quarta-feira, 23 de agosto de 2023
De um consumidor 'escaldado':
//CUIDADO COM O WALL STREET ENGLISH//
Recentemente, andei à procura de escolas para reforçar o meu nível de inglês. De todas, a que apresentou o método mais condizente ao que procuro, foi a WSE. Porque correu mal?
Após três aulas experimentais, eu dei indicação na secretaria para avançar com a matrícula. Fui chamado a uma salinha e comecei a responder a um questionário onde me era perguntado quanto ganhava, se tinha casa própria, outros empréstimos (estranha a referência a "outros", mas já lá vamos), etc.
Achei estranho, mas respondi com verdade. Fui a duas aulas e voltei para terminar a matrícula. Eis que me é apresentado um contrato, ao que o funcionário me diz: "pronto, é só assinar e está feito". Eu, ligeiramente irritado com aquele formalismo contratual todo, respondi-lhe: "não assinado de cruz nem a compra de um café". Ato contínuo, pergunto-lhe:
Porquê 36 meses de previsão de aulas quando na minha avaliação se previam 10 meses para o meu objetivo?
Ele não me soube responder! Nova pergunta:
E se eu quiser sair daqui a 7 meses? Ele nada me respondeu.
Folheei o contrato e lá vi a cláusula da denúncia. Num português jurídico altamente técnico, estava lá que não me era conferido o direito de desistir durante os 36 meses.
De todo o contrato, percebi, embora sem provas, que o WSE se financia junto do Montepio, recebendo deste, imediatamente, a totalidade do dinheiro das propinas, e nós, alunos, pagamos, não as propinas, mas, sem o sabermos, um empréstimo.
Nada disto é ilegal à partida. Porém, e aqui já pode ser ilegal, tudo é feito de uma forma muito subreptícia, silenciosa, em que sob a capa de uma simples matrícula se está a fazer um contrato fechado, altamente complexo, válido por 36 meses sem possibilidade de livre denúncia a todo o tempo e, pior, dificilmente perceptivel por um cidadão menos conhecedor...
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