quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Sevilha descobriu uma nova forma de afastar os turistas: cortar a água dos alojamentos locais ilegais

 

A medida faz parte de uma iniciativa da autarquia para limitar as habitações para turistas. Na cidade há cerca de cinco mil alojamentos turísticos ilegais.

De acordo com o Jornal de Notícias, a Câmara Municipal de Sevilha vai cortar o abastecimento de água a cerca de cinco mil alojamentos turísticos ilegais, que funcionam na capital sem licença ou que não cumprem a regulamentação.

A medida, que faz parte de um pacote de 10 iniciativas da autarquia para limitar as habitações turísticas, tem como objetivo travar a proliferação de apartamentos para férias à margem da lei, segundo noticiou o diário espanhol "El País", citado pela publicação portuguesa.

"Estas 5000 habitações ilegais incluem as que estão inscritas no registo municipal e que não cumprem a obrigação de ser de rés-do-chão ou primeiro andar, ou determinadas condições de projeto, e as que não estão inscritas, mas funcionam no mercado. Estamos a cruzar os dados com as plataformas e a análise vai determinar o stress turístico de cada bairro", referiu a Direção de Urbanismo de Sevilha. Ler mais

 

“Publicidade-isco”: sabe o que é?


Recolhe-se um folheto numa dada insígnia da distribuição alimentar com implantação em todo o território. E, entre outras ofertas, a de “leitão assado – Afonso dos Leitões – cuvete 7,99 € /unid. – 500 g – 15,98 Kg”.

O consumidor, no dia imediato ao do lançamento do folheto, desloca-se de Coimbra, ao que nos denuncia, ao estabelecimento, sito na Mesura – Santa Clara, a mais de 4 Km, e “dá com o nariz na porta”: “nós aqui não vendemos; só no híper de Taveiro, no Retail Park.”

Riposta: mas no folheto aqui disponível aparece essa oferta. Sem contestação.

Volta de novo a ver o folheto: e em letra microscópica (em claro incumprimento ao que a lei estabelece), surge, com efeito, “os artigos presentes neste folheto  poderão não estar disponíveis em todas as lojas intermarché. Consulte as lojas aderentes ao folheto em…”

Resolve, então, para satisfazer um capricho, deslocar-se a Taveiro, seguindo a orientação da solícita empregada: mais 13 ou 14 Km de percurso.

Ali chegado, dá de novo com o “nariz na porta”. “Não, nós só vendemos de harmonia com a tabela que aí está: leitão até 5 Kg. 28,99 €, acima de 6 Kg., 22,99 €, e outras especificações… com cabeça, sem cabeça…”

Mas o do folheto nem vê-lo…

Enquadremos isto na lei em vigor:

A informação, de harmonia com o que prescreve o n.º 1 do artigo 8.º da Lei-Quadro de Defesa do Consumidor tem de ser séria, rigorosa, objectiva e adequada. Informação é informação total.

Como o sustenta – e muito bem – a Cons.ª Clara Sotto Mayor no acórdão Vodafone de 02 de Fevereiro de 2022, não é o consumidor que tem de ir em busca da informação, no caso, ao paradeiro das lojas aderentes: é o fornecedor que tem de prestar a informação na íntegra, sem excepção. Para que ninguém vá ao engano…

Além do mais, em conformidade com a Lei das Condições Gerais dos Contratos,

“São em absoluto proibidas, designadamente, as cláusulas contratuais gerais que: … se encontrem redigidas com um tamanho de letra inferior a 11 ou a 2,5 milímetros, e com um espaçamento entre linhas inferior a 1,15» (DL 446/85: alíneas c) do artigo 8.º e i) do artigo 21).

*A violação do que neste passo se prescreve constitui agora contra-ordenação económica grave passível de coima que, tratando-se de uma grande empresa, se situa entre os 12 000 e os 24 000 €. Ler mais

 

* Correção ao texto. Deve ler-se,  A violação do que neste passo se prescreve constitui agora contra-ordenação económica muito grave passível de coima que, tratando-se de uma grande empresa, se situa entre os 24 000 e os 90 000 €.

“Publicidade-isco”: sabe o que é?


Recolhe-se um folheto numa dada insígnia da distribuição alimentar com implantação em todo o território. E, entre outras ofertas, a de “leitão assado – Afonso dos Leitões – cuvete 7,99 € /unid. – 500 g – 15,98 Kg”.

O consumidor, no dia imediato ao do lançamento do folheto, desloca-se de Coimbra, ao que nos denuncia, ao estabelecimento, sito na Mesura – Santa Clara, a mais de 4 Km, e “dá com o nariz na porta”: “nós aqui não vendemos; só no híper de Taveiro, no Retail Park.”

Riposta: mas no folheto aqui disponível aparece essa oferta. Sem contestação.

Volta de novo a ver o folheto: e em letra microscópica (em claro incumprimento ao que a lei estabelece), surge, com efeito, “os artigos presentes neste folheto  poderão não estar disponíveis em todas as lojas intermarché. Consulte as lojas aderentes ao folheto em…” Ler mais

 

Mais de 10.000 vítimas apoiadas pela APAV no primeiro semestre do ano

 

Mais de 10.000 pessoas foram apoiadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) no primeiro semestre do ano, com o crime de violência doméstica a ser o mais prevalente, segundo os dados hoje divulgados.

De acordo com Relatório Semestral Janeiro-Junho 2024 da APAV, hoje divulgado, entre janeiro e junho deste ano a associação apoiou diretamente 10.007 vítimas, fez 52.092 atendimentos, num total de 18.669 crimes e outras formas de violência.

As estatísticas indicam ainda que, durante o primeiro semestre do ano, a APAV abriu 7.037 novos processos de apoio, acompanhando ainda outros 4.104 processos, e que foram apoiadas uma média de 385 vítimas.

Quanto aos contactos feitos pelas vítimas com a APAV, o telefónico foi o mais usado (52,5% dos casos), seguido do atendimento por email (21,3%). O atendimento presencial representou um total de 18,5% dos casos. Dos 148 contactos relativos ao apoio ‘online’, metade foram feitos através da rede social Facebook/Messenger (50,7%). Ler mais

 

Cinco agências de viagens arriscam coimas até 45.000 euros por infrações na publicidade das tarifas

 

Na publicidade nas redes sociais, metade das agências de viagem analisadas não cumpriram a lei ao publicitar viagens com um valor promocional em destaque, sem mencionar outros custos associados.

A Direção-Geral do Consumidor divulgou esta quarta-feira que detetou infrações na publicidade das tarifas aéreas nas redes sociais em cinco de 10 agências de viagens fiscalizadas, em julho, que arriscam coimas entre os 3.500 e os 45.000 euros.

“Verificou-se que, na publicidade divulgada nas redes sociais, metade das agências de viagem em análise não cumpre a lei ao publicitar viagens com um valor promocional em destaque, sem mencionar outros custos associados“, informou a Direção-Geral do Consumidor (DGC), em comunicado enviado às redações. Ler mais

Andamos todos a lavar mal as frutas e vegetais? Cientistas esclarecem!

Um grupo de investigadores da Universidade Agrícola de Anhui, na China, lança sério alerta.

Um novo estudo, publicado no no Nano Letters da American Chemical Society, afirma que lavar as frutas é um essencial, mas pode não ser suficiente para remover produtos químicos tóxicos e resíduos de pesticidas. O alerta foi feito por investigadores da Universidade Agrícola de Anhui, na China.

Os cientistas vão mais longe, ao afirmar que é necessário remover a cascas das frutas e vegetais, sobretudo de maçãs, para nos livrarmos dos pesticidas. O estudo comprovou que os pesticidas não só permanecem na casca da maçã após a lavagem com água, como também penetram na camada mais externa da polpa. 

A boa notícia é que cortá-la pode ser o suficiente para diminuir significativamente o risco de contaminação.

 

 

X de Musk enfrenta queixas de violação de proteção de dados em nove países da UE

 

A queixa foi apresentada por uma organização não governamental austríaca junto das autoridades de nove países europeus. Portugal não está incluído nesta lista.

A rede social X (ex-Twitter), detida por Elon Musk, enfrenta uma queixa por utilizar indevidamente dados pessoais de 60 milhões de utilizadores europeus para alimentar a sua tecnologia de Inteligência Artificial (IA).

A queixa foi apresentada na segunda-feira pela organização não governamental (ONG) austríaca Noyb, especializada em questões de privacidade, junto das autoridades de proteção de dados da Áustria, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Polónia. Ler mais

Os brinquedos vão ter regras de segurança mais apertadas

  Novo regulamento foi aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu. Prioridade é proteger as crianças dos químicos. ...