segunda-feira, 30 de junho de 2025

Consumidor pós-pandemia mudou: quer tudo já e está disposto a pagar por isso

 Cinco anos após o impacto da pandemia, o consumidor global mudou (e muito). De acordo com o novo relatório Estado do Consumidor em 2025, da consultora McKinsey, a conveniência e a rapidez tornaram-se prioridades absolutas para os consumidores, que, mesmo com menor capacidade de poupança, continuam a dar primazia ao consumo.

A consultora McKinsey concluiu que os consumidores querem tudo, e querem agora, verificando a disposição generalizada para pagar mais em troca de maior comodidade. Esta tendência é especialmente visível entre os jovens da Geração Z: metade dos consumidores norte-americanos deste grupo (nascidos entre 1997 e 2012) afirma não ter poupança suficiente para manter o seu estilo de vida durante mais de um mês — ainda assim, continuam a gastar.

O fenómeno é global. Mais de um quarto da Geração Z utiliza serviços do tipo compre agora, pague depois para fazer compras, com destaque para a China (40%), Índia (38%), Emirados Árabes Unidos (36%) e Austrália (35%).

A principal preocupação dos consumidores, porém, continua a ser a inflação. O estudo indica uma crescente sensibilidade ao preço, com 79% a preferirem produtos mais baratos, mesmo que isso implique abdicar de alguma qualidade. A busca por ofertas é transversal a todas as idades, num cenário em que os consumidores estão mais conscientes.

Apesar da desconfiança generalizada face às redes sociais — especialmente entre gerações mais velhas —, estas continuam a desempenhar um papel importante na jornada de compra. 32% dos consumidores procuram produtos nas redes sociais antes de os comprar, por exemplo.

O estudo analisou os hábitos de mais de 25 mil consumidores em 18 mercados, que juntos representam cerca de 75% do PIB mundial, segundo o Banco Mundial

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