segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Luxo turístico ou armadilha? Neste café um simples cappuccino chega aos 19 euros

Um simples café pode transformar-se numa surpresa amarga para quem escolhe Veneza como destino de férias. O histórico Caffè Florian, situado na Praça de São Marcos e considerado o café mais antigo de Itália, cobra 19 euros por um cappuccino, tornando-se um dos exemplos mais mediáticos da chamada “armadilha turística”. O jornal alemão Die Welt analisou os custos e concluiu que uma pausa para café pode tornar-se um verdadeiro teste à carteira dos visitantes.

Fundado há mais de 300 anos, o Caffè Florian combina a tradição com o ambiente único da praça veneziana. Para muitos turistas, sentar-se na esplanada deste café é uma experiência quase obrigatória, apesar dos preços elevados. Além do cappuccino a 19 euros, uma simples tarte de maçã pode custar 18 euros. O valor inclui ainda uma “taxa de música”, uma vez que o espaço oferece regularmente música ao vivo. Apesar das críticas, o café está frequentemente lotado, sinal de que continua a ser visto como um local “imperdível”.

De acordo com dados citados pelo Die Welt, os preços do cappuccino em restaurantes aumentaram em média 18% só este ano, segundo a base de dados Numbeo. No entanto, em termos de média nacional, Itália continua a ser um dos países mais acessíveis no Mediterrâneo para beber esta bebida: 1,69 euros por chávena, contra 3,45 euros na Grécia, 3,21 euros em França, 2,18 euros na Croácia e apenas 1,44 euros na Bósnia. Ler mais

 

Arrancam hoje as matrículas da 1.ª fase e abrem candidaturas à 2.ª fase do acesso ao Ensino Superior. O que precisa de saber

Esta segunda-feira marca o arranque em simultâneo de dois momentos decisivos no calendário académico: o início das matrículas dos candidatos colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior e a abertura das candidaturas à 2.ª fase.

De acordo com o calendário oficial, os estudantes admitidos na 1.ª fase têm até 28 de agosto para efetuar a matrícula e inscrição na instituição de ensino superior onde foram colocados. Este processo implica o pagamento de taxas e, na maioria dos casos, da primeira tranche da propina anual. As universidades e politécnicos organizam ainda iniciativas de receção aos novos alunos, mas as datas variam e devem ser confirmadas junto de cada instituição.

Paralelamente, abriu também o período de candidaturas à 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, que decorre até 3 de setembro. Esta fase destina-se a candidatos que não conseguiram vaga na 1.ª fase ou pretendem tentar a entrada noutro curso ou instituição. Os resultados serão divulgados a 17 de setembro, e as respetivas matrículas terão lugar entre 17 e 19 de setembro. Ler mais

Ensino Superior. Alunos colocados têm até quinta-feira para se matricularem

 
Os estudantes que vão para o primeiro ano do ensino superior ainda poderão voltar a candidatar-se à 2.º fase, cujas candidaturas também começam esta segunda-feira

Os mais de 43 mil alunos que ficaram colocados numa instituição de ensino superior pública têm a partir de hoje e até quinta-feira para se matricularem na universidade. 

Os candidatos que entraram na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior receberam um email com a informação sobre a faculdade e curso em que ficaram colocados e podem agora proceder à matrícula.

Os estudantes que vão para o primeiro ano do ensino superior ainda poderão voltar a candidatar-se à 2.º fase, cujas candidaturas também começam esta segunda-feira.

Além das 11.513 vagas que sobraram da 1.ª fase, na 2.º fase surgem novos lugares deixados por alunos que não concretizem a matrícula e inscrição. Estas novas vagas dependentes de alunos que desistam do lugar serão divulgadas apenas a 2 de setembro no site da Direção-Geral do Ensino Superior. Nessa altura é ainda possível alterar uma candidatura já feita.

As candidaturas para a 2.º fase terminam a 3 de setembro e os resultados serão divulgados a 14 de setembro. 

Mais de 88 mil euros por turma: Governo aumenta financiamento às escolas privadas pelo segundo ano consecutivo

 

O Governo decidiu reforçar, pelo segundo ano consecutivo, o financiamento atribuído às escolas privadas com contrato de associação. De acordo com uma alteração legislativa publicada em Diário da República a 14 de agosto, o valor a atribuir por cada turma no ano letivo 2025/2026 sobe para 88.244,48 euros, o que representa um aumento de 2068 euros face ao ano anterior. A despesa global prevista para o ciclo letivo até 2027/2028 ascende a 48,4 milhões de euros, segundo revelou o Jornal de Notícias.

No ano passado, a verba tinha sido fixada em 86.176,25 euros por turma, valor que já representava uma subida face aos 80.500 euros que vigoraram durante nove anos, entre 2015 e 2024, sem qualquer atualização. Em 2024, o executivo liderado por PSD e CDS decidiu alterar esse montante, e agora volta a reforçá-lo, desta vez sob a tutela de Fernando Alexandre, ministro da Educação.

Além da atualização do valor por turma, está também previsto o aumento do número de turmas abrangidas pelos contratos de associação. Se no ano letivo anterior o apoio do Estado contemplava 207 turmas, no próximo ciclo de três anos esse número sobe para 211, em colégios localizados em áreas identificadas pelo Governo como carenciadas em termos de oferta do ensino público. Ler mais

‘Selva’ para arranjar alojamento: Quartos para estudantes chegam aos 714 euros em Lisboa

O custo do alojamento estudantil em Portugal continua a atingir valores inéditos e preocupantes. De acordo com dados do Observatório do Alojamento Estudantil, citados pelo Correio da Manhã, o preço médio de um quarto a nível nacional é atualmente de 415 euros, mas em Lisboa os valores chegam a ser incomportáveis para muitas famílias, ultrapassando os 700 euros mensais.

A capital portuguesa concentra mais de metade da oferta nacional de quartos disponíveis para arrendamento — 2768 dos 5514 contabilizados em julho —, mas também os preços mais elevados: em média, 500 euros por mês, com casos que atingem os 714 euros. O Observatório alerta ainda para situações em que as condições oferecidas ficam muito aquém do aceitável, incluindo divisões com camas em excesso e até marquises adaptadas a quartos.

O problema, contudo, não se restringe a Lisboa. No Porto, o valor médio ronda os 400 euros, em Faro chega aos 380 euros e nas regiões autónomas os custos são igualmente elevados: no Funchal, um quarto custa em média 465 euros e em Ponta Delgada cerca de 400 euros. Estes preços são considerados proibitivos por associações estudantis e constituem um sério entrave para famílias de classe média e baixa que procuram garantir o acesso dos filhos ao ensino superior. Ler mais

Diário de 25-8-2025

 


Diário de República n.º 162/2025, Série II de 2025-08-25

Imprensa Escrita - 25-8-2025





 

Barragens portuguesas em “risco” mas “preparadas”, diz ex-bastonário dos Engenheiros. Que zonas correm maior risco de cheias?

  As descargas em Espanha, conjugadas com as bacias nacionais, podem fazer o caudal dos rios transbordar e alagar zonas ribeirinhas. Saben...