quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Seguradoras têm de pagar mais de 47 milhões pelas cheias na região de Lisboa

 

As empresas de seguros têm de pagar mais de 47 milhões de euros de indemnizações por danos causados pelas inundações em dezembro na Área Metropolitana de Lisboa, segundo um balanço provisório divulgado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Em 22 de dezembro, a entidade tinha estimado que as indemnizações a pagar por danos cobertos por contratos de seguro, em consequência das inundações ocorridas em vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), entre os dias 7 e 16 de dezembro, atingiam os 18 milhões de euros.

Segundo a APS, de acordo com os dados mais recentes de um inquérito promovido junto das empresas de seguros suas associadas, "foram registadas 10.727 participações de sinistros, pelas quais se estimam pagar indemnizações de 47,4 milhões de euros". Ler mais

O Tempora, O Mores


A ASSEMBLEIA

EM SEU ESTERTOR

HOMENAGEIA

O CONSUMIDOR…

 

Ao menos, os cidadãos-consumidores, aureolados da dignidade que se lhes reconhece, terão sido lembrados no estertor da legislatura 2015/2019, tal o teor da Resolução aprovada pelo Parlamento a 28 de Junho de 2019 e publicada, no jornal oficial, a 22 de Julho seguinte.

E o facto é que tal corresponde a sucessivas reivindicações da apDC, instituição no seio da qual nos movemos e há mais de 33 anos desenvolve formal e informalmente a sua actividade tanto intra como extra muros.

Reivindicações que mais não são do que o cumprimento de dispositivos legais que permanecem, ao longo dos tempos, autêntica e clamorosa letra morta…

Recomendações que cairão decerto em saco roto, como se advertiu, ao tempo, dado que o Governo se  despediu do País, no termo do quadriénio, de imediato.

Recomendações que visavam específicos domínios como os da formação, informação e protecção dos consumidores.

Portugal não tem sido bafejado por políticas de consumidores, como se tal fosse dispensável, quando, em particular, em momentos de crise mais se impõe haja um reforço de meios e acções em domínios como os que abarca.

Portugal dispunha, ao tempo, de um Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, no lastro do Ministério da Economia e Inovação, que se  revelara, de início, empreendedor e à procura de colmatar as brechas de toda uma legislatura. O que, é bem de ver, não foi susceptível de conseguir pela magnitude da missão, pela pluralidade de tarefas e pelo acumular de situações, sem solução, que se arrastam do passado - do dissolutor e permanentemente olvidado Governo de Sócrates (por hábil propaganda de Costa, logo que empossado, em 2015,  como primeiro-ministro) e do de obediência aos mutuantes internacionais (FMI, BCE e CE), que sensibilidade nenhuma revelou para políticas do jaez destas, ao actual, que só em Outubro de 2018 despertou para o fenómeno da política de consumidores, que sempre olvidou e ostensivamente omitiu.

No entanto, o Secretário de Estado mais não foi do que uma profunda ilusão, já que se propusera, em obediência naturalmente a uma estratégia política bem urdida e que visara silenciar os mais reivindicativos dos dirigentes associativos, tanto mais que, ‘espremido’ o que se disse ter feito, em nada se traduziu, de nada valeu.

Mas “cumpriu a missão que se lhe cometera” e foi, por isso, premiado com um lugar de destaque no Largo do Rato, surgindo como o homem do aparelho no seio do Partido no poder.

E que recomendações se aparelham na RESOLUÇÃO retromencionada?

Ei-las, na sua enunciação, da primeira à enésima:

A Assembleia da República recomenda ao Governo que:

“1 - Desenvolva campanhas institucionais de promoção dos interesses e direitos do consumidor.

2 - Promova a clarificação, junto dos cidadãos, das competências das várias entidades reguladoras, da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica e da Direcção-Geral do Consumidor, de forma simples e didáctica, sendo esta informação necessária face à complexidade existente na percepção das competências das várias entidades.

3 - Apoie as associações de defesa dos consumidores na divulgação e na formação dos consumidores.

4 - Desenvolva acções junto do serviço público de rádio e de televisão para que sejam significativamente reforçados os espaços reservados para divulgação de campanhas de informação aos consumidores.

5 - Promova campanhas institucionais de informação sempre que novos diplomas legais respeitantes aos consumidores sejam publicados.

6 - Elabore manuais explicativos dos direitos dos consumidores tendo como objectivo a sua divulgação pelas escolas e pela comunidade em geral, em linguagem acessível.

7 - Promova uma política nacional de formação de formadores e de técnicos especializados na área do consumo.

8 - Promova uma política educativa para os consumidores através da inserção nos programas e actividades escolares, bem como nas acções de educação permanente, de matérias relacionadas com o consumo e os direitos dos consumidores.

9 - Com o apoio da Direcção-Geral do Consumidor, desenvolva acções de capacitação e de informação junto das instituições da economia social, solicitando o apoio destas instituições na divulgação de informação aos consumidores.

10 - Envolva os vários ministérios, com particular relevância para os Ministérios da Economia, Administração Interna, Justiça, Educação e Trabalho e Segurança Social, na divulgação de campanhas institucionais de defesa do consumidor.

11 - Reforce as acções de fiscalização e de monitorização.”

 

Se, ao menos, tal pudesse servir de bússola para eventuais políticas no futuro, já não se daria por perdida a diligência. Mas não, reflexos nenhuns teve na acção política do Governo… Ou terá (?!).

O Governo que em 2022 emergiu, reforçado, do correspondente acto eleitoral, cedo ‘mandou às urtigas’  eventual política de consumidores.

Basta determo-nos sobre o esfarrapado fragmento de políticas do seu miserável programa.

E, com uma maioria absoluta, passa sobre brasas e remete a política de consumidores – ou a sua ausência, com maior propriedade – para um “vão de escada” do Ministério da Economia e do Mar, escondido atrás de uma ignota secretaria de Estado do turismo e do comércio, sem qualquer visibilidade e com um criminoso apagamento.

Um governo de raiz social-democrata, fosse qual fosse a latitude em que se sediasse, jamais ousaria tanto…

Na autocracia reinante, com diminuto espaço ainda para uma qualquer “liberdade de expressão”, ninguém ousa manifestar-se.

Aliás, a política de consumidores “fá-la”, a seu modo, a ‘empresa do regime’, com o beneplácito do Governo, a antena nacional da multinacional belgaEuroconsumers, S.A.”, acomodados os espíritos, dissolvidas as ilusões!

Política de que tanto carecíamos como de ‘pão para a boca’, nas suas concretizações vivificantes, em plena crise em que já falta o pão, propriamente dito, em muitos lares e a muitas bocas…

Deploravelmente!

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

DECO O LOGRO DA ASSOCIAÇÃO- EMPRESA OU DA EMPRESA-ASSOCIAÇÃO - RÁDIO VALOR LOCAL DIRE©TO AO CONSUMO

 


RÁDIO VALOR LOCAL

DIRE©TO AO CONSUMO

‘INFORMAR PARA NÃO REMEDIAR’

PROGRAMA

03 de Janeiro de 23

 

I

O LOGRO DA ASSOCIAÇÃO- EMPRESA

OU DA EMPRESA-ASSOCIAÇÃO

 

QUESTÃO

Um economista de Lisboa escreveu aqui há tempos algo a que talvez muito poucos tenham prestado a devida atenção.

Referia-se à Deco, não como uma associação de consumidores, como surgiu em 1974, ano da sua criação, mas ao tronco de uma complexa organização de empresas que tem no mercado uma projecção considerável, mas que ninguém ou muito poucos conhecem.

De tal sorte que no ano em que escreveu tenha registado um volume de negócios muito perto dos 50 milhões de euros.

O que não é crime.

A menos que se ande a esconder coisas às pessoas a quem se dirigem ou que envolvem nas suas actividades. Quem diz crime diz a violação de outras quaisquer regras menos gravosamente sancionáveis.

 

RESPOSTA

UMA COMPLEXA ORGANIZAÇÃO COMERCIAL

 

Como o denuncia o economista Jorge Gouveia Alves, com efeito, com dados precisos que houve por bem colher:

A DECO, pretensa associação, em conjunto com a empresa multinacional Euroconsumers, S.A., detém a empresa DECO Proteste, Lda., uma sociedade por quotas, em que: Ler mais

Bruxelas diz que “cartel da banca” português violou mesmo a concorrência

 


Observação aplica-se aos 11 bancos que estão a contestar em tribunal as coimas de 225 milhões de euros por terem trocado entre si informações comerciais durante mais de uma década.

A Comissão Europeia entende que os principais bancos portugueses violaram mesmo as regras de concorrência ao terem trocado ente eles, durante mais de dez anos, informações sobre os volumes de crédito e spreads que aplicavam, um caso que ficou conhecido por “cartel da banca”, avança o Público 

Os factos já tinham sido dados como provados pelo Tribunal da Concorrência português, estando em causa coimas de 225 milhões de euros aplicadas pela Autoridade da Concorrência e o recurso de 11 das 14 entidades financeiras originalmente envolvidas. Mas a justiça nacional pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que interprete o Direito europeu à luz do que já é conhecido e foi nesse fórum que a Comissão se pronunciou. Ler mais

Professores, maquinistas ou serviços portuários. O calendário das greves nas próximas semanas


 Há vários setores em luta nos primeiros meses de 2023. Consulte aqui a lista.

Professores

Depois das greves em dezembro, o STOP - Sindicato de Todos os Professores fez um pré-aviso de greve para todos os dias de 3 a 14 janeiro. 

A paralisação foi convocada em protesto contra as propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento, atualmente em negociação com os sindicatos, e para exigir respostas da tutela a um conjunto de outros problemas relacionados com a carreira docente e condições de trabalho.

O Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) convocou uma greve parcial, igualmente em protesto contra algumas propostas de alteração ao regime de recrutamento. Neste caso, a paralisação, para todos os dias de 3 a 13 de janeiro, é apenas ao primeiro tempo de aulas de cada docente, o que significa que os professores poderão estar em greve em diferentes momentos do dia. Ler mais

 

Diário de 4-1-2023

 


Diário da República n.º 3/2023, Série I de 2023-01-04

FINANÇAS

Aprova a Declaração Modelo 10, Rendimentos e retenções - Residentes, e respetivas instruções de preenchimento

FINANÇAS, EDUCAÇÃO, AMBIENTE E AÇÃO CLIMÁTICA E COESÃO TERRITORIAL

Determina a forma de cálculo das transferências financeiras do Fundo de Financiamento da Descentralização para o exercício, pelos órgãos das autarquias locais, da competência relativa ao transporte de alunos com necessidades específicas individuais

FINANÇAS, EDUCAÇÃO E COESÃO TERRITORIAL

Determina a fórmula de cálculo das transferências financeiras do Fundo de Financiamento da Descentralização para o exercício, pelos órgãos das autarquias locais, da competência relativa ao financiamento das despesas com a aquisição de equipamentos utilizados para a realização das atividades educativas

TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e o Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo - SITESE (alojamento)

TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Portaria de extensão do contrato coletivo entre a ALIF - Associação da Indústria pelo Frio e Comércio de Produtos Alimentares e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e Afins - SETAAB

TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Portaria de extensão do contrato coletivo entre a ANEFA - Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e Afins - SETAAB

TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Portaria de extensão do contrato coletivo entre a ACIRO - Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste e o CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e outra

AMBIENTE E AÇÃO CLIMÁTICA

Estabelece o sistema de compra centralizada de biometano e hidrogénio produzido por eletrólise a partir da água, com recurso a eletricidade com origem em fontes de energia renovável

AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO

Aprova o plano de Cogestão para a Apanha de Percebe (Pollicipes pollicipes) na Reserva Natural das Berlengas

To crack down on dark patterns, European Commission needs design researchers

 


As it prepares to enforce the Digital Services Act (DSA), the European Commission should hire expertise in user design and user experience, as these skills are essential to cracking down on deceptive design practices.

Claire Pershan is the EU advocacy lead at the Mozilla Foundation, and Caroline Sinders is a critical designer and human rights researcher. 

Unlike the EU’s privacy regulation, which left enforcement to member states, the DSA will see the Commission become a regulatory authority. It will oversee the compliance of “very large online platforms” and “very large online search engines”, defined as those with over 45 million users in the EU. (...)

Barragens portuguesas em “risco” mas “preparadas”, diz ex-bastonário dos Engenheiros. Que zonas correm maior risco de cheias?

  As descargas em Espanha, conjugadas com as bacias nacionais, podem fazer o caudal dos rios transbordar e alagar zonas ribeirinhas. Saben...