O bairrismo está a perder-se, os tuk-tuks entopem o trânsito, as pessoas são colocadas na rua, os preços aumentam e os moradores desesperam. O que está o turismo de massas a fazer às zonas históricas da capital?
Com muitas outras metrópoles, a cidade de Lisboa está em
constante metamorfose. Os hábitos alteram-se, as ruas transformam-se, as
pessoas envelhecem, crescem, mudam-se. Além disso, o ser humano tem a
capacidade incrível de nunca ver um lugar da mesma maneira.
Mas há uma coisa que parece imune à mudança: a capital portuguesa é
cada vez mais a escolhida como destino de férias. E, graças ao seu
charme, cultura e preços atrativos, muitos turistas acabam por ficar.
Visto de fora, este panorama pode parecer romântico, mas para quem cá
vive – principalmente nos bairros históricos -, a sobrecarga turista
está a alterar os costumes e a “roubar” a identidade dos lugares. A OCDE
refere que, no último ano, o turismo internacional cresceu mais em
Portugal do que em Espanha, França ou Itália. Com mais de meio milhão de
habitantes, Lisboa recebe todos os dias entre 30 mil e 40 mil turistas. Ler mais

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