora intenção do Ministério da
Saúde internalizar nas suas estruturas este processo, nomeadamente, nos
centros de saúde e alargá-lo às farmácias comunitárias”, refere a
portaria assinada pelo ministro da Saúde.
Podem participar na campanha de vacinação
sazonal as farmácias comunitárias que tenham serviço de administração de
vacinas, profissionais com formação específica para administração de
vacinas e que manifestem disponibilidade para participar na campanha,
define o diploma.
“A Ordem dos Farmacêuticos colaborará com os
serviços do Ministério da Saúde na disponibilização de informação
atualizada sobre as vacinas que serão aprovadas para a Campanha de
Vacinação Sazonal do Outono-Inverno de 2023-2024”, acrescenta a
portaria.
Estas farmácias vão poder praticar um horário
mais alargado, estando a lista de aderentes disponibilizada nos sites do
SNS, da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Infarmed.
De acordo com a portaria, caberá agora à DGS
proceder à emissão das orientações técnicas que presidem ao processo de
vacinação, nomeadamente com a definição dos critérios de vacinação e dos
utentes elegíveis.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou
em maio deste ano o fim da pandemia, mas a Comissão europeia continuou a
assegurar o acesso à vacina adaptada às estirpes do coronavírus
SARS-CoV-2