sexta-feira, 27 de junho de 2025

“Fígado gordo”, cancro, refluxo. Porque está o nosso sistema digestivo a pagar a fatura da obesidade? Entrevista a Joana Nunes, gastrenterologista

 

A obesidade está a tornar-se um dos principais motores silenciosos das doenças digestivas em Portugal. No Mês da Saúde Digestiva, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia alerta para uma ligação ainda pouco reconhecida, mas com consequências graves. Cancros, “fígado gordo” e refluxo são apenas algumas das ameaças associadas ao excesso de peso. Questões aqui tratados em entrevista a Joana Nunes, Gastrenterologista e Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

Junho é o Mês da Saúde Digestiva — uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) que, todos os anos, procura sensibilizar a população para a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das doenças do aparelho digestivo. No presente ano, o foco da campanha recai sobre um tema que carece de atenção urgente: a relação entre a obesidade e as doenças digestivas, um elo ainda pouco reconhecido, mas com impacto profundo na saúde de milhares de portugueses.

Estima-se que cerca de um terço da população nacional seja afetada por patologias do foro digestivo, muitas das quais têm na obesidade um fator de risco determinante — e muitas vezes subestimado. Da doença do refluxo gastroesofágico ao fígado gordo, passando por vários tipos de cancro digestivo, as consequências do excesso de peso vão muito além das doenças mais faladas como a diabetes ou as cardiovasculares. Ler mais

 

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