quarta-feira, 7 de junho de 2023

Há 29 depósitos que pagam mais que os Certificados de Aforro. Descubra-os

 


Nenhuma solução é dos cinco maiores bancos e praticamente todos os depósitos que apresentam taxas de remuneração acima dos Certificados são reservados a novos clientes. Saiba quais são.

A oferta de depósitos a prazo que paga melhor que os Certificados de Aforro aumentou quase 10 vezes de sexta-feira para hoje. Passou de apenas três para 29 no espaço de menos de uma semana. Isto deve-se não porque os bancos decidiram em uníssono remunerar melhor as poupanças dos seus clientes, mas porque o Estado suspendeu a anterior série de Certificados de Aforro (Série E) e colocou em comercialização uma nova série (Série F) que paga substancialmente menos do que a anterior.

Esta alteração não se prende unicamente com a redução em 1 ponto percentual da taxa máxima base (de 3,5% para 2,5%) mas, sobretudo, com o suprimento do prémio de subscrição inicial (1%) e com um maior escalonamento dos prémios de permanência, que parte também de um valor mais baixo (0,25% face aos anteriores 0,5%). Ler mais

Imprensa Escrita - 7-6-2023





 

QUEM É QUE AFINA A PROSA À PUBLICIDADE ENGANOSA?


Diz de modo amplamente sugestivo a publicidade de uma das insígnias da grande distribuição alimentar:

“Cereja embalada a 3,49 €…”

 

Palavras como cerejas

Contos a que acrescem pontos

E assim nos “apedrejas”

E nos deixas meio  tontos…

 

Que o que rende

É “enganar” a gente!

 

Diz, com efeito, a publicidade, em voz “off”, precedida de imagens ilustrativas:

“Cereja embalada a 3,49 €…”

E onde está o logro, o engano?

É que, diz a lei dos preços, a unidade de medida é o quilo: e, no caso, é de embalagens de meio quilo (algo que de todo se não revela na palavra), em imagens atractivas, que se trata...

E o peso vem grafado a letras miudinhas no suporte, que não é detectável a olho nu.

Dá-se a entender que é da unidade de medida que se fala e de que se exibe o preço: mas a unidade de medida é o quilo e não metade, ou seja, meio quilo.

O consumidor tem de acreditar só em metade do que dizem e dobrar sistematicamente o preço anunciado? É essa a nova “técnica” adoptada pelas agências de publicidade, agora que o crime da “reduflação” está na moda?

Não se olvide que, em dados termos, a reduflação é crime de fraude sobre mercadorias, a despeito do que para aí propalam “certos senhores”, numa tentativa de  dourar a pílula…

Ou é de esperteza saloia que se trata, como se infere desta “montagem”? Mas lá que cai sob a teia da publicidade enganosa, não parece restarem dúvidas

Diz o Código da Publicidade (que remete neste passo, no seu artigo 11, para a o artigo 7.º Lei das Práticas Comerciais Desleais, no quadro das práticas enganosas):

“1 - É enganosa a [publicidade] que contenha informações falsas ou que, mesmo sendo factualmente correctas, por qualquer razão, nomeadamente a sua apresentação geral, induza ou seja susceptível de induzir em erro o consumidor em relação a um ou mais dos elementos a seguir enumerados e que, em ambos os casos, conduz ou é susceptível de conduzir o consumidor a tomar uma decisão de transacção que este não teria tomado de outro modo:

d) O preço, a forma de cálculo do preço ou a existência de uma vantagem específica relativamente ao preço; …”

Ora, a Lei dos Preços (DL 138/90, de 26 de Abril), a propósito de unidades de medida de referência, reza no n.º 1 do seu artigo 3.º o seguinte:

Relativamente aos géneros alimentícios, o preço da unidade de medida referir-se-á:

 

a)    Ao litro, no que diz respeito aos géneros alimentícios comercializados por volume;

 

b)     Ao quilograma, quando diz respeito aos géneros alimentícios comercializados a peso.”

 

E, no que tange, à publicidade, a lei é expressa ao aludir, no seu artigo 6.º, exactamente sob tal epígrafe, o que segue:

“1 - A publicidade, sempre que mencione preços de bens ou serviços, deve … indicar de forma clara e perfeitamente visível o preço total expresso em moeda com curso legal em Portugal, incluindo taxas e impostos.

 

2 - A publicidade escrita ou impressa e os catálogos […], quando mencionem o preço de venda dos géneros alimentares e produtos não alimentares …, devem igualmente conter, nos mesmos termos do número anterior, a indicação do preço da unidade de medida…”.

 

Logo, é de um embuste que se trata: para além do que se consigna na lei, toda a gente pensa ainda no quilo (e no litro) como unidades de referência e, não, em 488 gr, 532 gr, ou 619 gr…

 

As agências de publicidade andam tão falhas de imaginação que enveredam por estes prpocessos? É desse modo que cumprem o seu código deontológico?

Não há limites na forma de atrair os consumidores para os produtos que se anunciam?

E as autoridades demitem-se de intervir só porque estamos perante insígnias de enorme poder e projecção?

Os consumidores merecem mais. Merecem, sobretudo, que os tratem com dignidade que não a golpes de franca menoridade e supina desconsideração…

É que os preços atraem as pessoas. E, depois de se acharem no interior dos estabelecimentos, detectado o logro, não levam aqueles artigos porque a preços exorbitantes (o dobro do anunciado, à exaustão, no pequeno ecrã), mas levam outros, indistintamente…

Cumpra-se a lei. Para que não sejam só vítimas dela os merceeiros da esquina que não têm desafortunadamente, passe a expressão, “onde cair mortos”…

 

 

Mário Frota

presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO - Portugal

 

 

OCDE prevê que economia portuguesa vai crescer 2,5%. É a mais otimista

 

A OCDE reviu em alta as perspetivas de crescimento da economia portuguesa deste ano para 2,5%, impulsionada pelo PRR e pelas exportações, nomeadamente o turismo, tornando-se a mais otimistas entre as principais instituições económicas nacionais e internacionais.

No relatório de atualização das perspetivas económicas de 2023, publicado hoje, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português de 2,5% este ano e de 1,5% em 2024, quando anteriormente apontava para um crescimento de 1% este ano e de 1,2% em 2024.

Para este ano, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê uma expansão de 1,2%, o Banco de Portugal (BdP) de 1,8%, o Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1%, o Ministério das Finanças de 1,8% e a Comissão Europeia de 2,4%. Ler mais

 

terça-feira, 6 de junho de 2023

Que coisa fenomenal...

Consumidores esperam inflação mais baixa na zona euro, revela BCE

 Os consumidores preveem uma inflação na zona euro mais baixa para os próximos 12 meses, de 4,1% em vez dos 5% que antecipavam em março, segundo o inquérito de abril do BCE divulgado hoje.

Dentro de três anos, os consumidores esperam que a inflação baixe para 2,5%, mais perto do objetivo fixado pelo Banco Central Europeu (BCE), que é de 2%.

Em março, a expectativa era que dentro de três anos a inflação se situasse em 2,9%.

A zona euro teve no passado mês de abril uma taxa de inflação de 7%.

Os mais jovens, com idade entre os 18 e os 34 anos, esperam uma inflação mais baixa do que o grupo entre os 55 e os 70 anos.

O BCE realiza o inquérito sobre as expectativas dos consumidores mensalmente, de forma virtual, junto de 14.000 adultos da Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Itália e Holanda.

As expectativas de crescimento para os próximos 12 meses também foram menos negativas em abril.

Os consumidores antecipam uma contração económica na zona euro durante os próximos 12 meses de 0,8% (quando na sondagem de março apontavam para uma contração de 1%) e um desemprego de 11,2% (11,7% antes).

As expectativas em relação às taxas de juro das hipotecas nos próximos 12 meses situam-se em 5%.

É cliente da Galp? Fatura da luz e do gás vai baixar (já em julho)


 A Galp vai baixar em média em 10% os preços da eletricidade e do gás natural a partir de julho, não considerando as tarifas de acesso às redes, disse hoje à Lusa fonte da empresa.

"A Galp irá proceder a uma atualização dos preços da eletricidade e do gás natural na sua componente comercial a partir do início do mês de julho com descidas médias de 10% em ambos os casos (não considerando tarifas de acesso às redes)", disse fonte oficial da empresa.

A empresa salienta que esta descida reflete "a evolução favorável que se tem verificado nos mercados grossistas de ambas as formas de energia".

Esta atualização segue-se a descidas de 15% na eletricidade e de 27% no gás natural ocorridas no início de abril. Ler mais

 

Juros dos Certificados de Aforro descem em março mas continuam a bater (quase) todos os depósitos

  No próximo mês de março a taxa de juro base dos Certificados de Aforro (Série F) vai descer para 2,011% (face aos 2,031% de fevereiro). A...