Numa informação disponibilizada no seu sítio
na Internet, a Procuradoria da República da Comarca de Coimbra referiu
que o Ministério Público do Juízo Local Criminal de Coimbra apresentou a
julgamento em processo sumário, em 06 de Junho, um detido de 30 anos,
“pela prática de um crime de incêndios, explosões e outras condutas
especialmente perigosas, e de um crime de resistência e coacção sobre
funcionário”.
“O Tribunal considerou provados todos os
factos descritos na acusação, que o arguido confessou integralmente,
condenando-o na pena única de quatro anos e seis meses de prisão”,
adiantou a Procuradoria.
No dia 23 de Maio, o arguido, “munido de um
isqueiro, ateou fogo ao revestimento, composto por papel e plástico, de
um dos carros que integrava o cortejo” e, dado que esse revestimento era
de fácil combustão, “o incêndio progrediu rapidamente, tendo ardido a
parte de trás do carro, no qual eram transportados cerca de 20
estudantes universitários”.
O incêndio foi prontamente extinto devido à
“rápida intervenção dos bombeiros e do auxílio de alguns estudantes”,
esclareceu a Procuradoria.
Após ter ateado fogo ao veículo, o arguido,
que está detido preventivamente, colocou-se em fuga e, quando um agente
policial o conseguiu alcançar, molestou-o fisicamente, “causando-lhe
lesões que lhe determinaram 10 dias de incapacidade para o trabalho”.
“Intervieram, ainda, na imobilização do
arguido outros dois agentes de autoridade, a quem aquele atingiu com
pancadas para tentar evitar a acção policial”, acrescentou a
Procuradoria.
O arguido, com antecedentes criminais pela prática de diversos crimes, incluindo roubo, já cumpriu pena de prisão efectiva.
A sentença, proferida na segunda-feira, ainda não transitou em julgado.
No dia 24 de Maio, a Polícia de Segurança
Pública (PSP) anunciou ter detido um homem suspeito de ter ateado fogo,
com recurso a um isqueiro, ao carro de curso n.º 37, que integrava o
cortejo da Queima das Fitas de Coimbra.
O suspeito foi detido na Praça da República, em Coimbra, após um alerta efectuado por um estudante.
Numa nota de imprensa então divulgada, a PSP
informou que “interceptou de imediato o suspeito que, na tentativa de
evitar a detenção, reagiu de forma violenta, provocando a queda do
efectivo policial, da qual resultaram várias lesões físicas, tendo
havido necessidade de receber tratamento hospitalar”.
No decurso dos procedimentos que conduziram à
detenção do suspeito, foi necessário recorrer ao uso de gás pimenta,
devido ao “comportamento altamente violento e agressivo do homem”,
acrescentou a PSP.
Nesta detenção colaborou um elemento da Guarda Nacional Republicana fora de serviço, que se encontrava a assistir ao cortejo.